16 ago 2016

Filhos: um é pouco, dois é bom, três…

Um filho é pouco, dois é bom, três… ensinam muito mais!

 

Filhos-um é pouco-dois é bom- três-bossa-mae

Imagem Google

Já faz algum tempo, conheci uma mamãe de muitos. Ela tem 7 filhos e esbanja um sorrisão de orelha a orelha. Pensei: para essa aí um é pouco, dois é bom, sete é melhor ainda! Conheço algumas mães de três. Além das amigas blogueiras Diiirce e Marina, no trabalho tenho uma colega mãe de três e, recentemente, minha melhor amiga, minha irmã de coração, madrinha da Stella, anunciou sua terceira gravidez – muito desejada já há algum tempo.

Aqui em casa, tínhamos um combinado: se a segunda gestação viesse um menino, teríamos o terceiro só para ver se vinha uma menina. Marido tremia na base até que nasceu Stella e ele deu por encerrado esse assunto. Mas a mamãe aqui, para assombro do papai, começou a dizer que precisava vir um desempate, que um terceiro filho fecharia o ciclo familiar. É comum tremular após o primeiro, quem dirá após o segundo filho. É claro, depois que passamos todo aquele perrengue de enjoos nos 4 primeiros meses de gestação, noites mal dormidas, fraldas, choro, dentes nascendo, os primeiros 6 meses de vacinas intermináveis, aquela ansiedade toda… quem quer enfrentar o terceiro filho?!
Clique e continue lendo!

compartilhe!

8

comente!

27 jun 2016

O poder do discurso materno

O poder do discurso materno

As lembranças se organizam na consciência por meio de palavras, que quase sempre foram proferidas por nossa mãe. Assim, organizamos as lembranças do ponto de vista do discurso materno – que em geral está distante da nossa real experiência infantil – e acabamos por vestir certos personagens, atuando sempre da mesma forma na esperança de obter amor e aceitação. Quantas de nossas dificuldades afetivas, profissionais e familiares advém daí? – (O poder do discurso materno)

o poder do discurso materno

Tenho muitas opiniões sobre o livro de Laura Gutman: O poder do discurso materno. A autora me decepciona um pouco ao final da obra, quando fala sobre abuso sexual. Na verdade, a Laura me decepcionou na palestra que assisti recentemente, quando afirmou que a culpa dos abusos sexuais que algumas crianças sofrem, é da mãe. Mas não quero falar sobre isso nesse momento. Quero falar do aprendizado positivo do livro. Achei um pouco dolorido lê-lo porque nos reconecta com a nossa infância, com a criança que fomos, com os rótulos e personagens que ganhamos ao longo da vida. Por outro lado, essa conexão é importante para nos fazer enxergar o mundo e os nossos filhos a partir da nossa vivência.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

7

comente!

07 jun 2016

Alfabetização, paciência e amor

Dois ingredientes essenciais para alfabetização: paciência e amor

alfabetização

Livro de atividades do Benjamin

Entramos em fase de alfabetização do Benjamin. Eu pensei que ainda demorava, mas foi ele mudar de escola e seu desenvolvimento deu um salto gigantesco. O interesse dele pelas letras tem me causado uma surpresa gostosa e até certa nostalgia. Até outro dia, eu esperava ansiosamente para ele sentar, bater palminha, mandar beijo, ficar em pé, sair das fraldas… agora eu torço para o primeiro dente dele demorar a cair, para o tempo passar mais devagar e vejo meu menino descobrindo as sílabas das palavras em uma revista, escrevendo alguns nomes sozinho e até me dando cartão escrito (com a letra garrancho mais linda do mundo): “eu te amo”. Ou seja, não demora muito ele estará lendo sozinho. O tempo está voando.

