17 fev 2016

Política também faz parte do maternar

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Política também envolve nossos dilemas maternos

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Já faz um tempo, revelei para o meu pai que não gostava de política. A verdade é que não estudo a respeito e não me sinto à vontade para entrar numa discussão sobre o assunto. As informações que tenho são baseadas em conversas com ele, outras que leio ou vejo na TV. Além de não ter tanto embasamento, não entro em rodas de conversas com esse tema porque não curto o tom e o lado para o qual as pessoas levam o assunto. Política gera mal entendidos, desrespeito (afinal, poucos respeitam e ouvem de coração aberto a opinião do outro), leva até a fim de relacionamentos. Refletindo esses dias sobre a maternidade e tudo o que ela acarreta, descobri que, de certa forma, gosto de política, afinal maternar também é fazer política.

Toda mulher exerce e acumula várias funções quando vive o papel de mãe, consequentemente também pratica política. Estamos a todo tempo fazendo escolhas: o que comprar para dentro de casa, como alimentar a criança, para qual escola ela vai (e como irá), se vai assistir TV, quanto tempo e que cultura vai consumir. A mãe é a grande responsável e idealizadora das mudanças na organização da vida familiar. Estamos preocupadas com a igualdade de gêneros, com o mercado de trabalho, o juros alto, com a educação, religião, com a segurança mundial, com a lancheira e obesidade infantil, com o Zika Virús, com consumismo consciente, com a separação do lixo, com o meio ambiente, com as relações, em como lidar com as frustrações de nossos filhos, em ajudar o próximo, em melhorar o mundo. Estamos preocupadas em participar de debates que contribuem para uma sociedade melhor e de passar mais tempo com os nossos filhos.
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04 fev 2016

Tempo: as reflexões de uma mãe

Tempo, tempo, tempo…

reflexão

Haverá um dia em que vocês não mais encontrarão os brinquedos pelo chão.

Essa frase foi dita pela professora, na formatura da Luna, filha da minha amiga Rose, do blog Vida de Mãejestade. Desde que li, em dezembro,  ela norteia meus pensamentos. Eu vinha refletindo muito sobre as coisas que vou demorar um pouquinho para fazer, agora com uma bebê tão novinha, das viagens que eu e marido não faremos tão cedo sozinhos, da casa sempre bagunçada com coisas de criança espalhadas por todos os lados, as noites mal dormidas, da dor nas costas, das manhas, das bolsas a preparar todas as noites, os choros, das 22985637 vezes que escutamos a palavra “mãe” diariamente, da falta de tempo para um banho longo, para uma leitura, para dormir mais um pouquinho, da preguicinha que dá em fazer algumas coisas com dois filhos.

Pensamentos que contradiziam com outros. Como a velocidade implacável do tempo. Tem todas essas coisas (e muito mais) citadas acima, mas tem também o fato de que é muito gostoso ter filhos e as crianças crescem rápido demais. Outro dia mesmo, Stella era uma RN e eu chorava porque estava achando que não daria conta de passar sozinha pela licença maternidade. Chorava porque ela só queria dormir comigo na cama (e eu com ela), porque queria colo 101% do tempo e eu tinha medo que isso fosse para sempre. Quanta ingenuidade (!), nem parecia mãe de segunda viagem. Não sei em qual momento, mas havia me esquecido que tudo aquilo passaria, era só uma fase. Pois logo Stella descobriu que era mais confortável dormir em seu espaço. E eu descobri que precisava aproveitar mais cada segundo com ela. Lembro de acordar uma madrugada para atendê-la. Levantei reclamando e ao aninhá-la em meus braços e colocá-la no seio para mamar, algo iluminou minha mente como uma mensagem que dizia “isso também vai passar”.
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03 fev 2016

O primeiro dia de aula

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Lembro que no meu primeiro dia de aula na educação infantil, eu chorava, assim como outras crianças, agarrada à saia da minha mãe, afirmando que não queria entrar e sim ficar com ela. Com os anos, parei de chorar, mas o choro ficava entalado na garganta. Até o primeiro dia de aula na faculdade, eu carregava os sintomas de todos os primeiros dias de aulas da minha vida até ali: mãos suadas, frio na barriga, vontade de sair correndo dali. Manifestações que duravam até encontrar o meu novo lugar no mundo, até fazer a primeira amizade.

