08 jul 2015

Sonhos estranhos na gravidez

por
Gabi Miranda

Gravidez, Maternidade, Uncategorized

Sonhos estranhos na gravidez

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Chega o final da gestação e começamos a ter sonhos esquisitos, pesadelos que nos fazem acordar trêmulas, buscando no escuro o que é real ou não. Eu tenho sonhos estranhos na gravidez! Semanas atrás sonhei que caminhava numa rua até chegar numa viela de paralelepípedo e, no final dela, uma luz forte iluminava dois caixões brancos, um de adulto e outro de criança. Quando os vi, não tive dúvidas, eram meu e de um dos meus filhos. Acordei no mesmo instante impressionada e esse pesadelo foi o motivo de um dia ruim, arrastado, choroso, terrível…

Tentei buscar algum significado para o tal sonho, compartilhei com as amigas que me deram explicações freudianas que acalmaram meu coração. Disseram-me: são seus medos se impondo. De fato tenho sentido vários medos. O de não dar conta de dois filhos, da rotina, das mudanças que a vida terá, o de não amar tanto o segundo filho como amo o primeiro, de ficar sozinha com ele, de não ter a minha mãe por perto, do parto, enfim…. nessa gestação é medo e ansiedade que não acabam mais. Além da progesterona (a culpada de tudo que acontece com as grávidas!), a apreensão com a gravidez e a perspectiva de um segundo filho, torna tudo mais intenso.
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29 jun 2015

O que um recém nascido precisa

por
Gabi Miranda

Gravidez, Maternidade

O que realmente um recém nascido precisa?

recém nascido

Todo mundo tem me perguntado: o quarto já está decorado? O enxoval está pronto? Já tem bolsa de maternidade? Já mandou fazer a lembrancinha? Você já tem tudo o que um bebê precisa? Escuto essas perguntas meio sem saber o que responder para não parecer uma mãe desleixada. Vejo as redes sociais cheias de quartos de bebês, decoração, lembrancinhas, listas de enxoval e do que levar para a maternidade, bolsas… Fico até zonza. Fico a me perguntar: o que realmente um recém nascido precisa?

É claro que quando fiquei grávida do Benjamin me preocupei infinitamente com coisas que hoje percebo serem desnecessárias. Primeiro filho, mãe inexperiente! Nos deixamos levar por todas as pesquisas que fazemos de lista disso e daquilo. E acreditamos que um recém nascido precisa de tanta coisa. Já nessa segunda gravidez eu realmente estou mais desencanada. Não comprei nada, exceto um body e uma meia aqui, um mijão e um macacão ali. Tenho algumas roupinhas que foram do Benjamin, todas as mantas dele e achei suficiente. Berço é o mesmo que foi do Benjamin – que agora está dormindo de forma a La Montessoriano e está adorando. Não vi a necessidade de comprar um novo. Temos uma cômoda que também era do Benjamin e estava inutilizada em casa. É onde estou guardando as coisas do bebê e onde será o trocador, assim como foi com o Ben.
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16 jun 2015

Feliz aniversário, Benjamin!

por
Gabi Miranda

Comportamento, Filhos

feliz aniversário

Filho,

São 4 anos!!! Como o tempo passa rápido. Quando você nasceu, seu avô Alvaro me disse de forma filosófica que a partir daquele momento o tempo voaria e sem me dar conta você logo teria 18 anos. Nunca vou esquecer aquela conversa. Primeiro achei um exagero, mas agora entendo perfeitamente o que ele queria me dizer…chegou seu 4º feliz aniversário!

Você era um bebê até outro dia e agora é esse moleque cheio de vida, que pula e corre pela casa toda, tem perguntas e respostas e tiradas para tudo. Gosta de música, livros, filmes, cinema e…presentes! Como gosta de presentes! Normal na sua idade e mesmo adulto, esse é um mimo que sempre gostamos de receber. Mas quero que você saiba que presente vai além de um pacote brilhante com fita e um brinquedo dentro. Presentes podem vir em várias formas…

No seu quarto aniversário, eu e seu pai vamos te dar um presente que vale para a vida toda. Você vai ganhar um irmão ou uma irmã. Isso significa tanta coisa, filho. Ao longo da vida, você vai experimentar histórias e experiências emocionais que só um irmão(a) proporciona. Não vou mentir para você, vai ter muita briga, implicância e discussões, mas terá muito mais que isso: brincadeiras, piadas, bobagens, sorrisos, até lágrimas, confidências, amor, amizade, viagens, risinhos no meio da noite, banho de chuveiro, mar, cachoeira, mangueira, piscina, muita coisa e muitas histórias… Cada um de vocês possuirá tatuado no coração nossas histórias de família. Eu posso te garantir, será in-crí-vel! Objetos caros não substituem essa relação.
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10 jun 2015

O dia que eu quis fugir de casa

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

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Será que toda mãe já sentiu vontade de fugir de casa?