Nunca tive pressa pela alfabetização. Tanto que quando ele começou a escrever seu nome, há um ano e meio, me incomodou bastante, pois ele estava com 3 anos e achava muito cedo ter uma pressão para que ele soubesse escrever o próprio nome. Achava que não precisava ser aos 3 ou 4 anos, que existiam outras prioridades de habilidades motoras, cognitivas, emocionais. Aspectos esses a serem desenvolvidos brincando livremente. Afinal, através de brincadeiras, as crianças têm possibilidades de aprendizagem muito maior do que fazê-la ficar copiando seu nome vinte vezes. Considerando também que cada criança tem seu próprio ritmo, pra mim sempre foi tudo bem se o colega da escola já soubesse contar até 50 e meu filho até 10. Então, não tinha problema se ele não soubesse escrever seu nome aos 3, 4 anos, normal.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

9

comente!

17 maio 2016

10 coisas que aprendemos com a maternidade

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Maternidade e muito mais no encontro com Cris Guerra no Seminário Pais & Filhos “Mãe Também é Gente”

Maternidade -Cris Guerra

Domingo aconteceu o Seminário Pais & Filhos “Mãe Também é gente”. O evento contou com a participação de palestrantes bem interessantes, conteúdo relevante e de qualidade. Todos merecem destaque, mas hoje vou falar da Cris Guerra, publicitária, mãe de Francisco, autora do blog Hoje Vou Assim e dos 4 livros: Para Francisco, Moda Intuitiva, Mãe, e, Que ninguém nos ouça – esse escrito com a jornalista Leila Ferreira.

Cris Guerra mesmo com toda a sua história de perdas, é uma pessoa leve e com senso de humor. Consegue transmitir leveza àqueles que estão por perto e a sensação de que a vida vale a pena sim apesar de tudo. E afirma:

A vida é feita de duas partes: uma que a gente não escolhe e outra que está em nossas mãos.

Em sua palestra “Mãe não é um bicho frágil”, ela compartilha um pouco da sua vida, fala sobre temas universais e nos alerta: a vida não tem controle, e quando aprendemos isso, aprendemos a entregar. Saí com algumas reflexões, uma delas sobre o quanto nós mães, às vezes, podemos ser egoístas com os nossos próprios filhos. Basta pensar no nosso desejo de não querer perder nenhuma primeira vez dos nossos pequenos. Queremos que eles andem, mas que sejam conosco os primeiros passos. Que andem de avião, mas que seja com a gente. Cris contou um episódio, no qual Francisco foi ver pela primeira vez o mar com os avós paternos. Sofreu, mas depois pensou: que bom que ele viu o mar! Depois verá outro dia comigo. E por falar em sogros… Cris faz uma ponte entre o filho e os avós paternos, inclusive únicos avós.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

6

comente!

16 maio 2016

Bebês são detetives emocionais

Bebês – detetives emocionais

bebês

A revista ÉPOCA da semana passada (9 de maio, nº934), trouxe uma entrevista com o psicólogo americano Andrew Meltzoff, uma das maiores autoridades mundiais no estudo da infância, sobre o desenvolvimento infantil. Achei muito interessante algumas coisas ditas por ele, como o fato da criança ser capaz de assimilar os preconceitos mais sutis de seus pais e de perceber ambientes hostis. Eu, por exemplo, vivo em busca da melhor forma e jeito de falar, pois um volume de voz mais alto ou um tom pouco mais alterado, meu filho Benjamin já acha que estou brava. Acredito muito em tudo o que psicólogo diz na entrevista, inclusive que os bebês são detetives emocionais, até porque nosso humor reflete também no dele. Essa entrevista também me fez refletir na importância da escolha com quem deixamos nossos filhos, seja um cuidador ou escola. Compartilho agora com vocês.

ÉPOCA – Por que o senhor privilegia em suas pesquisas a importância da fase entre o nascimento e os 5 anos de idade?Andrew MeltzoffHá evidências científicas de que o desenvolvimento da criança no começo de sua vida ajuda a determinar o adulto que ele será. O cérebro do bebê é esculpido pelas experiências. Ele é profundamente afetado pelas interações sociais e físicas que tem com o mundo. Nesse período o bebê aprende mais do que aprenderá em qualquer outro período cronológico similar.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

10

comente!

