02 abr 2014

Um lugar na janela

por
Gabi Miranda

Livros

Nenhuma viagem é igual; nenhum viajante, idem…Muitas pessoas consideram viajar uma fuga. Pra mim, é encontro”. (Martha Medeiros, em Um Lugar na Janela)

Sempre fui uma pessoa de fazer planos. Minha vida sempre foi muito planejada: conseguir um emprego, juntar dinheiro, casar, ter um filho aos 30, nas férias fazer uma viagem e assim por diante. Acho que nunca estive aberta para imprevistos e, hoje sem dúvida nenhuma, sei que é preciso estar.

Em janeiro marquei minhas férias. Março. Um mês antes de sair de féria fechamos o destino. Cartagena, Colômbia. Duas semanas antes da viagem O imprevisto aconteceu  em nossas vidas. A morte da minha mãe. Pensamos em cancelar a viagem, mas diante de tantos “vai ser bom para você viajar”, viajei ou… fugi.

Nenhuma viagem é igual, mas essa foi uma fuga, uma tentativa de esquecer a realidade. Não esqueci. É algo impossível. Todos os dias e todas as noites revivi mentalmente tudo o que aconteceu do dia 10 ao dia 12 de março.
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19 fev 2014

Exigências e alternativas na hora das refeições

por
Gabi Miranda

Uncategorized

“As pessoas se comunicam melhor quando comem: as reuniões e festas são sempre acompanhadas de alimentos e bebidas, que nos dão prazer, nos relaxam e permitem um bom diálogo e o interesse pelo outro. Nos reunimos em um bar para conversar ou almoçarmos para fechar negócios. Recebemos as visitas com uma comida gostosa ou compartilhamos uma bebida com os amigos. Comer não é apenas uma questão alimentar, mas uma forma de estar com os demais”. (Laura Gutman)

Tenho escutado com certa frequência, nos horários das refeições, que mimo o Benjamin e faço tudo o que ele quer. Isso porque costumo aceitar com facilidade o fato dele não querer comer naquele exato momento.

Na infância, nunca gostei de ser obrigada a comer, permanecer à mesa até comer tudo, era um fardo, principalmente, quando esse tudo era um copo de leite. Não é a toa que quando me vi na condição de autônoma da minha vida alimentar, nunca mais ingeri um gole de leite. Clique e continue lendo!

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07 fev 2014

Crianças dizem SIM depois dos dois anos

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Minha curta experiência materna me comprovou que criança aprende a falar não antes do sim. Benjamin só diz(ia) não e de repente, não mais que de repente, ele começou a dizer aquelas “três letrinas todas bonitinhas, facéis de dizer”: Sim!

Benjamin, quer jantar?
Sim!

Benjamin, quer passear?
Sim!

Benjamin, não pode fazer isso porque…. entendeu?
Sim, sim sim!

Desse jeitinho, muitas vezes ele responde com três “sins” repetidamente.

É claro que ainda diz “não” a torto e a direita. Porém, parece que ficou mais fácil decifrar alguns de seus desejos. Agora o menino, no auge de seus dois anos, mostra que tem poder de escolha. Escolhe o que quer vestir, comer e até para onde quer ir.

O “não” que antes parecia um problema se junta ao “sim”. Juntos se tornam mais um dilema a ser  administrado com cautela nessa vida materna cotidiana.

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20 jan 2014

Técnica do reforço positivo

por
Gabi Miranda

Comportamento, Educação, Filhos

técnica do reforço positivo

Aqui em casa sempre usamos a técnica do reforço positivo para ensinar Benjamin algumas coisinhas como, por exemplo, dizer “por favor”, pedir desculpas, fazer xixi no vaso (e não na cama), guardar os brinquedos, compartilhar seus pertences, ajudar, etc. Trata-se de uma técnica para alterar, motivar ou incentivar a repetição de algum comportamento. É muito utilizada por educadores e psicólogos. Aqui funciona sempre com abraços, beijos, elogios. Palavras que reforcem que ele agiu corretamente.

Nunca estudei sobre o assunto, mas alguns livros falam sobre recompensas. Com a nossa família funciona muito bem com palavras. Desde sempre, usamos o “parabéns” toda vez que Benjamin faz algo legal. Começou com a organização dos brinquedos quando ele ainda estava prestes a completar um ano. Na agenda da escola, até veio algumas vezes que ele era muito colaborador e que tinha ajudado a guardar os brinquedos. Ele sempre se demonstrou empolgado ao ver que recebia parabéns quando fazia aquilo. Foi aí que vimos a necessidade de reforçar sempre as coisas boas que ele fazia.
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25 nov 2013

A boa mãe é aquela que se torna desnecessária

por
Gabi Miranda

Uncategorized

” ‘A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo…’

Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase e ela sempre me soou estranha… até agora. Agora que minha filha adolescente, aos quase 18 anos, começa a dar vôos-solo.

Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria debaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.

Uma batalha interna hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta pra controlar a supermãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.

Antes que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isso. Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. Clique e continue lendo!

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01 nov 2013

Estamos de mudança

por
Gabi Miranda

Livros, Uncategorized

 A mudança em si é um ato, um evento, algo físico, geográfico. A transição é um processo, uma passagem de um lugar para outro, de um estado de espírito para outro. E isso requer adaptação, já que exige deixar algo para trás e começar algo novo….

O grau de dificuldade de adaptação depende da relação entre as culturas, da personalidade de cada integrante da família, do modo como a mudança é enfrentada, do grau de estabilidade familiar e da recepção do novo contexto.

