29 jun 2016

Avô materno

por
Gabi Miranda

Destaque, Família, Maternidade

Avô materno

Gente. Tudo bem? Quando vejo e revejo as fotos dos meus netos sinto uma mistura de ternura e alerta. Eles parecem tão frágeis com suas dimensões de várias naturezas, sobretudo na que diz respeito à inocência em relação à vida, tão cheia do imponderável. Um mundo conturbado, de injustiças, violento, imprevisível. Quantos cuidados essas crianças requerem! E como são verdadeiros heróis o pai e a mãe! O que a vida lhes reserva? Depois do pai e a mãe naturais, a vida e o mundo serão seus genitores para um caminho que a seta faz pro infinito depois de lançada pelo arco do berço familiar… Enfim, assim é a roda da vida, com seus mistérios, nossas esperanças e expectativas. Vale aquele provérbio que diz: não sabendo que era impossível foi lá e fez! Já que estamos aqui, nesse tempo, temos o presente do passado (memória), o presente do futuro (expectativa) e o presente do presente (atenção). Um beijo em todos…
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24 nov 2014

O que é ser avô

por
Gabi Miranda

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avô

Há três anos e alguns meses, meu pai me escreveu o texto abaixo. 

Quarta-feira, 06 de abril de 2011, 0h51

De: Alvaro
Para: Gabi

Gabi,

dá vontade de chorar, às vezes, quando penso que vou ter um neto…. Não caiu a ficha ainda, nem sei dizer, não sei palavras, razão, não sei dizer nada… absolutamente nada! As pessoas falam que é bom ter neto et cetera, mas não sei não, não sei o que elas querem dizer… não sei nada, só sei que é uma coisa boa, parece meio como se eu estivesse “grávido”, grávido do futuro, embora esse futuro não me pertença, embora eu seja o passado…

e assim vou na madrugada de ficar no instante de um samba, da contemplação da lua mais perto, do horizonte de apertarmos olhos, de ficar assim miúdo como estou aqui agora, tão ínfimo, tentando palavras e o mais que possível de estender a vida…

Seu pai

*

Há três anos e pouco ele exerce a função de avô. Dia desses encontrei esse texto e resolvi perguntar: Pai, agora você já sabe o que as pessoas queriam dizer quando falavam que é bom ter neto?!
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18 nov 2014

Lembranças: Férias na vovó

por
Gabi Miranda

Família, Maternidade

A escola do Benjamin só fecha na semana do Natal e Ano Novo, mas iniciamos as férias dele uma semana antes do recesso, em 16/12. Fiz uma coisa que tinha vontade, mas faltava coragem. Liberei Benjamin para passar a semana toda com a avó Salete – minha mãe. Montei uma malinha e lá foi ele todo contente.

Benjamin é todo desprendido. Assim como a tia Luana e ao contrário de mim quando éramos pequenas. Ele vai com as pessoas, fica de boa e esquece da vida. Durante essa semana ele se dividiu em ficar na casa da vovó e na casa da tia Luana. Não fiquei pensando muito no assunto, ligava apenas uma vez por dia, isso quando minha mãe não ligava. O que me ajudou a não pensar nesse período foi que a casa estava uma bagunça por conta da mudança e eu e marido estávamos colocando ordem.

Minha mãe queria muito que ele fosse. Pra mim ainda é difícil me separar ou fazer qualquer coisa sem ele. Qualquer coisa mesmo! Nesse período dele fora, só ouvia: aproveita a vida de casal. Mas eu fico completa e feliz quando estamos os três juntos. E sem Benjamin é como se faltasse uma parte nossa como casal.
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06 out 2014

Saudades

por
Gabi Miranda

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selo_2anos

Meu pai outro dia disse que sonhou com Benjamin fazendo bagunça em cima da mesa (sozinho) lá na casa de Campo Belo. Pena que meu Ben nunca vai conhecer essa casa de um jeito que ela já foi um dia…

“São muitos e milhões de jardins, e todos os jardins se falam. Os pássaros dos ventos do céu – constantes trazem recados. Você ainda não sabe. Sempre à beira do mais belo. Este é o Jardim da Evanira. Pode haver, no mesmo agora, outro, um grande jardim com meninas. Onde uma Meninazinha, banguelinha, brinca de se fazer Fada… Um dia você terá saudades… Vocês, então, saberão…” Guimarães Rosa

É preciso ter saudades para saber…

*

Texto escrito em 30 de abril de 2011

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27 fev 2014

Benjamin

por
Gabi Miranda

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selo_2anos

Data: Quarta-feira, 06 de abril de 2011, 0h51
De: Alvaro
Para: Gabi

“Gabi,

dá vontade de chorar, às vezes, quando penso que vou ter um neto…. Não caiu a ficha ainda, nem sei dizer, não sei palavras, razão, não sei dizer nada… absolutamente nada! As pessoas falam que é bom ter neto et cetera, mas não sei não, não sei o que elas querem dizer… não sei nada, só sei que é uma coisa boa, parece meio como se eu estivesse “grávido”, grávido do futuro, embora esse futuro não me pertença, embora eu seja o passado… e assim vou na madrugada de ficar no instante de um samba, da contemplação da lua mais perto, do horizonte de apertarmos olhos, de ficar assim miúdo como estou aqui agora, tão ínfimo, tentando palavras e o mais que possível de estender a vida…

Seu pai”

Eu entendo o que você quer dizer, mas também não sei explicar e sinto vontade de chorar. E tenho feito isso. Simplesmente choro…de um sentimento puro, de felicidade. Clique e continue lendo!

