23 maio 2016

A vida pós licença maternidade

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

A licença maternidade é um período sabático da vida profissional, é exaustiva, mas também é uma pausa maternal deliciosa

Vertical shot of a woman being deep in thought

Quando estamos grávidas idealizamos a licença maternidade e a esperamos como se fossem férias – mesmo achando ruim quando alguém se refere à licença maternidade como férias. Licença maternidade está longe disso. Trabalhamos igualmente, mas para uma causa maior. Ficamos longe do cotidiano profissional, porém somos envolvidas por outro tipo de rotina. É inexplicável tudo o que se passa conosco nesse período. Mas quero falar da vida pós licença maternidade. Após um período curto de 4 meses, precisamos nos adaptar à vida real. Nova, a vida já é desde quando o bebê nasceu, mas a realidade vai mudando a cada período. A mudança mais radical é quando a mãe tem que voltar ao trabalho. Começa aí uma adaptação para a vida funcionar. Eu lembro exatamente como foi essa moldagem com a chegada do Benjamin e agora vivo com a Stella.

Há 5 meses voltei ao trabalho, nos primeiras semanas é tudo maravilhoso. Você volta a se relacionar, ver as coisas acontecerem, se sente em movimento, volta a se sentir parte do mundo, a conversar de outros assuntos. Só que é um mundo diferente. Com o passar do tempo, você percebe que nem todo mundo vive a mesma realidade que a sua, as conversas, embora não sejam de filhos, fraldas e melhor pomada para assadura, nem sempre são tão interessantes, faltam coisas em comum. O assunto acaba sendo sempre o mesmo, na maioria das vezes: trabalho. A correria do dia-a-dia profissional passa a te consumir, cada vez temos menos tempo para pagar as contas com calma, marcar um médico, ler uma notícia, uma revista, estabelecer horários e por aí vai…
Clique e continue lendo!

compartilhe!

4

comente!

17 maio 2016

10 coisas que aprendemos com a maternidade

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Maternidade e muito mais no encontro com Cris Guerra no Seminário Pais & Filhos “Mãe Também é Gente”

Maternidade -Cris Guerra

Domingo aconteceu o Seminário Pais & Filhos “Mãe Também é gente”. O evento contou com a participação de palestrantes bem interessantes, conteúdo relevante e de qualidade. Todos merecem destaque, mas hoje vou falar da Cris Guerra, publicitária, mãe de Francisco, autora do blog Hoje Vou Assim e dos 4 livros: Para Francisco, Moda Intuitiva, Mãe, e, Que ninguém nos ouça – esse escrito com a jornalista Leila Ferreira.

Cris Guerra mesmo com toda a sua história de perdas, é uma pessoa leve e com senso de humor. Consegue transmitir leveza àqueles que estão por perto e a sensação de que a vida vale a pena sim apesar de tudo. E afirma:

A vida é feita de duas partes: uma que a gente não escolhe e outra que está em nossas mãos.

Em sua palestra “Mãe não é um bicho frágil”, ela compartilha um pouco da sua vida, fala sobre temas universais e nos alerta: a vida não tem controle, e quando aprendemos isso, aprendemos a entregar. Saí com algumas reflexões, uma delas sobre o quanto nós mães, às vezes, podemos ser egoístas com os nossos próprios filhos. Basta pensar no nosso desejo de não querer perder nenhuma primeira vez dos nossos pequenos. Queremos que eles andem, mas que sejam conosco os primeiros passos. Que andem de avião, mas que seja com a gente. Cris contou um episódio, no qual Francisco foi ver pela primeira vez o mar com os avós paternos. Sofreu, mas depois pensou: que bom que ele viu o mar! Depois verá outro dia comigo. E por falar em sogros… Cris faz uma ponte entre o filho e os avós paternos, inclusive únicos avós.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

6

comente!