Depois que adentrei o ensino fundamental, passei a vida toda no mesmo colégio. E todo novo ano, era a mesma coisa. Uma tremenda ansiedade para rever os amigos, descobrir com quais deles permaneceríamos juntos por mais um ano na mesma sala, conhecer os novos professores, carregar os novos materiais em uma mochila nova e atravessar o portão da escola com o uniforme novinho.
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29 jan 2016

Como saber se o bebê está mamando o suficiente

por
Gabi Miranda

Bebê, Destaque, Filhos, Maternidade

Baby breastfeeding --- Image by © Heide Benser/Corbis

Baby breastfeeding — Image by © Heide Benser/Corbis

Essa deve ser a dúvida mais comum entre as mamães: como saber se o bebê está mamando o suficiente. Com o Benjamin não tive essa questão me perturbando, já com a Stella o negócio foi diferente. Ao contrário do irmão que mamava 20 minutos cada seio, ela mamava por 5 minutos em um seio e parecia estar satisfeita, logo depois já queria mamar novamente. No entanto, não era isso que me deixava preocupada, afinal é um erro querer marcar no relógio o tempo de mamada dos bebês. Eles podem mamar por poucos minutos e ficarem satisfeitos. Comecei a encanar mesmo quando descobrimos que ela não estava ganhando peso mesmo mamando em livre demanda e com pega correta.

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Amamentando Stella

Por um mês, fiquei reparando no meu e no comportamento dela. Tentei perceber se ela estava mamando até o final quando chega o leite mais gorduroso, se ficava satisfeita ou se era preguicinha de bebê, se eu estava fazendo a troca do peito no momento certo. E assim insisti na amamentação antes de entrarmos com a fórmula como indicado pela pediatra. Nesse período fiquei muito encanada, ficava me perguntando o que estava fazendo de errado, porque minha bebê não ganhava peso, como saber se ela estava mamando o suficiente??? Se não existe leite fraco, qual era o meu problema? E nossa pediatra, com muita calma, explicou que não existe leite fraco, mas pouco leite e que ter dois filhos era mais difícil do que ter um só para cuidar e dar atenção. Ficamos mais cansadas, mas preocupadas, estressadas e tudo contribui para a produção baixa de leite.
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27 jan 2016

O lado B da maternidade

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

O lado B da maternidade existe sim, mas…

http://www.danielleguentherphotography.com/

http://www.danielleguentherphotography.com/

Tenho visto pela internet, textos com a pretensão de mostrar que a maternidade não é tão romântica como se vê por aí. Muitas amigas tem vindo comentar comigo que sentem vontade de ter filho ou de ter o segundo por conta das coisas que posto nas redes sociais sobre a minha nova vida como mãe de dois, principalmente da relação que Benjamin vem construindo com a irmã. Eu já disse que ter filhos traz felicidade, e admito que apesar de tudo, acho a maternidade maravilhosa. Esse “apesar de” trata-se do lado B da maternidade. Continuo acreditando que filhos trazem felicidade sim, mas maternar é contradição, maternar é doloroso. Ao mesmo tempo que a maternidade traz consigo muitas alegrias, traz também vários sentimentos imensuráveis. Taí a culpa – essa maldição da maternidade – que não me deixa mentir.

Alguns acham que as mães, inclusive mães blogueiras, ocultam o lado B da maternidade, eu não encaro assim. Em geral, acredito que tem o lance de culpa da culpa. Explico. Eu amo ser mãe, mas é difícil admitir que às vezes eu queria ir ao banheiro em paz, comer minha comida quentinha, dormir noites inteiras, não ser interrompida numa conversa com adultos, ir à uma festa com a única responsabilidade de me divertir sem ter hora para voltar pra casa, não ter que me preocupar com quem a criança ficará durante uma semana de férias enquanto eu trabalho. É difícil maternar quando ser mãe é sinônimo de amor incondicional, dedicação exclusiva, abrir mão de si próprio.
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05 jan 2016

Adaptação no berçário

por
Gabi Miranda

Bebê, Comportamento, Destaque, Filhos

Imagem Revista Guia Infantil/UOL

Imagem Revista Guia Infantil/UOL

Passada a crise normal de indecisão sobre colocar ou não Stella no berçário, optamos por seguir o mesmo que fizemos com Benjamin, colocá-la no berçário. Algumas coisas são decisivas para essa escolha: o irmão ter ido e ter ficado bem, além do desenvolvimento dele; o fato de me sentir mais segura deixando responsável pela minha filha pessoas que estão numa instituição; o berçário seguir regras básicas de rotina, alimentação, entre outros. Existem prós e contras para opção berçário ou deixar o bebê aos cuidados de outra pessoa em casa. E a que mais levei e conta, na época do Benjamin, era o fato de depender da ajuda de alguém só quando necessário.

Benjamin está saindo da escola que está desde os 5 meses e indo para um novo colégio. Por isso, resolvemos procurar um berçário próximo à nova escola dele, para assim agilizar a logística. Depois de muitas visitas e pesquisa, decidimos colocar a Stella na mesma escolinha que começou o irmão, porque não encontramos outra mais adequada e que, principalmente, me fizesse sentir segura. Já que começaria esse processo tudo de novo, que fosse ao menos num lugar já conhecido, de confiança e que mesmo não sendo perfeito, sempre ocorreu tudo bem com o nosso primogênito. Sendo assim, marido ficará responsável por levar e buscar os nossos dois filhos.
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27 nov 2015

Queda de cabelo após parto

por
Gabi Miranda

Gravidez, Maternidade

Três meses depois do nascimento do Benjamin, levei um susto quando meus cabelos começaram a cair. Eu não fazia ideia de que o cabelo caía tanto depois do parto. Dessa vez eu já estava ciente que aconteceria, mas não com tanta intensidade. Tem cabelo meu por toda parte da casa mesmo vivendo com ele preso. É normal queda de cabelo após parto, mas peraí, vamos com calma. Só não corro o risco de ficar careca porque passei centenas de vezes na fila do cabelo.

