29 set 2015

Resolva um problema de cada vez

por
Gabi Miranda

Bebê, Destaque, Filhos

Imagem: Monguilhott

Imagem: Monguilhott

No post anterior, contei como foram as primeiras semanas com a Stella. Por mais que as coisas tivessem sido diferentes, nada mudaria o fato de ser muito difícil as primeiras semanas com um bebê em casa. Antes de nascer, ao invés de passar na fila da paciência, passei repetidas vezes na fila da ansiedade. Sou ansiosa por natureza e durante as primeiras semanas com a Stella me culpei por achar que podia ter feito tudo diferente e por coisas que fiz como oferecer a chupeta achando que seria uma forma de acalmá-la.

Não tenho nada contra chupeta e acho que esse acessório pode ser um grande aliado, mas nunca gostei de criança com chupeta e sempre tive medo que tornasse um objeto indispensável, sempre pensando no futuro, o trabalho que daria para desacostumar a criança sem ela. Ofereci à Stella logo nas primeiras semanas de vida e depois descobri que o ideal é oferecer a partir da 6ª semana, pois antes disso pode confundir o bebê que está sendo amamentado no seio. Pois bem, ela aceitou mesmo só na 6ª semana. Sofri. Porque embora eu oferecesse, não fazia isso sempre, mas só em momentos em que ficava desesperada querendo acalmá-la. Parte de mim torcia para ela não aceitar.
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08 maio 2015

Perdi minha mãe e aprendi a sentir gratidão

por
Gabi Miranda

Comportamento, Desabafo, Maternidade

perdi-minha-mae

Minha mãe seguia a filosofia da Sei-cho-no-ie. Uma das máximas dessa religião é agradecer e ser grato, principalmente aos antepassados. Então, além da fé que ela possuía, minha mãe sentia muita gratidão pela vida e pelas pessoas. Vivia dizendo que tínhamos que ser gratos pelos pais que tínhamos. Hoje eu entendo mais o que ela queria dizer com isso.

Uma vez li um texto de Eugênio Mussak, na revista Vida Simples, no qual ele explicava que existe uma diferença entre agradecimento e gratidão. Agradecer tem a ver com ato e educação, claro é nobre e fortalece as relações. Mas gratidão “é um sentimento, algo que se carrega no peito, que pertence à pessoa como um valor, uma filosofia de vida”.

Quando perdi minha mãe, aprendi algumas coisas. Após um ano da morte dela, sinto-me feliz e com o peito cheio de gratidão. É claro que morro de saudades e tem dias que sinto vontade de chorar de tanta falta que ela me faz. Já fiquei deprimida me achando uma bosta de filha por estar me sentindo feliz em tão pouco tempo após sua morte. Mas imagino que minha mãe queira me ver bem. A minha felicidade no momento, vem de encontro com o meu sentimento de gratidão. Ando feliz com a vida, essa que foi me dada pela minha mãe. Feliz com a pessoa que me tornei, com a família que construí e tudo isso tem o dedo dela.
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31 out 2014

O ponteiro do relógio não para

por
Gabi Miranda

Uncategorized

selo_2anos

Há dois meses e uma semana penso nisso todos os dias: como perdemos tempo nessa vida. Há dois meses foi quando minha vida mudou para sempre. O dia que meu Ben nasceu. Eu posso dizer com propriedade: perdemos muito tempo nessa vida. A gente perde tempo sentindo medo, sofrendo por antecipação, pensando no que poderia ter sido. Perdemos tempo nos preocupando com coisas que não valem a pena, com bobagens, com o que vão falar de nós, pensando em como vamos dizer “não”, como será o amanhã, como será o natal, como vamos pagar aquela tão sonhada viagem. A gente perde muito tempo nessa vida – que é tão frágil e breve, para depois, no final das contas, dar-se conta que o mundo, apesar de transitório, está do mesmo jeito e que nada vai mudar por nossa causa. No final, o que vale na vida é o amor. Ele que transforma. Ele que te transforma. O amor que impulsiona. É o amor que embeleza a vida (e a alma). Clique e continue lendo!

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05 ago 2014

Família e Educação: O conflito entre ser permissivo e dizer não ao filho

Família e Educação

A pergunta que mais ouvi nos últimos dias “você viu o vídeo do menino que teve o braço arrancado por um tigre?”. Só vi o vídeo ontem cedo, ao chegar no trabalho, porque a TV próxima à minha mesa estava ligada, caso contrário não teria visto porque me permito não procurar tragédias, afinal, são muitas diariamente. Só que após ver o vídeo fui ler sobre o caso e fiquei mais indignada e impressionada.