28 abr 2016

Como fazer RG e CPF da criança (e deixar a mãe feliz)

por
Gabi Miranda

Destaque, Filhos

Semana passada marido me deixou emocionada fazendo uma surpresa: o RG da Stella. Nós estamos indo atrás disso para poder abrir a poupança da pitica. Hoje explico como fazer RG e CPF da criança

RG-e-CPF

Benjamin já tem RG e CPF desde quando tinha meses de vida. O CPF tirei antes porque era necessário para abrir a conta poupança. Para facilitar a vida e ter um documento dele sempre em mãos, resolvi aproveitar e fazer o RG também. As pessoas não pensam muito nisso, mas se nós adultos sempre andamos com documentos, porque não andar com um documento da criança também? Atualmente, existe a possibilidade, de tirar também a certidão de nascimento original em tamanho menor, mas na época em que ele nasceu não tinha essa modernidade toda.

É importante e seguro ter um documento da criança sempre junto dos pais. RG facilita tudo, porque além de possuir fotinho da criança, pode incluir o CPF e constam ali todas as informações essenciais, inclusive a comprovação de que a criança é filha do pai e da mãe dele mesmo. Além disso tudo, facilita na hora da viagem. O RG serve como documento de embarque tanto em viagens nacionais quanto internacionais dentro do Mercosul. Por aqui já fizemos os dois tipos de viagens e foi super tranquilo levando apenas o RG do Benzoca.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

1

comente!

20 abr 2016

Você já levou seu filho no oftalmologista?

por
Gabi Miranda

Destaque, Filhos, Saúde

Quero saber se você cuida dos olhos do seu filho, se só eu não levei ou se tem mais alguém que nunca levou o filho no oftalmologista

oftalmologista

Recebi algumas informações de especialistas sobre como cuidar dos olhos de crianças e me dei conta de que nunca levei Benjamin ao oftalmologista. Lógico que como mãe louca-desesperadamente-urgente que sou já corri para pesquisar um médico da especialidade para levar o primogênito. Sugere-se que após o teste do olhinho, feito ainda lá na maternidade, o bebê precisa passar por uma consulta oftalmológica a cada 6 meses nos dois primeiros anos de vida. Ou seja, até a Stella está na hora de passar. Após os dois anos, indica-se uma vez por ano, mesmo que não tenha queixas, sinais ou sintomas de problemas. É com a visita periódica no oftalmo que se descobre precocemente possíveis miopia, hipermetropia e astigmatismo – patologias que exigem o uso de óculos.

Benjamin nunca apresentou nenhum dos sintomas, mas por precaução melhor levar, né?! E é mais comum do que se imagina crianças pequenas usarem óculos. O melhor amigo do Benzoca já usa óculos há um ano, ele tinha 3 anos quando começou a usar. Meu primo caçula, hoje com 25 anos, usa óculos desde quando era bebê, eu não me lembro dele sem óculos, juro! Como já disse, Benzoca está de escola nova e por mais cedo que pareça, está iniciando a fase de alfabetização, tem muita lição de casa, muitas atividades que envolvem leitura e é comum na fase pré-escolar surgirem reclamações da criança por não estar enxergando direito.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

1

comente!

19 abr 2016

10 Coisas que não se deve dizer à mãe que trabalha fora

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

Existem muitas coisas que não se deve dizer a uma mãe que trabalha fora e ao pensar em dizer, acho que vale o ditado: em boca fechada não entra mosca

mãe que trabalha fora

É comum muitas mulheres pararem de trabalhar após a maternidade e não sei se por isso, está ficando cada vez mais comum as pessoas estranharem quando encontram uma mãe que trabalha fora. Sim, ainda existem milhares de mães que não largam o emprego. Os motivos são diversos, entre eles a necessidade financeira ou realização pessoal. Afirmo, os dois fatores são meus motivos. Mas o segundo pesa mais. Eu amo meus filhos mais do que qualquer coisa nessa vida, no entanto não me vejo sem trabalhar. Eu preciso disso.

