10 out 2016

Entre o azul e o rosa

por
Gabi Miranda

Destaque, Filhos, Produtos

Entre o azul e o rosa existe infinitas possibilidades

azul-e-o-rosa

Não faz muito tempo o moleque nos pediu um tênis rosa. Não estranhei o pedido. Por mim tudo bem dar um tênis rosa para ele, mas… Não estava preparada para lidar com as reações dos amiguinhos e com os sentimentos que poderiam ser despertados no pequeno. Convenhamos, vivemos numa sociedade machista. 2017 batendo na porta e ainda predomina aquele papo de “rosa é de menina”, “azul é de menino”, boneca é de menina”, “carrinho é de menino” ou certas brincadeiras são para meninos, ouras para meninas.

Existe certo preconceito em algumas coisas que nós adultos falamos sem nos conscientizar. E precisamos tomar cuidado com o que falamos, além da palavra ter poder, estamos educando nossas crianças para serem bons adultos. Limitar cores, brincadeiras, objetos pode até comprometer as potenciabilidades dos nossos filhos. Acredito nisso, mas naquele momento em que o Benjamin nos disse “eu queria um tênis rosa”, eu não estava preparada para o que ele podia enfrentar. Talvez o problema estivesse na minha cabeça e os amiguinhos da escola aceitassem numa boa. Porque o mundo está mudando, porque a geração de amigos do meu filho vem de mães e pais, creio eu, que acreditam num mundo melhor, sem preconceitos, predefinições. Não sei. Não paguei pra ver.
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27 set 2016

A vida é uma coleção de perdas

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

“A vida é uma coleção de perdas”, disse meu pai num desses “sermões” cheios de conselhos sábios 

perdas

A vida é uma coleção de perdas. Perdemos espaço, oportunidades, tempo, chances, emprego, coisas, cabelo, energia, amigos, perdemos pessoas… Perdemos até parte de nós. Perdemos tempo brigando por coisas pequenas, com as pessoas que amamos. Perdemos o momento de ficar quietos. Existem momentos na vida de conclusão e a perda pode vir em diferentes aspectos e por circunstâncias externas, como o caso da morte. Assim como com a morte, para cada perda resta-nos passarmos por todas as etapas do luto. Há o choque inicial, o período de negação ou dúvida e o momento em que os sentimentos estão todos misturados de forma torrencial. Depois, vem o instante em que nos damos conta de que o fato é real e, por fim, a aceitação. Para toda perda, precisamos nos permitir vivenciar todos os estágios e aprender a dizer adeus. Deixar embora faz parte da existência.

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08 set 2016

Cachos: dicas para quem tem cabelos cacheados

Nunca foi tão legal usar cachos!

Shakira - a cabeça de cachos mais lindos!

Shakira – uma das cabeças de cachos mais lindos!

Eu me empoderei dos meus cachos logo após o nascimento do Bennjamin, quando estava de licença maternidade, amamentando aquele bebezico no sofá, quando vi pela primeira vez o comercial da Natura Plant e aquela música ecoou meus ouvidos.

Oh, cabelo
Cabelo meu
Tão belo, tão poderoso, tão eu
Rebelde às vezes, às vezes dócil
Crespo, liso, ondulado, pichaim
Jeitoso assim, de qualquer jeito
Solto, preso, molhado, cheiroso, brilhante e macio

Até então, só tinha sido feliz com meu cabelo na época do surgimento da escova progressiva, quando também fiquei escrava dela. Daí que engravidei, e fui proibida de fazer qualquer procedimento químico, principalmente a progressiva. Sabemos que o cabelo cresce feito grama na gravidez, né? O meu cresceu e ficou aquela belezura de metade ondulada e outra metade lisa e ressecada. Acreditem, marido me ajudava a escovar o cabelo.

Quando vi pela primeira vez o comercial da Natura Plant, algo mudou dentro de mim. Na mesma hora marquei com meu cabeleireiro e no sábado seguinte cortei todo o meu cabelo que estava enoooooorme, na altura do ombro. Comprei o creme de pentear da Natura Plant para cachos e… comecei um caso de amor com meu cabelo.
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23 ago 2016

Você é produtiva ou ocupada?

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Você é produtiva ou Ocupada – Esse foi o título de uma das matérias de capa da revista Glamour, edição de agosto e que ficou martelando minha cabeça por dias

 

você é produtiva

 

Em julho, tirei duas semanas de férias e foram dias nada produtivos. Ficamos em casa eu e Benjamin, alternando alguns passeios dia sim outro não. Os dias em que ficamos em casa, pra mim, foram dias em que eu tinha a sensação de não conseguir fazer nada. Primeiro porque acordávamos lá pelas 10:00 e aí a manhã não rendia, o almoço ficava pronto lá pelas 14:30, o dia acabava rapidamente deixando a sensação de ter um monte de coisas por fazer. Tinha mesmo, mas também abri mão e me dei o prazer de curtir o dolce far niente.

