30 jun 2014

Lei da Palmada – O diálogo é sempre o melhor caminho para educação

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

Enfim, entrou em vigor na última sexta-feira, 27, a Lei da Palmada, rebatizada pelo nome Lei Menino Bernardo, em homenagem ao menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, assassinado com uma injeção letal, supostamente pelo pai e madrasta, na cidade de Três Passos, no Rio Grande do Sul. Isso significa que crianças e adolescentes passaram a ter novos direitos garantidos junto à secretaria de Direitos Humanos. A Lei proíbe pais e responsáveis usarem de violência física, maus tratos, violência psicológica e/ou qualquer punição com agressividade, na educação dos filhos menores de 18 anos.

Leia mais sobre a Lei AQUI.

O que eu acho disso?

Já li por aí que essa Lei é uma bobeira, que ninguém tem nada a ver com a forma como a família educa seus filhos, que todo mundo sabe distinguir um castigo violento e cruel e que o Parlamento deveria estar mais preocupado em promover uma forma política e econômica. Tem gente que gosta de provocar.
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23 jan 2014

É proibido cobrar (taxas de material escolar)

Ano novo chegou e com ele uma enxurrada de despesas. As contas à pagar resumem-se em: IPVA, seguro, IPTU, etc. Quem tem filhos em idade escolar, se ainda não bastasse matrícula, tem aumento de mensalidade e as taxas de material extras que as escolas tentam empurrar: material de papelaria, livros e atividades extra-curriculares.

Em muitos casos, o preço chega ser abusivo. A escola inclui na lista de material até mesmo produtos de higiene. Existem até casos de escolas que mencionam as frutas fresquinhas. Calma lá! O que está incluso naquele valor simbólico (sqn)) que se paga mensalmente? Imagina-se que se paga para criança ter um profissional de qualidade em sala, refeições (se já é algo combinado) e atividades básicas de ensino maternal/infantil: artes, musicalização, judô, balé, vale até um inglês(inho) para a criança começar a se familiarizar.

Mas o que poucos pais sabem é que em outubro de 2013, foi aprovada a Lei 12.886/2013 que proíbe as instituições cobrarem taxa de material escolar de uso coletivo dos estudantes ou da instituição. Materiais como: giz, papel sulfite, cola, guaches, tintas para impressoras, grampeador, produtos higiênicos e copos descartáveis. “Devendo os custos correspondentes ser sempre considerados nos cálculos do valor das anuidades ou das semestralidades escolares”. Ou seja, esses custos deveriam estar contemplados lá naquele valor “simbólico” que os pais pagam mensalmente, que chegam a 13º parcelas no ano.
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12 dez 2013

Desapego – a vez dos brinquedos

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Primeira lição para quem mora em casa e muda para um apartamento:  DESAPEGO!

Apartamentos não são tão espaçosos como casa. Não dá para acumular tranqueiras, coisas desnecessárias, muito menos em excesso.

Pra mim essa é uma lição muito dolorida. Desde junho tenho encarado de frente (e na prática) essa palavrinha de 8 letras e não tem sido fácil. De lá pra cá, já me desfiz de muita coisa, mas não é de tudo que consigo assim tão facilmente. Quando você muda de casa, já passa por uma transformação e desapegar faz parte do processo.

Um exercício que tenho feito é analisar e me perguntar há quanto tempo não uso tal objeto. Muitas vezes nem me lembrava que ele existia. Ou lembrava, mas não usava. Se a resposta for um ano, tenho descartado de cara o objeto, sem pensar muito – porque quando a gente pensa, da margem para aquele argumento “ah, mas posso usar em determinada situação”. E não! você nunca mais vai usar. Clique e continue lendo!

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19 nov 2013

Qual o segredo dos pais franceses? (parte 2)

por
Gabi Miranda

Livros

As mães francesas não se importam com o tipo de parto que terão. “Na França, o modo como você dá à luz não insere você em um sistema de valores nem define o tipo de mãe que você será. É, de um modo geral, um meio de tirar o bebê em segurança do útero e colocar em seus braços.” Acho interessante esse ponto de vista quando penso o quanto as mães de parto cesárea são “condenadas” por sua escolha. É claro que tem casos e casos. Tem as mães que marcam mesmo o parto como se fossem no salão de beleza. Tem as mães que simplesmente sentem medo.  As que não tem conhecimento nenhum sobre o assunto. E tem aquelas que precisam fazer cesárea por necessidade, que foi inclusive o meu caso, e preferem sentir a certeza de que logo estará com o bebê em seu colo e em segurança.

