27 ago 2013

Por um mundo melhor #sem trabalho infantil

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Ontem foi realizado o IV Encontro Internacional sobre trabalho Infantil e o Bossa Mãe esteve lá para conferir um dos maiores problemas que afetam o Brasil: o trabalho infantil.

Aberto pela Françoise Trapend, presidente da Fundação Telefônica Vivo, o evento tem como principal objetivo alertar contra o trabalho infantil – “o assunto mais invisível do país”, disse Françoise.

Fiquei super feliz com o convite e principalmente em ter participado. Esse é um tema importante  e que está diretamente ligado com meu desejo de um mundo melhor. Falando de crianças carentes, por exemplo, dói meu coração vê-los serem explorados por adultos, sendo obrigados a trabalharem vendendo balas ou panos de prato nos faróis, em portas de restaurantes.

Comecei a trabalhar muito tarde e talvez porque naquela época nem tinha a opção de Aprendiz, como encontramos em algumas empresas atualmente – adolescente pode trabalhar nessa condição.

O que caracteriza o trabalho infantil? Para a OIT (Organização Internacional do Trabalho), é qualquer atividade econômica  exercida por crianças com menos de 12 anos, bem como funções exercidas por jovens abaixo de 18 anos, enquadradas em tarefas que em geral afetam a saúde mental e física do adolescente.

É sabido que o trabalho prejudica o desempenho escolar, sem contar que lugar de criança é na escola e fora dela o seu papel se resume em brincar. É brincando, segundo o livro “Criando filhos em tempos difíceis”, que a criança adquire conhecimentos, desenvolve habilidades sensoriais, elabora e descarrega conflitos, aprende a lidar com as emoções. Dito isso, é brincando que a criança se prepara para a vida.

Empresas que contratam adolescentes por outras vias que não seja através do programa Aprendiz, estão erradas! Isso não ajuda a desenvolver a criança, muito menos o país. Um estudo apresentado no evento, encomendado pela Fundação Telefônica Vivo, aponta os impactos socioeconômicos do trabalho infantil e adolescente no Brasil, e um dado relevante é com relação à remuneração dos menores contratados. Segundo o estudo, crianças e adolescentes com nível educacional semelhante ao de adultos e até na mesma atividade econômica, ganham muito menos, além de serem desprovidos de benefícios trabalhistas – 68,8% dos adolescentes entre 16 e 17 anos trabalham sem carteira assinada.

“Queremos mobilizar a sociedade quanto ao tema do trabalho infantil e garantir aos adolescentes um trabalho protegido, de forma que possam aprender uma profissão sem correr riscos ou prejudicar os estudos”, comentou Françoise.

Pergunto, qual frase é mais adequada para o seu filho: “é melhor trabalhar do que estar na rua” OU “é melhor estudar, criar, aprender do que estar na rua?

Que futuro você quer para o seu filho?

Eu crio Benjamin para ser um homem melhor e quero para esse homem um futuro melhor, escola de qualidade, empresas de fato politicamente corretas, um mundo justo, formado por pessoas mais generosas. Sozinha e com a contribuição do meu marido, eu faço do Benjamin esse homem que desejo para o mundo. Mas sozinha eu não consigo construir esse mundo. Isso depende de todos nós. Cada um tem que fazer sua parte.

Para finalizar, deixo para reflexão três frases que escutei no evento:

“Ninguém nega os problemas e desafios que tem, mas tem que buscar se conectar com o que está bom, com o saudável, a alegria”. Wellington Nogueira, Doutores da Alegria

“Só pode com a tristeza quem não perder a alegria”. Zélia Prado

“A gente não para de brincar porque envelhece. A gente envelhece porque para de brincar”. Dona Nana, 103 anos.

Que tal deixar os problemas de lado, se conectar com seu filho e brincar AGORA?!

#semtrabalhoinfantil

compartilhe!

1

comente!

Uma resposta para “Por um mundo melhor #sem trabalho infantil”

  1. Lele disse:

    Eu gosto da campanha mas me sinto atada.
    Não sei bem como posso ajudar além da conscientização…. e isso me incomoda um tanto.
    beijos
    Lele

Comente!

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.