11 set 2012

Trabalho de reconhecimento pessoal

por
Gabi Miranda

Comportamento, Filhos

Eu já disse aqui que meu pai, avô do Benlindo mora na cidade maravilhosa, Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro – Vista do Pão de Açúcar – Gabi e Piffer – Junho/2006

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Da penúltima vez que meu pai veio para São Paulo, no aniversário do pequeno, meu Ben estranhou um pouco. Atribuímos ao fato¹ de na época meu pai estar de bigode. Mas o fato² é que Benjamin passou a estranhar e olhar desconfiado as pessoas que não conhece. Benjamin passou a precisar analisar, ficar de olho e aos poucos vai se abrindo.

Senti que meu pai ficou um pouco chateado por não ter sido reconhecido pelo meu Ben. O vovô disfarçou, mas meu coração de filha não se engana, muito menos o de mãe.

Tudo marcado, meu pai voltaria no feriado 7 de setembro. Conversamos eu e marido o que poderíamos fazer para amenizar o estranhamento do Benjamin com relação ao avô materno. Surgiu uma ideia bacana. Marido preparou uma apresentação com várias fotos do meu pai e Benjamin juntos, em diversos momentos desde que meu Ben nasceu. Uma semana antes da chegada do meu pai, todas as noites ao chegar em casa, passamos a colocar a apresentação no computador. Algumas vezes a gente sentava com o Benjamin mostrando o vovô, outras deixava a apresentação rolar e perguntávamos “cadê o vovô, Ben?!” e ele apontava para o computador. Sim, o vovô estava lá dentro, em breve estaria ao vivo e a cores na nossa frente e parecia que o nosso plano estava dando certo. Clique e continue lendo!

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26 jul 2012

Avós

por
Gabi Miranda

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Vovô (Palavra cantada)
Quando vejo o meu vovô
Que é pai do meu papai
Penso que um tempo atrás
Ele era o que eu sou

Agora sou criança
E o vovô também já foi
A vida é uma balança
Ontem, hoje e depois

Amanhã talvez quem sabe
Eu serei um outro avô
E o filho do meu filho
Será o que hoje eu sou

Ontem, hoje e depois

*

Hoje é dia dos avós. Eu sinto tanta saudade dos meus. Das festas de aniversário do avô Caxambu, o ex goleiro do São Paulo e da Portuguesa. Siiiiim, era o meu avô! Pai da minha mãe. Nas festas dele tinha uma bolinha de queijo que era a melhor do mundo! Sinto saudades de visitá-lo em seu escritório no centro da cidade, em São Paulo. Saudades da sua elegância e de todo seu carinho por nós. Sei o quanto ele foi importante em nossa vida, o que ele representa para minha mãe.

Tenho saudades do vô Roque. Dos seus conselhos, principalmente sobre os estudos e leituras. Saudades do cheiro da sua biblioteca e do cheiro da sua barba. Saudades de vê-lo entrar pela porta da sala com sorvete tablito para todos os netos, o barulhinho bom que os sininhos faziam quando a porta abria. Saudades da coca-cola servida no copo azul de plástico, aquelas bolinhas pulando no meu nariz. Saudades das fogueiras de São João. Do Natal. Do abraço. Do jeito como ele me olhava. Do seu olhar. Clique e continue lendo!

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