Eu não quero julgar esse pai. Mas infelizmente, não tem como falar desse assunto sem julgar os pais dessa criança, que devem estar sofrendo muito, óbvio, pelo ocorrido e pela própria falta de discernimento. Além do fato de o menino ter ficado sem o braço, me comove também, nessa história, a falta de limite e autoridade que nós pais impomos cada vez menos aos nossos filhos. O vídeo que assisti, foi ao ar no programa do Fantástico, dia 03 de agosto, no qual em determinado momento o pai diz “as pessoas (em volta) estavam achando bacana, curtindo”. Impressiona-me as pessoas em volta assistirem (e filmarem!) e não chamarem a atenção desse pai e dessa criança. Não, não tem a menor graça, não é nada bonitinho e bacana ver uma criança alimentando e atentando animais selvagens não domesticados, ultrapassar a passagem proibida pelos visitantes onde visivelmente se vê a placa “PERIGO! Não ultrapasse”. Se eu tivesse no local, com certeza seria candidata forte a brigar com esse pai. Aí vem um oportunista, ops, um advogado e diz que a culpa é do Zoológico.
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24 jun 2014

O que me faz feliz #100DiasFelizesComAVida

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

O que me faz feliz

Ganhar algo significa perder algo. É uma lei natural da vida. Nunca acreditei que as pessoas pudessem ter tudo, que eu pudesse ter tudo e ser 100% feliz sem pagar alguma conta. Então, chegou Benjamin. Desde que vi aquela pessoinha, senti uma felicidade sem fim transbordar  no meu peito. Ali soube que perderia algo. Durante esses três anos, vivi com esse pressentimento que eu acreditava estar diretamente ligado a ele. Poucas pessoas souberam desse sentimento. Minha mãe era uma delas.

Ao mesmo tempo que eu sentia uma alegria imensa ao ver um sorriso dele, fustigava em mim uma dor, um medo imensurável de perdê-lo. Até que dia desses acordei como se tivessem soprado em meu ouvido: sua dívida está paga. Não sei se foi sonho, mas acordei com a certeza de que meu pressentimento era verdadeiro. Eu perderia algo. Não foi Benjamin. Longe de mim responsabilizar meu filho pela perda que tive. Muito pelo contrário, ele foi um presente, uma espécie de alicerce construído para me preparar para esse momento. Quando penso nos últimos anos, tenho ainda mais certeza disso. E ele me faz feliz.
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30 abr 2014

Como lidar com a perda

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

como lidar com a perda

Já fazia alguns dias que Benjamin percebia nosso humor e sentimentos. Ele andava perguntando “está blavo?” se percebesse algo diferente em nosso tom de voz ou feição. Parece que perto dos três anos, a criança passa a perceber essas variações. Um dos sentimentos que abateu nosso lar, foi a minha tristeza com a morte da minha mãe e toda vez que Benjamin me vê chorar, vem perguntar o que aconteceu, porque estou chorando, porque estou triste. Não escondi em nenhum momento o que aconteceu, contei para ele a verdade. Lembro de estar indo resolver algum processo burocrático na manhã do dia 11 de março e falar para o marido “algumas pessoas vão me julgar, mas quero que Benjamin participe do velório da minha mãe e se despeça dela”.

Nunca gostei de cemitério, velórios, nenhuma dessas cerimônias que “celebrassem” a morte. Ok, ninguém gosta. Mas eu sempre tive verdadeira repulsa. Sempre fugi disso e compareci apenas em ocasiões das quais as pessoas fizeram diferença na minha vida, meus avós, um primo, um tio querido, um amigo. Foram pouquíssimas vezes, contadas numa mão. Das poucas vezes que pensei no assunto, decidi que meu filho também seria poupado. Mas como poupá-lo de se despedir da avó? Como dizer que a vovó foi para outro lugar assim sem mais nem menos? Na noite anterior ele viu e brincou com a avó, depois me deixou no hospital que ela estava e foi embora de lá dizendo que não queria ir sem ver a vovó. Como explicar para ele?
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02 abr 2014

Um lugar na janela

por
Gabi Miranda

Livros

Nenhuma viagem é igual; nenhum viajante, idem…Muitas pessoas consideram viajar uma fuga. Pra mim, é encontro”. (Martha Medeiros, em Um Lugar na Janela)

Sempre fui uma pessoa de fazer planos. Minha vida sempre foi muito planejada: conseguir um emprego, juntar dinheiro, casar, ter um filho aos 30, nas férias fazer uma viagem e assim por diante. Acho que nunca estive aberta para imprevistos e, hoje sem dúvida nenhuma, sei que é preciso estar.