Voltando das férias, a rotina voltou ao normal e vejo o quanto eu consigo produzir, o quanto a falta de rotina me faz mal. Agora outra sensação me acompanha. A de ter um monte de coisas por fazer e mais um monte que eu adoraria incluir na lista, mas que por falta de tempo não consigo. E aí me vejo naquela tarefa árdua de fazer escolhas. É ainda mais difícil fazer escolhas quando se tem filhos pequenos, pois não queremos abrir mão de ficar com eles para fazer qualquer outra coisa que gratifique nosso lado pessoal. Também não dá para enchermos nosso tempo com tudo o que desejamos fazer, afinal um dia a vida pede prestação de contas. É preciso ter calma.
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15 ago 2016

Por que o bebê chora quando você sai do quarto?

por
Gabi Miranda

Bebê, Destaque, Filhos, Livros, Puericultura

Porque o bebê chora quando você sai do quarto?

 

por que o bebê chora

Imagem do Google

Do livro Bésame Mucho – Como criar seus filhos com amor
Dr. Carlos González

O imediatismo é uma das características do choro infantil que assombra e irrita algumas pessoas. “É deixá-lo no berço e ele começa a chorar como se o estivessem matando”. Para alguns especialistas em educação, essa é uma desagradável faceta da personalidade infantil, e o objetivo deve ser vencer o seu “egoísmo” e a sua “obstinação”, ensiná-los a atrasar a satisfação dos seus desejos. Por que não pode ter um pouco mais de paciência, por que não pode esperar um pouco mais?

Nossos filhos pequenos começam a chorar com todas as suas forças quando se separam da mãe. Choram ainda mais forte em cinco minutos e somente param de chorar por esgotamento. Não parece lógico! Mas, sim, é lógico. Começar a chorar de maneira imediata é o comportamento “lógico”, o comportamento adaptativo, o comportamento que a seleção natural favoreceu durante milhões de anos, porque facilita a sobrevivência do indivíduo. Naquela tribo de 100.ooo anos atrás, se um bebê separado de uma mãe chorasse de forma imediata e com toda a potência do seu pulmão, sua mãe provavelmente voltaria imediatamente para pegá-lo. Porque essa mãe não tinha cultura, nem religião, nem conhecia os conceitos de “bem, “caridade”, “dever” ou “justiça”. Não cuidava de seu filho porque pensava que era sua obrigação, nem porque tinha medo da prisão ou do inferno. O choro do bebê simplesmente desencadeava nela um impulso forte, irresistível, de acudi-lo e acalmá-lo.
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10 ago 2016

Aprendendo a ser um pouco pai

por
Gabi Miranda

Destaque

Colocando em prática um dos meus desafios do ano passado:
aprendendo a ser um pouco pai

 

aprendendo a ser um pai

Filhos e marido tem um poder sobrenatural: o de nos levar à loucura. O primeiro consegue fazer sumir magicamente nossa sanidade mental, com 10 minutos de manha, pirraça, malcriação. O segundo consegue reverter qualquer mal comportamento da criança com tranquilidade, à base de brincadeira, sem stress… e louca é a mãe!

Eu e marido somos pais dedicados, mas cada um tem seu jeito de educar. Ele com sua leveza, jogo de cintura e senso de humor. Eu sou a chata e venho tentando mudar isso, pois pedi para o marido me ensinar a ser um pouco pai também. Porque, afinal, eu não quero carregar a fama de chata para o resto da vida, até porque na verdade meu intuito (e de todas as mães) é apenas dar uma boa educação aos filhos e isso inclui apresentar-lhe limites. No entanto, seguimos os dois na tentativa de sermos os pais que idealizamos ser um dia e com a mesma coisa em comum: dar uma base sólida de educação para nossos filhos.
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08 ago 2016

Deixe o pai do seu filho participar dos cuidados e criação

Em comemoração ao Dia dos Pais, essa semana aqui no blog, os textos serão especialmente dedicado a eles, o primeiro, um conselho às mamães: deixe o pai do seu filho participar

 

pai do seu filho

Não é novidade que nós, mães, concentramos a maior parte das tarefas relacionadas exclusivamente ao bebê e, vamos combinar, parte disso é porque não deixamos o pai fazer do jeito dele, sempre estamos metendo o bedelho. A imagem que se tem de um pai é a de um cara bagunceiro, indisciplinado, sem noção, que deixa as crianças jogadas, não lembra os horários das refeições e ainda as alimenta com porcarias e assim por diante. Essa imagem precisa ser deletada, pois os papais tem participado cada vez mais da criação dos filhos e também dos cuidados do lar. Está na hora de pararmos de reforçar por aí a imagem de que o pai faz tudo errado e, principalmente, de deixá-los fazer do seu jeito.
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14 jul 2016

Casa organizada combina com consumo sustentável

Quantas coisas você possui e não usa? Ter consciência disso, ajuda no consumo sustentável, numa vida e casa organizada, com foco nas coisas que realmente importam

Fotos: Márcia Alves

Açao Comprando Fora Visa Carol Martins e Gabriela Miranda #comprandofora #visa #artedeorganizar #consumoconsciente Data:07/07/2016 Foto: Márcia Alves

Ação Comprando Fora Visa
Carol Martins e Gabriela Miranda
Foto: Márcia Alves

Fui convidada para participar de uma ação do site Comprando Fora, com o apoio da Visa. O objetivo da ação é promover o consumo sustentável e teve ajuda e consultoria da personal organizer Carol Martins, que esteve aqui em casa e, além de organizar o guarda roupa do Benjamin, tivemos um bate papo sobre como a organização ajuda a nossa visa e como manter a casa organizada.