Nessa, vivo e sofro um conflito imenso na vida, pois assim como gosto de ser uma mãe que trabalha fora, gostaria de ter mais tempo com os meus filhos, óbvio. E como gostaria! Por isso, não descarto a ideia de um dia vir trabalhar meio período em casa. Mas essa ainda não é minha realidade. E fico triste porque as pessoas, em geral, não valorizam o esforço que muitas mães fazem ao optar por essa escolha. Somos julgadas por isso. Esse julgamento vem por diversas vezes explícito num comentário ou simplesmente estampado na cara de quem não vive a mesma realidade da mãe que trabalha fora.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

13

comente!

30 mar 2016

A volta ao trabalho: a importância do aleitamento

O aleitamento materno é muito importante. Não é coisa de quem ama mais ou menos o filho. Amamentar é uma escolha.

Aleitamento

Imagem Google

As dificuldades existem, mas estão aí para serem ultrapassadas. Amamentar tem seus obstáculos desde o nascimento do bebê. É o mais barato e fácil em termos financeiros e de praticidade quando se pensa em toda logística do que precisa ser carregado quando um bebê já não mama mais no seio. Não é coisa de quem ama mais ou menos o filho. Amamentar é uma escolha. Amamentar mesmo com o retorno ao trabalho é possível, mas exige mais informação, estímulo, dedicação e, principalmente, apoio.

O cenário perfeito seria a mãe conseguir 6 meses de licença maternidade para então amamentar durante esse período. Como vimos essa não é uma realidade para todas as mulheres, mas existem recursos que podem contribuir para o aleitamento exclusivo até os 6 meses de idade do bebê. O pediatra Dr. Moisés Chencinski, membro do departamento de aleitamento materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo e idealizador do movimento #euapoioleitematerno, é um defensor do aleitamento materno e indica a doação de leite como alternativa para as mães que voltam ao trabalho cedo. Segundo ele, o Brasil tem uma das mais reconhecidas Redes de Banco de Leite Humano do mundo, no entanto não existe leite em quantidade suficiente para suprir as necessidades. “Isso ocorre porque aqui, ainda não temos a cultura da doação de leite. Se as mães passar a “doar” o seu leite para o próprio filho, armazenando-o de acordo com as recomendações, poderia usá-lo quando fosse necessário (após a volta ao trabalho)”, explica o pediatra. Isso é possível porque o leite materno quando armazenado no congelador, pode ser consumido em 15 dias.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

0

comente!

29 mar 2016

A volta ao trabalho: amamentação e empresas no Brasil

por
Gabi Miranda

Destaque, Gravidez, Maternidade, Trabalho

Amamentação: entre as dificuldades para amamentar com a volta ao trabalho, é a ordenha. Nem todas as empresas possuem local adequado e quando tem, falta informação para a mãe que retorna

amamentação

O “apoio” da lei trabalhista

Não é fácil ser mulher-mãe no mercado de trabalho. A empregabilidade da mulher na idade perto de ter filhos é baixa. O mercado olha com péssimo jeito para a mulher que quer ter ou já tenha filhos. Elas são rotuladas, vistas como profissionais que podem faltar a qualquer momento, deixando a empresa na mão. Em geral, as empresas não estão preparadas nem para receber de volta a mãe que acabou de ter bebê, tanto que as empresas sequer possuem local apropriado e exclusivo para amamentação. Essa é a realidade da maior parte das empresas. “O que observamos é muito mais uma “adaptação” das mães a essa situação em locais absolutamente não indicados e em condições inadequadas”, afirma Dr. Moises Chencinski, pediatra, membro do departamento de aleitamento materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo e idealizador e facilitador do movimento Eu apoio leite materno – #euapoioleitematerno.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

3

comente!