21 mar 2016

Brincar e uma experiência inexplicável

Brincar é uma oportunidade da criança se descobrir em vários sentidos.
Brincar é um grande convite para o mundo.

Brincar junto

Imagem do Google

Ontem participei de um bate papo, realizado pela Kinder Ovo, com a psicóloga infantil Daniella Freixo. Eu nunca tinha assistido nada presencialmente dela, mas seguia seu perfil @conversacomcrianca no Instagram. Daniella é simplesmente incrível! Não tem outra palavra para descrevê-la. O assunto principal da conversa foi a importância do brincar e começou com o seguinte questionamento da psicóloga:

Vocês sabem o que acontece quando a criança está brincando?

A criança tem a oportunidade de se descobrir em vários sentidos. Brincar cria condições físicas para o corpo, coordenação motora, desenvolve o emocional, amplifica os horizontes, traz regras de convivência. Brincar é um grande convite para o mundo. Desde bebê, quando começa a se arrastar, a se levantar, levar a mão à boca, são movimentações que se tornam parte do brincar.

A criança quando brinca descobre sobre si, sobre os objetos a sua volta, sobre o outro. O primeiro outro na vida das crianças é a mãe e o pai. E brincar junto tem um papel fundamental nesse processo de desenvolvimento das crianças. Portanto, é preciso sentar junto, se desligar de celular e do mundo exterior e se entregar para a criança de corpo e alma. Olhar olho no olho, brincar, imaginar, criar intimidade para que possamos conhecer nossos filhos e para que eles nos conheçam.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

4

comente!

14 mar 2016

Desenvolvimento: o incrível poder de aprender

por
Gabi Miranda

Desenvolvimento, Destaque, Filhos

Os dois primeiros anos de vida são importantes para o desenvolvimento físico e psicológico das crianças

desenvolvimento-bossa mãe

Os dois primeiros anos de vida, é considerado o período mais significativo para o desenvolvimento da criança. Através de uma nutrição balanceada e estímulos apropriados, é possível trabalhar o progresso das quatro áreas-chave do cérebro de seu filho:

  • cognitiva;
  • social;
  • comunicação;
  • motora.

A Enfagrow, em parceria co a EDAC (Equipe de Diagnótico e Atendimento Clínico), preparou um material para auxiliar mães e pais nesse processo e agora compartilho com vocês.

Cognição

Nas funções cognitivas, a emoção alterna percepção, atenção, memória, tomada de decisão, plasticidade linguagem (comunicação) e até mesmo o sono. Essa área se desenvolve a partir do momento em que a criança adquire determinadas percepções do mundo que está inserida e isso acontece gradativamente por meio de adaptação, assimilação e equilíbrio durante o percurso da vida.

Por volta dos três anos, a criança já possui uma organização quanto às ações cotidianas, contudo, seu pensamento ainda se encontra em formação. Ela vivencia suas verdades, uma realidade externa, um misto de impressões reais e fantásticas. Acredita que seu pensamento é comum a todos, incluindo os objetos inanimados, como por exemplo: “o sol foi dormir”.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

7

comente!

11 mar 2016

As lembranças da minha mãe me fazem mais feliz

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

mãe

Eu aos dois meses com a minha mãe

Hoje faz dois anos que perdi a melhor parte de mim. Minha mãe. Parece que foi ontem. Nas duas últimas semanas, tem sido difícil controlar os pensamentos e não me conectar com aquele dia. Toda aquela dor que senti invade cada partícula do meu corpo, apunhala minha alma e meu coração. Eu consigo sentir aquela agonia, a falta de ar e o buraco se abrindo novamente aos meus pés. Escrever esse texto é uma tentativa de estacar essa dor que me atinge mais uma vez e manter meus pés firme nesse chão.