É comum toda mulher perder o cabelo a partir do 2º ou 3º mês do pós-parto. E não tem ligação direta com a amamentação, tem a ver com os hormônios. Durante a gravidez a queda natural do cabelo diminui por conta dos hormônios e o cabelo tende a ficar mais forte e bonito. O oposto acontece no pós-parto, pois os hormônios voltam ao normal e todo o cabelo que não caiu durante a gestação começa a cair em dobro.
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05 out 2015

Wrap Sling – para praticar a extero-gestação

por
Gabi Miranda

Bebê, Entrevista, Filhos

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Enquanto Stella só queria saber de colo, busquei alternativas que me ajudassem encarar da melhor forma possível esse período. Para resolver esse problema específico, tentei o sling, mas Stella não pareceu gostar, acho que ela não ficou muito confortável. Foi quando a amiga Diiirce indicou testar o Wrap Sling – um tecido comprido que se amarra ao corpo e se transforma num carregador de bebê. Mas não é um simples carregador. Eu sempre via mães carregando seus bebês no wrap sling, mas não conhecia o poder que esse acessório tem. Adquiri um da Kangulu Wrap Sling, comecei a usar e descobri que ele é mágico. O acessório não serve só para carregar o bebê de um lado para o outro, mas para atender uma necessidade física e emocional do bebê e da mãe, serve para viver a extero-gestação. Com o wrap comecei a fazer atividades corriqueiras do dia a dia como lavar louça, estender roupa, usar o computador, comer, entre outras coisas duas preferidas por mim e Stella: passear e dançar. Bastam alguns minutos ajeitada e Stella cai num sono profundo. Com mais dias de uso, eu me dei conta de uma coisa, ao carregar a Stella no wrap, é como se eu estivesse grávida novamente e me peguei várias vezes alisando a bebê como se fosse a barriga da gravidez. Wrap Sling é um item indispensável na lista de enxoval.
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20 jul 2015

Fotos de gestante: muito amor flagrado

por
Gabi Miranda

Destaque, Gravidez, Maternidade

Nessa gravidez não estava empolgada para fazer essas fotos de gestante, não sei se é a idade que chega, mas mudei um pouco minha opinião em relação a esse tipo de coisa. Eu gosto, acho bonito, mas prefiro algo mais próximo a realidade, ao contrário do que tenho visto desses ensaios por aí: grávidas produzidas de anjos (com direito a asas e tudo!), bailarinas, poses artísticas e cenográficas, estúdio, ventilador fazendo vento no cabelo (essa até eu fiz na gestação do Benjamin, mas abafa o caso), enfim…nada contra, mas não é a minha praia.

Por outro lado, comecei a sentir o que toda mãe de dois deve sentir: culpa. Do tipo “fez na gestação do primeiro filho e agora não fará para o segundo (a)?!”. Fui conversar com uma super amiga, a Mislene, do blog Céu de Borboletas, que está entrando nesse mundo fotográfico e perguntei se ela não queria uma cobaia grávida para fazer um ensaio fotográfico cheio de fotos de gestante. Ela aceitou e, com 37 semanas, lá foi a grávida e a família para um dos cenários mais lindos ao ar livre, de São Paulo, o Jardim Botânico.
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15 jul 2015

16 itens que não podem faltar na mala maternidade da gestante

por
Gabi Miranda

Gravidez, Maternidade

Chegou a hora de montar a bolsa maternidade da mãe e do bebê, veja os itens que não podem faltar na mala maternidade

itens que não podem faltar na mala maternidade

Imagem do google

Dizem que é bom ter a mala pronta quando a grávida estiver com 36 semanas. Hoje vou falar da minha bolsa, montada agorinha quando estava com 37. Até para viagem, tento ser bem prática e colocar apenas o que de fato vou usar. É claro que como toda mulher, também coloco coisas que eu posso vir a usar e no fim não uso nada, mas prefiro ser prevenida. Meu marido costuma dizer que eu quero ter controle de tudo, mas na verdade prefiro ter tudo organizado. Ou seja, prefiro adiantar a ter que deixar coisas para ele resolver, por exemplo. Imagina ele na correria toda de um parto, depois ter que voltar em casa para pegar coisas pessoais pra mim. Até porque tem itens que não podem faltar na mala maternidade da gestante e só nós mulheres, para prepararmos a mala sem esquecer nada.
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