Bebês/crianças franceses são alimentados em horários certos. Existe um planejamento para as refeições, logo as crianças não comem fora de horário. Os finais de semana aqui em casa são tão irregulares que cheguei até a sentir vergonha disso. Mas o que mais me chamou a atenção nessa área é que, na França, não existe frescura na alimentação. Logo que introduzem os alimentos na vida dos bebês, os fazem experimentar todos os alimentos, numa variedade invejável e, detalhe, não começam a alimentação do bebê com grãos sem gosto, sabor e cor.
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18 nov 2013

Qual o segredo dos pais franceses?

por
Gabi Miranda

Livros

livro crianças francesas

Quando comecei a ler “Crianças Francesas não fazem manha” me identifiquei de cara. Primeiro porque os pais franceses não se ajustam à chegada do bebê, acontece justamente o contrário. Aqui em casa tratamos de fazer o Benjamin se acostumar com barulhos, luz, inclusive com os ambientes que frequentávamos – desde cedo ele nos acompanhou para todo canto, claro, sempre com muito bom senso.

Segundo, porque as crianças francesas dormem a noite inteira a partir de seis semanas de vida. Benjamin levou exatamente cinco semanas para passar a dormir a noite toda, sem interrupções. Dormia por volta das 22:00 e acordava só às 9:00 para mamar. Mas no primeiro mês senti na pele o que todas as recém mães sentem.

Além disso, aprendi e passei a aplicar desde cedo a pausa – como chamam os franceses. Mas não foi uma técnica que aprendi lendo algum livro, foi na prática mesmo. Quando ouvia Benjamin resmungar, dar um suspiro ou até mesmo choramingar, não saía correndo para acudi-lo. Eu esperava um tempinho antes de atender ao seu chamado. Isso porque muitas vezes o bebê pode estar dormindo ou voltar a dormir sozinho – geralmente eles fazem mesmo muitos movimentos enquanto dormem.
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11 nov 2013

Termos franceses relacionado à educação dos filhos

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Autonomie (oh-to-no-mí) – autonomia. A mistura de independência e autossuficiência que os pais franceses encorajam nos filhos desde cedo.

Bêtise (bê-tís) – um pequeno ato de desobediência. Rotular uma transgressão como mera bêtise ajuda os pais a reagirem com moderação a ela.

cadre (cá-dre) – moldura ou estrutura. Uma imagem visual que descreve o ideal francês de criação: estabelecer limites firmes para as crianças, mas dando a elas grande liberdade dentro desses limites.

Cumplicité (com-pli-ci-tê) – cumplicidade. O entendimento mútuo que os pais e cuidadores franceses tentam desenvolver com as crianças, desde o nascimento. Cumplicité implica que mesmo os bebês pequenos são seres racionais, com quem os adultos podem ter relacionamentos recíprocos e respeitosos.

Doucement (du-ce-mã) – gentilmente, cuidadosamente. Uma das palavras que os pais e cuidadores dizem com frequência para crianças pequenas. Ela traz a ideia de que as crianças são capazes de comportamento cuidadoso e atencioso.

Enfant roi (an-fá-ruá) – filho rei. Uma criança excessivamente exigente que costuma ser o centro das atenções dos pais e que não sabe lidar com frustrações. Clique e continue lendo!

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04 nov 2013

Linhas pedagógicas

por
Gabi Miranda

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Com a aproximação do novo ano, chega o momento de repensar sobre a instituição que o nosso filho vai estudar. Sempre achei que a escolha da escola é uma das mais importantes na nossa vida e, principalmente, na vida dos pequenos. É na escola que inicia também um processo de formação em vários aspectos: caráter, pessoal, intelectual, moral… Portanto, é na escola que serão vividas experiências que marcarão também parte do que o indivíduo se tornará ao longo da vida.