Em janeiro marquei minhas férias. Março. Um mês antes de sair de féria fechamos o destino. Cartagena, Colômbia. Duas semanas antes da viagem O imprevisto aconteceu  em nossas vidas. A morte da minha mãe. Pensamos em cancelar a viagem, mas diante de tantos “vai ser bom para você viajar”, viajei ou… fugi.

Nenhuma viagem é igual, mas essa foi uma fuga, uma tentativa de esquecer a realidade. Não esqueci. É algo impossível. Todos os dias e todas as noites revivi mentalmente tudo o que aconteceu do dia 10 ao dia 12 de março.
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19 fev 2014

Exigências e alternativas na hora das refeições

por
Gabi Miranda

Uncategorized

“As pessoas se comunicam melhor quando comem: as reuniões e festas são sempre acompanhadas de alimentos e bebidas, que nos dão prazer, nos relaxam e permitem um bom diálogo e o interesse pelo outro. Nos reunimos em um bar para conversar ou almoçarmos para fechar negócios. Recebemos as visitas com uma comida gostosa ou compartilhamos uma bebida com os amigos. Comer não é apenas uma questão alimentar, mas uma forma de estar com os demais”. (Laura Gutman)

Tenho escutado com certa frequência, nos horários das refeições, que mimo o Benjamin e faço tudo o que ele quer. Isso porque costumo aceitar com facilidade o fato dele não querer comer naquele exato momento.

Na infância, nunca gostei de ser obrigada a comer, permanecer à mesa até comer tudo, era um fardo, principalmente, quando esse tudo era um copo de leite. Não é a toa que quando me vi na condição de autônoma da minha vida alimentar, nunca mais ingeri um gole de leite. Clique e continue lendo!

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07 fev 2014

Crianças dizem SIM depois dos dois anos

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Minha curta experiência materna me comprovou que criança aprende a falar não antes do sim. Benjamin só diz(ia) não e de repente, não mais que de repente, ele começou a dizer aquelas “três letrinas todas bonitinhas, facéis de dizer”: Sim!

Benjamin, quer jantar?
Sim!

Benjamin, quer passear?
Sim!

Benjamin, não pode fazer isso porque…. entendeu?
Sim, sim sim!

Desse jeitinho, muitas vezes ele responde com três “sins” repetidamente.

É claro que ainda diz “não” a torto e a direita. Porém, parece que ficou mais fácil decifrar alguns de seus desejos. Agora o menino, no auge de seus dois anos, mostra que tem poder de escolha. Escolhe o que quer vestir, comer e até para onde quer ir.

O “não” que antes parecia um problema se junta ao “sim”. Juntos se tornam mais um dilema a ser  administrado com cautela nessa vida materna cotidiana.

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20 jan 2014

Técnica do reforço positivo

por
Gabi Miranda

Comportamento, Educação, Filhos

técnica do reforço positivo

Aqui em casa sempre usamos a técnica do reforço positivo para ensinar Benjamin algumas coisinhas como, por exemplo, dizer “por favor”, pedir desculpas, fazer xixi no vaso (e não na cama), guardar os brinquedos, compartilhar seus pertences, ajudar, etc. Trata-se de uma técnica para alterar, motivar ou incentivar a repetição de algum comportamento. É muito utilizada por educadores e psicólogos. Aqui funciona sempre com abraços, beijos, elogios. Palavras que reforcem que ele agiu corretamente.

Nunca estudei sobre o assunto, mas alguns livros falam sobre recompensas. Com a nossa família funciona muito bem com palavras. Desde sempre, usamos o “parabéns” toda vez que Benjamin faz algo legal. Começou com a organização dos brinquedos quando ele ainda estava prestes a completar um ano. Na agenda da escola, até veio algumas vezes que ele era muito colaborador e que tinha ajudado a guardar os brinquedos. Ele sempre se demonstrou empolgado ao ver que recebia parabéns quando fazia aquilo. Foi aí que vimos a necessidade de reforçar sempre as coisas boas que ele fazia.
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