São muitas as dificuldades na mudança de uma família de um lugar para outro, especialmente quando há filhos. A tendência é levá-los como se fosse parte da mobília da casa. Porém, é importante que eles façam parte de todo processo de mudança, para que a transição seja mais fácil. Afinal, quando os filhos não vão bem, a família também não o vai.

A mudança pode ser uma oportunidade ímpar para a família se unir, reavaliar a dinâmica da vida, olhar para trás e rever as boas memórias, bem como olhar para frente com expectativa e esperança.

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31 out 2013

A fala e as formas gramaticais preferidas do Benjamin

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Quando Benzoca completou dois anos, o levei para uma consulta de praxe na pediatra. Na ocasião, ela fez várias perguntas para saber como estava o desenvolvimento dele. Uma das minhas dúvidas era com relação à fala. Enquanto marido achava normal, eu acreditava que ele falava poucas palavras.

A pediatra do Ben sempre deu ouvidos para o que eu falo, embora achasse que o desenvolvimento dele estava ótimo e conforme o esperado, pediu para remarcar a consulta dali a dois meses a fim de avaliar como estaria a fala dele. Quatro meses se passaram desde essa consulta e não voltamos mais. Primeiro porque Benjamin passou bem esses meses, segundo porque ele começou a falar repentinamente.

É surpreendente a transformação de uma criança em tão curto tempo. Não é que Benjamin não falasse anteriormente. Ele falava, mas só algumas palavras. Não formava frases. De repente, não sei quando, como, em que lugar, aumentou o repertório de palavras e esse menino começou a falar, construir frases, usar verbos corretamente, repetir o que falamos, dizer o nome dos amigos e fazer perguntas. Eu pensava, por exemplo, que a fase do “que isso?” demoraria. Mas não demora! Quando você menos espera o pequeno humano começa “que isso?, que isso?, que isso?”. São aproximadamente 378 “que isso?” por dia. Clique e continue lendo!

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17 set 2013

Sob Pressão

por
Gabi Miranda

Livros, Puericultura

sob pressão

Acabo de ler o livro Sob Pressão, de Carl Honoré, Editora Record. Trata-se de um livro bastante reflexivo sobre a influência que as crianças sofrem não só dos pais, mas de todo mundo. Um livro bem produzido, baseado em pesquisas e “repleto de detalhes interessantes” como disse o Sunday Times.

Fiquei impressionada com as coisas que fazemos sem nos dar conta (ou damos?!), como por exemplo, elogios infinitos ressaltando o quanto nossos pequenos são inteligentes e especiais. Sim, porque eu não tinha dado conta até então. Acredito que fazemos com a intenção de acertar. No caso dos elogios, como não dizer a todo instante que eles são lindos?! O fato é que não temos a dimensão do impacto que nossos elogios exagerados, nossas escolhas tem em nossas vidas e, principalmente, na vida de nossos filhos.

Vivemos numa pressão incessante para que nossos filhos sejam melhores em tudo. Sejam felizes 100% do tempo e não sofram nunca. Segundo o autor, nós, pais, não somos os únicos a querer controlar as crianças. Além de nós, Estado e indústria da publicidade, fazem planos para infância. Basta olhar ao nosso redor.
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26 ago 2013

Ele só diz não

por
Gabi Miranda

Uncategorized

E na pegada do Terrible Twos e/ou desenvolvimento emocional, hoje vou falar a resposta que Benjamin mais gosta de dar: NÃO!

É isso aí, além de falar a sua sentença preferida “é meu”, Benjamin ama nos devolver respostas com um “não” em alto e bom tom.

Benjamin, vamos tomar banho?
Não!

Benjamin, vamos trocar de roupa?
Não!

Benjamin, vamos comer?
Não!

Benjamin, vamos colocar o sapato?
Não!

Benjamin, vamos dormir?
Não, não e não!

E assim vamos vivendo…

Em casa, evitamos dar “nãos” desnecessários para o Benjamin. Isso não significa que não damos limites. Já fui contra “nãos”, mas hoje sei que alguns deles são necessários. Outros, não! Então não usamos demasiadamente. Usamos o “não” com parcimônia. Fica descartada a hipótese de que ele usa “não” porque ouve a todo instante.

O menino que até outro dia era um bebê está cheio de teimosia. Andam dizendo que puxou a mãe. Mas acho cedo uma avaliação. Parece-me mesmo uma fase. Ele apenas descobriu que tem vontades próprias. Clique e continue lendo!

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01 ago 2013

Reunião de pais (participativos)

por
Gabi Miranda

Maternidade

Sábado passado teve reunião de pais na escolinha. Imagina meu sofrimento na semana anterior. Tinha marcado um curso de scrapbook, agendado há 2 semanas, e que acontece a cada 15 dias. Não tinha conseguido ir no anterior e não queria abrir mão de ir nesse sábado (fazer scrap me acalma e eu precisava muito disso).

Acontece que era a reunião semestral, os pais receberiam os trabalhos dos seus pequenos, no meu caso, saberia como anda o desenvolvimento do Benjamin na sua nova turma (há 3 meses meu bebezico mudou para o maternal). Não queria abrir mão de ir na reunião da escolinha também.

A vida é cheia de escolhas, mas vida de mãe é uma escolha só: filho!

Mas se o filho tem pai, e um pai participativo, porque não dar espaço para ele?

Conversei com o marido e ele não viu problemas em ir no compromisso escolar do nosso filho. Senti que ele até gostou da ideia – confirmação que tive ao encontrá-lo após a reunião.
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