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09 jan 2014

Herdei da vovó

por
Gabi Miranda

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A casa da minha avó paterna era literalmente casa de avó, lugar cheio de objetos de uma vida inteira dela, netos crescendo no meio daquilo tudo, lugar com cheiro (e até sabores) que não existe igual no mundo. A casa dos meus avós ficava numa vila onde só tinha a casa deles. Ainda existe, ainda é da minha avó, mas ela já não vive mais lá. A casa também já não é e nem contém os objetos, o perfume de antes, a família já não compartilha mais momentos naquele lugar.

Quando a família decidiu que a vovó não viveria mais ali, todos os seus pertences foram compartilhados entre os familiares. Cada um foi lá e pegou um móvel ou um objeto de lembrança. Eu peguei alguns simples objetos que guardo de recordação, mas confesso não ter pego nada que de fato era o que preencheria a lembrança guardada no coração (eu trocaria as poucas coisas que peguei pelos sininhos que ficavam na porta de entrada da casa e que anunciava a chegada de alguém. Fico com a lembrança daquele barulhinho bom). Clique e continue lendo!

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26 jul 2013

Meus avós

por
Gabi Miranda

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Considero-me uma pessoa de poucas lembranças de infância. Mas as que tenho são suficientes para saber que tive uma infância feliz e avós maravilhosos.

Minha memória é também mais olfativa do que outra coisa.

Lembro do sabor da água do filtro de barro da casa dos meus avós. Só existe em um lugar o mesmo sabor, na casa da tia Rosana, uma das filhas dos meus avós Biga e Roque.

Nunca fui fã de macarrão. Mas não esqueço das macarronadas famosas de Dona Biga. Os almoços de domingo com toda família reunida. E do meu avô trazendo sorvete Tablito para os netos antes do almoço e minha avó esbravejando “Roqueee, vai dar sorvete para as crianças!”.

Na casa deles tinham dois modelos de copos de plástico inesquecíveis. Um era o amarelo e o outro era o azul – o meu preferido. Se eu fecho os olhos, volto no tempo por um segundo e consigo sentir as borbulhas da coca-cola espirrando no meu nariz. Essa sensação, aquele cheirinho e gosto do refrigerante mais amado no mundo, o copo azul é um conjunto das lembranças mais fortes que tenho da casa dos meus avós paternos. Clique e continue lendo!

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24 jul 2013

Entrevista especial com uma avó adorável

por
Gabi Miranda

Entrevista, Uncategorized

Ela tem nove netos e ressalta no início da conversa: tem uma cadeira de balanço, adora fazer crochê, tricô e bordar, mas não assumiu a imagem da famosa Dona Benta.

Começa o dia fazendo aula de balé clássico (todos os dias!!!), antes de ir para o computador escrever ou responder perguntas de jornalistas. Depois ela vai trabalhar em seu consultório onde atende até às 19:00 e só depois ela vai para cozinha fazer o jantar e se preparar para o programa da noite (que pode ser um concerto, um futebol ou um jantar entre amigos). Com todos esses afazeres, afirma: não é diferente de muitas outras avós que conhece.

Estou falando da psicanalista Lidia Aratangy Rosenberg, autora do Livro dos Avós – Na casa dos avós é sempre domingo?. Conversamos só por e-mail, mas a empatia foi grande. Lidia é daquelas pessoas que você tem vontade de conhecer e ficar horas proseando (e aprendendo!) com ela. Clique e continue lendo!

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22 jul 2013

Na casa dos avós é sempre domingo?

por
Gabi Miranda

Livros

No próximo dia 26, comemora-se o dia dos avós. Por isso, essa será uma semana especial aqui no Bossa Mãe.

Para começar, quero dar uma dica de presente para essa data: O livro dos avós – na casa dos avós é sempre domingo?

livro

Nesse livro, a psicanalista Lidia Rosenberg e o pediatra Leonardo Posternak, abordam a trajetória dos avós e as relações entre eles, seus filhos e netos. O livro surgiu após um questionamento de um amigo: “Onde a gente aprende ser avô?”. Existem inúmeros manuais que trazem dicas de como lidar com os filhos, nenhum era destinado aos avós. Esse surgiu pela necessidade que os autores encontraram em orientar os avós nos primeiros passos de relacionamento com seus netos.

Segundo os autores, vivemos no “século dos avós”. Com o aumento de expectativa de vida, muitos avós conhecem seus netos bebês e os acompanham até a vida adulta. Pesquisas comprovaram que as pessoas se tornam avós mais cedo, em média entre os 50 e 60 anos, o que as permitem curtir esse papel por mais tempo. Clique e continue lendo!

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20 nov 2012

Feriado com vovô e mais uma palavra

por
Gabi Miranda

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Nesse feriado fomos até o Rio de Janeiro, na casa do meu pai. Fomos na quinta e voltamos no domingo. Assim bem rapidinho. O tempo não ajudou muito, não deu nem para levarmos Benzoca para conhecer a praia.

Benzinho chegou todo tímido e em menos de meia hora estava desbravando a casa. Esse menino está tão moleque e tão sapeca.

Como disse, foi uma viagem rápida, mas deu para curtir a família. E Benjamin aprendeu mais uma palavra, a mais esperada por meu pai:

VOVÔ

Tão pequenininha, mas tão cheia de significado…

Aos poucos vamos proporcionando esses agradáveis momentos para que meu Ben encha a bagagem de memórias afetivas que leva junto ao coração.

Quero que meu filho tenha uma caixa enorme de doces recordações e saiba apreciar as pequenas felicidades. #infância

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