Coincidência ou não, nesses últimos dias tenho recebido muitas mensagens de leitores que chegam até o blog através de uma pesquisa no Google, após perderem sua mãe também. Essas palavras chegam cheias de dores, mas também de compaixão e alívio. Quando perdemos alguém que amamos nos sentimos injustiçados, como se aquilo tivesse acontecido só com a gente. Ao descobrirmos outras pessoas na mesma situação, nos sentimos amparados e nos encontramos na dor do outro. Só quem perdeu a mãe conhece essa dor, que imagino seja diferente a de perder um filho e só quem perdeu um sabe como é. Existem perdas que são irreparáveis e ponto. E nós temos que aprender de um jeito ou de outro a lidar com a dor.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

5

comente!

07 mar 2016

Autonomia também significa cuidar do seu filho

Autonomia – a palavra vem do grego: auto – de si mesmo – e nomos – lei. Em outras palavras: a habilidade de estabelecer sua própria lei, de tomar uma decisão baseado nas informações disponíveis e em seu juízo moral.

autonomia

Então pela primeira vez ouvi que meu filho falava errado e precisava de mais autonomia. Aquilo me soou estranho, nunca tinha percebido Benjamin falar “aba” ao invés de “água”. E ele sempre me pareceu autônomo até demais para a idade dele. No auge de seus 4 anos, ele tira e coloca a própria roupa, meia, tênis, guarda seus brinquedos, dobra (do seu jeito) suas roupas, abre a geladeira o armário e pega o que quer, come sozinho, tem arrumado sua mochila, pega até água do filtro… ah, “ele não abre seu danone”. Foi o que me disse a professora dele.

Eu já vinha reparando alguns comportamentos do Benjamin. Ele não abre seu pote de danone, não descasca (e nem segura) a banana, ainda precisa de ajuda para ir ao banheiro fazer o nº 2, não dorme se não esperarmos ele pegar no sono em seu quarto e muda o jeito de falar perto de pessoas diferentes. A professora me disse que esse ano, em sala de aula, seria trabalhado a autonomia das crianças e precisaríamos fazer o mesmo em casa. Depois da primeira reunião escolar, passei um final de semana estudando nossos comportamentos. Cheguei a conclusão de que meu filho precisou ir para uma escola bem estruturada para que alguém de fora (e bem qualificado) me fizesse enxergar coisas que até então não enxergava com a devida atenção, como por exemplo, o quanto a timidez dele afetava na forma em que ele falava com uma pessoa diferente.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

4

comente!

02 fev 2016

A bicicleta e o tempo de cada um

image

– Eu conseguiiiiiiiii….!

E foi assim, num domingo ensolarado, que Benjamin confirmou sua glória. Desde dezembro passado, enquanto estava de licença maternidade e Benjamin de férias, eu vinha tentando ensiná-lo a andar de bicicleta. Missão difícil. Quem está de fora acha que é fácil porque a bicicleta ainda tem rodinhas, então basta dizer “vai, coloca força, pedala”. Ele começou a não querer mais tentar. Acho que percebia a minha frustração por não encontrar a melhor maneira de ensiná-lo. Ou por um pouco de vergonha quando apareciam outras crianças que já sabiam andar. Talvez fosse um misto de tudo. Eu estava determinada, a partir daquele momento, ensinar Benjamin a andar de bicicleta, mas claro, respeitando o seu momento.

Não, não é vergonha, não,
Você não ser o melhor da escola,
Campeão de skate, o bom de bola ou de natação.
Não, não é vergonha, não,
Aprender a andar de bicicleta
Se escorando em outra mão.
(Toquinho)

Benjamin tem essa bicicleta há um pouco mais de um ano. Nunca se interessou e por acreditarmos que podia ser cedo, não incentivamos. Tem isso, percebo que as crianças precisam ser estimuladas para tudo. Por exemplo, se você quer que seu filho tenha interesse por alguma atividade física, tem que estimulá-lo de alguma forma. Apresentar-lhes opções até que encontre uma que ele se identifique e goste. E quando encontrar, precisamos ter um tempo para que a criança se dedique aquilo. Então, para uma criança andar de bicicleta, os pais precisam promover momentos para que isso aconteça. Precisa dedicar tempo, afinal, melhoramos em tudo aquilo que praticarmos. Além de disposição, paciência e compreensão – como para tudo na maternidade.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

7

comente!

Página 2 de 9123456...Última