23 jan 2012

Sobre berçários

por
Gabi Miranda

Bebê, Filhos

Essa semana vou me dedicar a falar sobre berçários/escolinhas. Então senta, que lá vem história….

Enquanto estava de licença maternidade tudo parecia resolvido sobre os cuidados com Benjamin. Um mês antes de acabar minha licença nada estava resolvido e foi quando percebi que nem tudo era tão simples quanto parecia ser.

Quase enlouqueci pensando em como seria, sobre berçários, babás. Minha mãe sempre se dispôs a cuidar dele quando eu voltasse ao trabalho. Tenho certeza que ela faria com o maior amor do mundo. Mas minha mãe já tinha abdicado sua vida por duas filhas, agora que tem sua liberdade, faria o mesmo pelo neto?! Não achei justo. Sem contar na logística, eu moro na ZS, minha mãe na ZN, eu trabalho na ZO, o marido em Osasco, chegamos tarde em casa, enfim…não ia rolar!

Cuidar de um bebê requer paciência, disposição e disciplina. Minha mãe, apesar de avó (que geralmente mima nossa cria), seguiria meus pedidos. Se não fosse com ela a outra opção era o berçário. Ao contrário do que ouvia de outras mães, pensava que eu tiraria de letra, deixaria meu filho numa boa no berçário. Mas quando fui conhecer alguns lugares meu conceito mudou sobre berçários e o peito se encheu de angústia e insegurança. Demorou para encontrar um lugar que atendesse as minhas expectativas.

Chorei a semana inteira de adaptação. A sensação é horrível. Um misto de culpa – você coloca um filho no mundo para não cuidar e se dedicar 100% do tempo; egoísmo – não será você que vai dar papinha, vê-lo com determinada roupinha, ver fazer as primeiras gracinhas; solidão – você se separa daquele ser que habitou 9 meses sua barriga e passou os seus primeiros 5 meses de vida ao seu lado diariamente. A inevitável separação…dói!

Antes de tomar a decisão de colocá-lo no berçário ouvi que o melhor a fazer era optar por algo que não precisasse de ajuda. Difícil, pois quando se tem filhos, o que mais precisamos é de ajuda. E é por isso mesmo! Quanto mais você puder fazer melhor, para pedir ajuda quando realmente for necessário.  Oportunidade de pedir ajuda não falta. E assim você também evita vários constrangimentos e não se indispõe com ninguém. E a avó?! A avó continua sendo avó, como deve ser…

Hoje, após 3 meses, já me sinto um pouco mais habituada com a situação. Às vezes bate uma saudade acompanhada dos mesmos sentimentos: culpa, egoísmo, solidão. O que ajudou bastante foi conversar com muitas colegas na mesma situação e descobrir que somos várias e que berçário/escolinha tem seus pontos positivos. Sem contar que nesse processo amadureci muito como pessoa e mãe. Sinto-me até um pouco orgulhosa pela mãe que Benjamin está me tornando…

Leia também: sobre adaptação no berçário

 

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2 respostas para “Sobre berçários”

  1. […] aquele projetado por nós – mães. Logo, não existe. Já dei dicas do assunto quando falei: sobre berçários, a escolha do berçário, berçário x babás, dicas para a escolha do berçário, logo quando […]

  2. […] disse aqui e aqui, berçário tem seu lado positivo. Geralmente, é um lugar bem estruturado, com rotina e […]

  3. Fernanda disse:

    Gabi, já passei por essa situação e agora em março passarei td de novo….e agora com o agravante do problema que a Mari tem….e que precisa mais do que nunca de mãe! Mas vc falou td! A escolinha é bom demais pra eles….interação, integração, sociabilização, independência….mas que dói, ahhhh dói! bjs…

  4. Daniela disse:

    Muito bom o artigo Gabi, é assim mesmo que nos sentimos e como já te disse, você é muito corajosa em ter seguido em frente…me sinto meio boba por não ter feito isso com o João e nem com o Marcos, porque na fase maior eles também sofrem. Enfim, mas ainda me recuperarei, quando vier o terceiro…rs

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