28 mar 2016

A volta ao trabalho e as dificuldades para amamentar

por
Gabi Miranda

Destaque, Gravidez, Maternidade, Trabalho

A volta ao trabalho após a licença maternidade costuma ser dolorosa e traz inúmeras angústias para milhares de mães brasileiras. Não é fácil ter que se separar do bebê para voltar à rotina profissional. Esse retorno envolve várias escolhas difíceis, como por exemplo, sob os cuidados de quem o bebê ficará na ausência da mãe ou como seguir amamentando.

Volta ao trabalho

Imagem do Google

Com a volta ao trabalho, surgem muitas dificuldades para continuar a amamentação. Começa pelo período de licença maternidade. O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. A realidade é que apenas 9% das mães seguem essa recomendação. Os motivos são inúmeros, entre eles estão:

  • obstetras que não falam de aleitamento materno;
  • maternidades que não apoiam e pediatras que não estimulam o aleitamento;
  • licença-maternidade de 4 meses (120 dias);
  • licença-paternidade de 5 dias;
  • falta de salas de apoio nas empresas para coleta e armazenamento do leite;
  • Clique e continue lendo!

compartilhe!

5

comente!

08 mar 2016

O milagre da maternidade

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Milagre: “Não acredita em Deus? Tenha filhos.”

milagre

Denise Fraga costumava dizer essa frase ao ver o milagre dos filhos crescendo: “não acredita em Deus? Tenha filhos”. Acho que nunca acreditei tanto em Deus, até que tive meus filhos. Primeiro veio Benjamin me mostrando que milagres existiam e filhos eram prova viva disso. Depois chegou Stella refortalecendo toda minha fé, me fazendo enxergar que Deus pode lhe tirar algo e tentar preencher essa falta de alguma forma.

Benjamin foi a minha primeira conexão com Deus e a chegada da Stella me fez começar a rezar, a me comunicar, mesmo que de forma tímida, com os Deuses e até com a minha mãe que há dois anos foi fazer parte desse outro plano. Quando se tem filhos, nos munimos de livros e manuais a procura de uma fórmula para criarmos as crianças ou da melhor receita para curar aquele resfriado que insiste em não ir embora. Mãe vive com medo e cheia de angústias, queremos, acima de tudo, ser a melhor mãe e, de preferência, perfeita.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

1

comente!

07 mar 2016

Autonomia também significa cuidar do seu filho

Autonomia – a palavra vem do grego: auto – de si mesmo – e nomos – lei. Em outras palavras: a habilidade de estabelecer sua própria lei, de tomar uma decisão baseado nas informações disponíveis e em seu juízo moral.

autonomia

Então pela primeira vez ouvi que meu filho falava errado e precisava de mais autonomia. Aquilo me soou estranho, nunca tinha percebido Benjamin falar “aba” ao invés de “água”. E ele sempre me pareceu autônomo até demais para a idade dele. No auge de seus 4 anos, ele tira e coloca a própria roupa, meia, tênis, guarda seus brinquedos, dobra (do seu jeito) suas roupas, abre a geladeira o armário e pega o que quer, come sozinho, tem arrumado sua mochila, pega até água do filtro… ah, “ele não abre seu danone”. Foi o que me disse a professora dele.

Eu já vinha reparando alguns comportamentos do Benjamin. Ele não abre seu pote de danone, não descasca (e nem segura) a banana, ainda precisa de ajuda para ir ao banheiro fazer o nº 2, não dorme se não esperarmos ele pegar no sono em seu quarto e muda o jeito de falar perto de pessoas diferentes. A professora me disse que esse ano, em sala de aula, seria trabalhado a autonomia das crianças e precisaríamos fazer o mesmo em casa. Depois da primeira reunião escolar, passei um final de semana estudando nossos comportamentos. Cheguei a conclusão de que meu filho precisou ir para uma escola bem estruturada para que alguém de fora (e bem qualificado) me fizesse enxergar coisas que até então não enxergava com a devida atenção, como por exemplo, o quanto a timidez dele afetava na forma em que ele falava com uma pessoa diferente.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

4

comente!