Estava numa semana conturbada quando a Carol apareceu aqui em casa e deixou tudo mais leve, me trazendo também algumas reflexões. Muita gente acha que organização tem a ver só com arrumação. Eu, por exemplo, sou viciada em arrumar, não gosto de deixar nada fora do lugar (apesar de ter recebido a Carol no maior caos), tenho uma caixa de brinquedos na sala para ficar mais fácil de juntar tudo lá, e um quarto inteirinho dedicado à bagunça onde vou jogando tudo até não ter mais espaço e ter que arrumar ele também. Mas deixar a casa arrumada não significa que a casa está organizada como deveria, de forma que as coisas fiquem funcionais.
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12 jul 2016

A maternidade é um mito, mas…

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

A maternidade é um mito, mas a vida é mehor com filhos

Imagem por Danielle Guenther

Imagem por Danielle Guenther

Sinto que faço certa apologia à vida materna. Eu já falei que filho traz felicidade sim e sempre falo para as amigas que filho é a melhor coisa do mundo (pra mim é realmente!). Tenho uma amiga que não tem filho (ainda) e eu vivia lhe perguntando: quando você vai ter um bebê? Coisa mais chata essa, né?! A sociedade sempre verbalizando e achando que é um dever a mulher procriar. E se ter filhos não é desejo da minha amiga? Talvez isso nem esteja em seus planos, talvez ela nem me fale nada justamente porque vivo cultuando a (minha) maternidade.

Sim, eu cultuo a minha maternidade. E a maternidade é um mito!

O mito da maternidade começa desde a gravidez. A mulher não pode nem reclamar da gestação. Tenho uma prima que não achou divertido estar grávida, mas ama ser mãe e já que ter mais filhos. Eu posso dividir minhas duas gestações em duas fases: o início que não foi nada divertido e que eu vomitava a cada 7 minutos. O meio da gestação em diante, quando enfim adorei estar grávida e vi um pouco de graça (fala que não é bom usar as filas e assentos preferenciais, ter todo mundo te paparicando?!). Pós-parto, pergunto-me se preciso mesmo listar os mitos?! Mas não resisto, vou citar o que não é mito: 25h cheirando a leite, cabelo despenteado, noites mal dormidas, aquela bendita cinta apertando nossos órgãos corpo, restrições alimentares, peso acima do normal, corpo bagunçado, seca sexual, etc, etc, etc….
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11 jul 2016

Se os dias são comuns, é porque temos tranquilidade

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

Já parou para pensar que se os dias são comuns, é porque temos tranquilidade?!

dias são comuns

Imagem do Freepik escolhida pelo Benjamin

Semana passada tivemos dias conturbados por aqui (tanto que o blog ficou abandonado). Stella foi tacada novamente por uma conjuntivite, juntou com um resfriado e dentes nascendo. Foi tudo junto e misturado. Por conta dos dentes, tivemos noites mal dormidas e muito chororô. Por conta de tudo misturado, principalmente pela conjuntivite, Stella foi afastada do berçário a semana toda, consequentemente a mãe também foi do trabalho. Eu estava na semana antes das minhas mini férias, algumas coisas ainda por resolver e, para ajudar (sqn), estouraram vários problemas no trabalho e fiquei tentando driblar os cuidados com a pequena, a resolução dos problemas na empresa, a falta de tato das pessoas. Foi uma semana daquelas.

É em período assim que penso em largar tudo e me dedicar aos meus filhos. Sinto certa satisfação pessoal em trabalhar fora, mas me decepciona depositar esforço em algo no qual sinto não ser valorizada. Falta empatia no mercado de trabalho. A sensação que tenho, é quanto mais você faz nunca está bom e os resultados positivos é como se você não fizesse mais do que a sua obrigação. Enquanto que em casa, sinto que sou insubstituível, indispensável, necessária. Não é qualquer pessoa que pode desempenhar o meu trabalho. E sim, cuidar dos meus filhos é minha obrigação. Obrigação pela qual ganho muito mais. Tem sim os dias de confusão mental, stress, vontade de ficar em silêncio, dias em que não damos conta de nada. Contudo, os filhos estão sempre demonstrando de alguma forma, o quanto somos importantes, o quanto o papel que desempenhamos é fundamental na vida deles.
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