Marido doente. Filho fazendo manha. Tanque cheio de roupa pra lavar. Máquina também. Pia com louça. Filho fazendo muita manha. Mãe perde o controle, grita, se arrepende e lavando roupa começa a chorar. Tem dias que é difícil levar a vida. Você acorda lutando contra tudo que possa acabar com seu dia, mas parece que nenhum esforço adianta. E aí você só consegue pensar: imagina daqui um mês, serão dois filhos, tudo em dobro pra fazer, para dar atenção, resolver e continuarei a mesma, não me tornarei mulher maravilha como meu filho confirma que sou. Acho que o jeito é fugir de casa.

Por mais que você tenha a colaboração do marido, não parece ser suficiente. Primeiro porque homens não enxergam tudo o que a mulher enxerga. Ele lava a louça, mas não limpa o fogão que está gritando de sujeira. Coloca roupa na máquina de lavar, mas nem vê a roupa de molho no tanque. Não é uma crítica, tá? É apenas uma constatação. Talvez nem seja culpa deles…e seja melhor fugir de casa.
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01 jun 2015

O medo de não amar o segundo filho

por
Gabi Miranda

Desabafo, Gravidez, Maternidade

Quero saber, você sentiu medo de não amar o segundo filho?

medo de não amar

Dizem que é comum sentir isso, no início da gestação tive medo de não amar o segundo filho. Esse era só o primeiro dos conflitos e angústias que uma mãe de dois encontra pela frente. Quando temos o primeiro filho, somos chamadas de mãe de primeira viagem, mas na verdade acho que seremos sempre marinheiras de primeira viagem nesse campo desconhecido que é a maternagem. Muitas dúvidas da primeira gestação se dissipam, mas muitas outras surgem com a segunda gravidez, a começar que é totalmente diferente da anterior e traz igualmente alvoroços para nossa cabeça e coração. O segundo filho será diferente do primeiro, nós pais já somos diferentes, a segunda gestação é uma nova história. E é normal sentir medo de não amar o segundo filho.

Da primeira vez, por exemplo, eu tinha menos medo do parto, da dor e nem pensava nisso. Eu tinha medo mesmo de sair da maternidade com aquele pacotinho, de trocar fralda (coisa que até então nunca tinha feito), da hora em que ficássemos a sós e medo de deixar de ser filha para ser mãe. Achava o máximo gerar outro ser dentro de mim, amava quando ele mexia, mas tinha medo também de não amar Benjamin. Ele era um estranho pra mim. Fui invadida mesmo por esse sentimento chamado amor, quando o vi pela primeira vez, depois em doses diárias, com o toque, o cuidado. Amor que crescia e doía e me fez chorar por muitas vezes. Amor raro, ímpar, infinito e sem explicação.
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26 maio 2015

Meus filhos são do mundo

por
Gabi Miranda

Comportamento, Desabafo, Maternidade

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Lembro do meu medo de perder todas as primeiras vezes e gracinhas do Benjamin. Sentimento cravado no peito quando voltei ao trabalho e o deixei no berçário, aos cinco meses de vida. Perderia cenas clássicas do filme da vida do meu filho e quem assistiria seriam pessoas desconhecidas pra mim que talvez me narrariam os acontecimentos sobre o desenvolvimento daquele ser que eu tinha colocado no mundo. Ouvindo, eu sentiria ciúmes e vontade de chorar por perder momentos ímpares e sentiria meu coração de mãe se quebrar por não fazer parte daquele momento.

A primeira vez que Benjamin engatinhou foi, para minha surpresa e felicidade, na frente da minha mãe. Não senti ciúmes e nem tristeza, pelo contrário. Aquele dia corri feliz para casa, ansiosa para os meus olhos verem o que minha mãe tinha narrado e mais feliz ainda por ter sido com ela, que me narraria tudo detalhadamente, e, principalmente, porque não era qualquer pessoa. Era a minha mãe, avó dele, que tinha Benjamin como seu filho de ouro. E de certa forma era.
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16 abr 2015

26 semanas de gestação e a organização dos sentimentos

por
Gabi Miranda

Gravidez, Maternidade

Estamos com 26 semanas!

26 semanas

Outro dia uma amiga que ainda nem é mãe cobrou de mim “está na hora de atualizar o blog, contar mais sobre esse novo bebê”. Não é só ela que cobra. Outras amigas e leitores também cobram. Eu também me cobro. Mas eu estava sentindo certa dificuldade para estabelecer uma conexão com esse meu estado interessante, o que mexia com meu estado emocional. Esse bebê, assim como Benjamin (e quase tudo na minha vida) foram planejados. No entanto, as duas gestações me pegaram não de surpresa, mas de supetão. A primeira, prevista para 6 meses após parar os métodos conceptivos, chegou no primeiro mês. A segunda, chegou no terceiro mês de tentativa, mas quando eu já estava pensando em desencanar um pouco e focar em uma viagem de férias dessas com duração de 30 dias.