Até hoje não tinha me aprofundado sobre o tema, até porque Benjamin não estava nessa fase e acredito que agora esteja mais próximo, então fui pesquisar sobre linhas pedagógicas. Que existem várias formas de educar eu sabia, mas achava que existiam 3  linhas pedagógicas e para minha surpresa descobri que são 6 as mais conhecidas: tradicional, montessoriana, waldorfiana, construtivista, freiriana, democrática.

Todas essas linhas tem até uma natureza parecida, mas com diferenças que podem ser determinantes para a formação dos pequenos. O que se deve levar em consideração na escolha? As crenças e valores da família são pontos importantes a serem considerados, além, é claro, da personalidade da criança. Por exemplo, se seu filho é mais extrovertido ou o contrário, é uma característica importante a ser analisada. É importante escolher uma escola/linha pedagógica que tem a ver com a criança e atenda as necessidades dela. Clique e continue lendo!

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24 out 2013

Negociação x Chantagem

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Outro dia marido me chamou a atenção:

“Para de fazer chantagem com o menino!!!”

Ele se referia ao seguinte diálogo entre eu e Benjamin:

Eu: Vamos tomar banho?
Benzoca: Não!
Eu: Vamos tomar banho SENÃO não tem mais DVD!
Benzoca: tá bom, tá bom, vamos! Mas depois tem, né?

Eu não estava fazendo chantagem, ao menos não era essa a minha intenção. Eu estava tentando negociar. Mas depois de pensar no assunto, concluí que sim, estava fazendo chantagem, mas de forma inconsciente.

Por Wikipédia:

Chantagem: é um ato ou prática imoral ou criminosa que consiste em ameaçar revelar coisas ou informações sobre uma pessoa, um grupo, etc, a não ser que a pessoa ameaçada cumpra exigências, geralmente para proveito próprio, feitas pelo ameaçador. Pode-se definir a chantagem como sendo uma situação onde a primeira parte (quem faz a chantagem) exerce um processo de pressão e/ou tortura mental sobre a segunda parte (quem sofre a chantagem) a fim de receber dessa algo de seu interesse, visto que a segunda pessoa não poderá (ou terá vontade de) consentir, senão a coisa ou informação guardada pelo chantagista será revelada para um determinada pessoa, ou até mesmo corporações, polícia ou público em geral. Clique e continue lendo!

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08 out 2013

Consumismo – existe meio termo?

por
Gabi Miranda

Dinheiro, Maternidade

Dia das crianças chegando (Natal logo mais), lojas de brinquedos lotadas e mais uma vez veio à tona a questão do consumismo.

Ano passado, aproximadamente nessa mesma época, escrevi um post onde falei um pouco sobre o  assunto. Na época, levei essa pauta para ser discutida (de forma positiva) com o marido e com minha amiga Dani, mãe de dois, ambos publicitários. Os dois não concordavam muito comigo e nem eu com eles. Um ano depois, penso que minha opinião mudou um pouco e talvez aproxime-se do que eles tentavam dialogar comigo.

A minha opinião continua a mesma sobre as propagadas, os canais infantis, MAS penso também que na minha casa quem decide o que vamos “consumir” (leia-se: assistir)  somos eu e o marido e não uma criança de 2 anos. Eu não posso culpar a mídia, embora não concorde com algumas propagandas, por escolhas que devem vir de dentro da minha casa. Ou não? Posso estar errada…
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01 ago 2013

Reunião de pais (participativos)

por
Gabi Miranda

Maternidade

Sábado passado teve reunião de pais na escolinha. Imagina meu sofrimento na semana anterior. Tinha marcado um curso de scrapbook, agendado há 2 semanas, e que acontece a cada 15 dias. Não tinha conseguido ir no anterior e não queria abrir mão de ir nesse sábado (fazer scrap me acalma e eu precisava muito disso).

Acontece que era a reunião semestral, os pais receberiam os trabalhos dos seus pequenos, no meu caso, saberia como anda o desenvolvimento do Benjamin na sua nova turma (há 3 meses meu bebezico mudou para o maternal). Não queria abrir mão de ir na reunião da escolinha também.

A vida é cheia de escolhas, mas vida de mãe é uma escolha só: filho!

Mas se o filho tem pai, e um pai participativo, porque não dar espaço para ele?

Conversei com o marido e ele não viu problemas em ir no compromisso escolar do nosso filho. Senti que ele até gostou da ideia – confirmação que tive ao encontrá-lo após a reunião.
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