22 jul 2015

Planejando o pós-parto

por
Gabi Miranda

Bebê, Filhos, Gravidez, Maternidade

Pós-parto precisa de planejamento

pos-parto

Passei a gestação inteira pensando no que precisava deixar organizado para o pós-parto e em como seria quando estivesse com o bebê em casa. Coisas como ter alguém para ajudar, fazer comida, cuidar da casa. Quando Benjamin nasceu tínhamos a minha mãe que além de ajudar com tudo isso, ajudava com Benjamin e me fazia companhia. Essa gravidez passou num piscar de olhos e essa questão ficou só no pensamento mesmo, não consegui decidir e planejar nada para o pós-parto. Quem já teve o primeiro filho sabe que não é fácil os primeiros dias com um bebê em casa. Imagino que com o segundo não deve ser diferente e todos deverão passar por uma grande adaptação, afinal a família já está acostumada com uma rotina – e essa será totalmente modificada.

Pensa num lar com uma mãe, um pai, um filho e um cachorro. Agora pensa nesse mesmo lar, com todas essas pessoas mais um bebê recém-nascido. Prevejo uma rotina meio caótica nas primeiras semanas. Um RN tem a atenção da mãe toda voltada para ele e a gente até tem a ilusão de que faremos várias coisas na licença maternidade e será mais fácil por ser o segundo, mas não tenho tanta fé nisso não! As necessidades de um RN são bem maiores do que imaginamos.

Por isso é importante fazer um planejamento para o pós-parto de como funcionará a casa e as necessidades de cada morador. Embora eu não tenha elaborado uma estratégia, nunca é tarde para se planejar. Estou usando o final da gestação para pensar em coisas básicas, mas que são essenciais para não enlouquecer a futura puerpéria aqui.

Comida
Não temos uma funcionária que cuide da casa e das nossas refeições. Portanto, fiz um estoque de comida previamente prontas e congelei. Esse “previamente” significa algumas carnes já cozidas, do tipo que marido pode se virar fazendo panquecas, escondidinho com purê, frango desfiado para uma torta, coisas assim que podem facilitar de última hora.

Estamos planejando comprar comidas congeladas dessas rotissarias para facilitar a rotina, e, principalmente, manter a mãe bem alimentada para segurar firme e forte a onda de cuidar e amamentar um bebê por 24h.

Outras sugestões são:
a) contratar uma pessoa para fazer a comida e deixar alguns pratos congelados;
b) caso tenha funcionária, combinar com ela um cardápio;
c) ter à mão telefone de delivery.

Como será a limpeza da casa
Aqui temos uma diarista que vem um final de semana sim e outro não, quase 15 dias. Eu só tenho o trabalho de manter a casa em ordem e limpa. Vou testar esse mesmo período e se for o caso, vou pedir para vir uma vez por semana. Seria ótimo se ela fizesse outras coisas como lavar e passar, mas ela não faz.

Quem fica responsável pela roupa suja e por passar as roupas limpas
Esse é um dilema aqui em casa. Eu odeio passar roupa, lavar nem tanto, mas dá um trabalho só. Eu simplesmente não consigo pegar e jogar a roupa direto na máquina. Tem roupas, principalmente de criança pequena, que precisam ser esfregadas, pois a máquina não tira determinadas sujeiras. Também não pretendo passar minha licença maternidade me preocupando em lavar e passar roupa. Marido diz que dá conta, mas quero ver na prática quando teremos um RN e uma criança que atualmente já implora por atenção. Em último caso, pensei em algumas opções:

a) serviço de lavanderia;
b) serviço de lavagem por quilo;
c) dispensar a diarista citada acima e contratar uma que faça tudo, nem que isso signifique pagar um pouco mais;

Irmão mais velho
Marido vai tirar férias quando o bebê nascer e nesse primeiro momento estamos pensando em manter Benjamin em casa com a gente, mas depois a vida volta ao normal. Ou seja, vamos manter a rotina dele de ir para escola.

Busco a esperança de encontrar momentos a sós com Benjamin para paparicá-lo, nem que, inicialmente, esses momentos sejam a hora do banho e a de dormir. Mas acho importante nós pais nos esforçarmos para que tanta mudança não cause um impacto gigantesco na vida do primogênito.

Estabeleça regras para as visitas
Eu adoro visita, será de bom grado receber as pessoas em casa até porque sou o tipo de pessoa que vou enlouquecer se não tiver contato com outras pessoas durante esse período da licença maternidade. Mas também é bom estabelecer algumas regrinhas básicas, principalmente com relação aos limites da ajuda e interferência da família. Exemplo: quem põe freio em quem? A mãe fala com a família dela e o pai com a família dele? Enfim, essas coisinhas básicas.

Três regrinhas podem ajudar nessa hora:
a) a visita ligar previamente antes de ir até sua casa, pois pode chegar lá, você não atender por motivos de “estou amamentando” e daí dar o maior bafafá;
b) tempo de visita;
c) precauções com o bebê: lavar as mãos, não beijar (todo mundo sabe que não é legal ficar beijando RN);

 

Leia também: 11 Regras de etiqueta para visita ao recém-nascido

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