Em ambas, passei muito mal no início. Dessa segunda vez acho até que foi pior e atribuo ao meu estado de saúde e físico, o abalo no estado emocional. Entre idas e vindas ao pronto-socorro, também fiquei de licença médica por quase 15 dias, o que me afastou do trabalho e me deixou isolada em casa, sozinha. Tudo isso mexeu muito com meu emocional. Eu pensava muito em como seria a gravidez, ter dois filhos, pensava na possibilidade de passar mal a gestação inteira (porque a gente acha que não vai passar nunca aquilo tudo, que os hormônios não vão se estabilizar), e, principalmente, sentia muita falta da minha mãe não estar por perto me apoiando, me acompanhando no hospital, segurando a minha mão e sofria ao pensar que ela também não estaria por perto após o nascimento do bebê.
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27 fev 2015

Felicidade

por
Gabi Miranda

Gravidez, Maternidade

felicidade

felicidade…

Hoje completo 19 semanas de gestação. Andava bem ansiosa porque não havia sentido o bebê mexer ainda… Até que quarta-feira deitada para dormir veio a surpresa. Aquela sensação nítida, exata de outro ser se mexendo dentro de mim. Dessa vez não pareceu com borboletas e sim uma bolinha de tênis batendo: indo e vindo. Eu que segurava a mão do Benjamin – como ele pede todas as noites até pegar no sono, fiquei imóvel, sentindo o calor da mãozinha do meu primogênito e os movimentos certos do caçula que está por vir. É como diz Guimarães Rosa, felicidade se acha em horinhas de descuido…

Leia também: 9 mitos comuns da segunda gravidez

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17 dez 2014

Série: o que leva as mães pararem de trabalhar fora 3

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade, Trabalho

O post de hoje é da pessoa que plantou em mim essas dúvidas sobre o que move muitas mães pararem de trabalhar fora. Minha amiga pessoal, íntima, minha irmã de coração Daniela, mãe admirável do João e do Marcos e que não esconde o desejo que sente de aumentar ainda mais a família. O texto dela me emocionou bastante. E imagino o quanto foi difícil colocar no papel algo que ela não conseguia expressar pra mim em nossas milhares conversas. Agradeço imensamente o esforço que ela fez em compartilhar conosco esse relato lindo.

Série: o que leva as mães pararem de trabalhar

Os motivos pelos quais decidi parar de trabalhar fora. Ou melhor, decidi trabalhar nos cuidados daquilo que realmente importa pra mim.

Desde que a Gabis me mandou um email convidando a escrever minhas motivações para a mudança na minha rotina de trabalho que aconteceu em junho deste ano, venho me perguntando quando exatamente a decisão foi tomada. E desde quando essa necessidade ficou clara. Acho que idealizei a minha vida adulta desde a adolescência. Achava ser possível realizar tantas coisas. Estar em tantos lugares. Dar espaço pra acontecerem todos os sonhos que tinha tudo de uma vez, normal né?! Nada como ser adolescente e acreditar que tudo é possível… Mas, quando chegou o tempo de realizar, comecei a entrar em crise com as dificuldades encontradas diariamente. E entendi que além de alguns desejos não fazerem mais sentido. Ou não fazerem sentido na fase atual, outros tantos sonhos entraram na lista.
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08 dez 2014

O tipo de mãe que sou: quase (im)perfeita

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

tipo-de-mae

Eu não arrumo a mochila da escola…
não faço a lancheira…
não leio a agenda…
normalmente não sou eu que arrumo ele de manhã para sairmos…
raramente o acordo com beijinhos (essa manhã foi um dia atípico)…
e raramente sou eu que faço o leite dele pela manhã e a noite também…
não entro numa briga para ele vir tomar banho comigo, pegunto uma vez e como a resposta é sempre “não”, viro as costas e tomo o meu banho…
ocasionalmente levanto de madrugada para atendê-lo…
não sou portadora de paciência infinita…
não grito muito com ele e nunca bati nele…
eventualmente o coloco para dormir…
ah se não fosse o pai que ele tem…
e mesmo com todos esses meus não afazeres, ele me beija, me abraça e me ama de um jeito que só nós sabemos.

Fico a me perguntar…

Que tipo de mãe eu sou?

Eu faço um carinho nele que ninguém mais faz igual…
meu colo também é diferente…
quando o acordo com beijinhos, ele acorda de bom humor…
antes de sair me certifico sempre de estar levando uma blusa para ele…
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