21 nov 2014

Série: O que leva as mães pararem de trabalhar fora – 2

Desde quando comecei a pensar quais seriam os motivos que fazem as mães pararem de trabalhar fora, tomava cuidado para finalizar com “trabalhar fora“. Sinto que existe certa rivalidade (talvez nem seja essa palavra) entre as mães que trabalham fora e as que não trabalham fora. Muitas vezes, vi a segunda, referir-se como “mãe em tempo integral“, o que soa pra mim errôneo já que uma vez mãe, sempre mãe, independente de passar o dia inteiro com a cria (já falei sobre isso AQUI).

Tenho plena consciência que a mãe que não trabalha fora, trabalha tanto quanto eu dentro de casa, por isso tomei certo cuidado. Arrisco-me a dizer, não só as mães que trabalham fora, mas como a sociedade, olha de um outro jeito a mãe que decidiu não trabalhar fora. A convidada de hoje, me contou que passou a fazer cara de “sabe de nada inocente” sempre quando escuta a frase “porque ela não trabalha” OU “você trabalha?” OU variações do tipo.
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14 nov 2014

Série: O que leva as mães pararem de trabalhar fora

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Já faz algum tempo que  eu sentia vontade de entrevistar algumas mães que deixaram o trabalho fora para se dedicar mais à família. Esse era um desejo latente, queria descobrir os sentimentos que levam as mães a tomarem essa decisão. Isso porque eu não encontro em mim essa resposta, já que não me vejo parando de trabalhar para cuidar exclusivamente da família, embora quisesse ter mais tempo para isso. Dia desses postei o texto o que levam as mães pararem de trabalhar fora e aí surgiu a ideia: ao invés de entrevistas porque não depoimentos de mães com essa experiência? Selecionei a dedo e com muito carinho 4 mães. Todas com histórias e perfis bem diferentes, mas com uma coisa em comum: o amor! Quem estreia essa minissérie, é a Joceli, 39 anos, mãe de Julia, 9, e Diego.

Joceli e sua família (linda!)

Joceli e sua família (linda!)

Quando minha primeira filha nasceu, a empresa em que eu trabalhava faliu, então fiquei com ela ate 1 ano, antes de voltar a trabalhar. Clique e continue lendo!

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27 out 2014

O que levam as mães pararem de trabalhar fora?

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

Esse é um tema recorrente em minha cabeça desde o início do ano. Penso que começou quando uma das minhas melhores amigas confirmou que pararia de trabalhar para dedicar-se a família. Já sabia da sua ideia desde 2013, mas a confirmação ao mesmo tempo que me deixou orgulhosa por ela, me trouxe algumas dúvidas, entre elas a mais cruel: que tipo de mãe eu sou? Porque nunca pensei nessa hipótese, em parar de trabalhar para cuidar dos filhos, marido, casa. Acho uma das escolhas mais difíceis de se fazer e sinto certa admiração por mulheres que tem essa coragem. Mas eu não teria.

Não abriria mão do conforto e regalias que de certa maneira meu salário proporciona não só a mim, mas a minha família em geral. Não há como negar: trabalhar fora/ter renda fixa colabora para realização de alguns desejos: viagens, passeios, refeições fora de casa, a compra de um apartamento, um bom plano de saúde, roupas, bolsas e sapatos…sejam eles supérfluos ou não. Não me imagino pedindo dinheiro ao marido para comprar algo ou tendo que dar satisfação de como gastei a verba. Claro que mesmo tendo minha renda, existe uma sincronia financeira conjugal, mas existe também certa liberdade e independência de como e quando gasto o meu dinheiro.
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24 jun 2014

O que me faz feliz #100DiasFelizesComAVida

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

O que me faz feliz

Ganhar algo significa perder algo. É uma lei natural da vida. Nunca acreditei que as pessoas pudessem ter tudo, que eu pudesse ter tudo e ser 100% feliz sem pagar alguma conta. Então, chegou Benjamin. Desde que vi aquela pessoinha, senti uma felicidade sem fim transbordar  no meu peito. Ali soube que perderia algo. Durante esses três anos, vivi com esse pressentimento que eu acreditava estar diretamente ligado a ele. Poucas pessoas souberam desse sentimento. Minha mãe era uma delas.

Ao mesmo tempo que eu sentia uma alegria imensa ao ver um sorriso dele, fustigava em mim uma dor, um medo imensurável de perdê-lo. Até que dia desses acordei como se tivessem soprado em meu ouvido: sua dívida está paga. Não sei se foi sonho, mas acordei com a certeza de que meu pressentimento era verdadeiro. Eu perderia algo. Não foi Benjamin. Longe de mim responsabilizar meu filho pela perda que tive. Muito pelo contrário, ele foi um presente, uma espécie de alicerce construído para me preparar para esse momento. Quando penso nos últimos anos, tenho ainda mais certeza disso. E ele me faz feliz.
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16 jun 2014

Carta ao filho – Feliz Aniversário

por
Gabi Miranda

Maternidade

envelope4

Meu Ben,

Há 4 meses tento lhe escrever essa carta e, ainda sim, acredito que ficará incompleta.

Você está completando três anos. TRÊS anos, filho! (não consigo parar de enfatizar isso) Ainda é um bebê, embora já diga “sou quiança, mamãe”. Tem uma vida inteira pela frente, muita coisa boa te aguarda.

Tenho visto muita gente escrever uma carta com conselhos para si, mas como se fosse o futuro. Eu pensei em fazer uma carta dessas para mim. Mas depois pensei, porque não escrever para o meu Ben?! São conselhos que eu deveria ter escutado, na época, da minha mãe. Mas a verdade é que a gente nunca escuta nossa mãe, a gente sempre acha que ela é chata, fala demais e está errada em tudo o que diz. Com o tempo descobrimos que estávamos enganados, as mães só querem o nosso bem. Leia como escrevo essa carta para você agora, de coração aberto…

Assim como agora quando criança que você quer ser todos os heróis num único dia, quando crescer vai querer ser muitas coisas. Sua avó Salete acreditava que você seria músico. De repente essa pode não virar sua profissão, mas pode ser seu hobby. Você vai ter dúvidas sobre a faculdade que quer fazer. Não se martirize tanto. Pense em como você gostaria de trabalhar e no quê gostaria de se tornar profissionalmente. Pergunte a quem quiser. Mas ouça sempre seu coração. E aproveite (com muito juízo e às vezes se permita não ter nenhum – vou me arrepender de ter lhe dito isso) cada momento na faculdade, as festas, os bares, as viagens e amigos.
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16 dez 2013

O nosso assento sanitário

por
Gabi Miranda

Decoração, Terapia do lar

Quando nos mudamos para casa antiga, lembro do meu espanto ao descobrir o preço de um assento sanitário. Primeiro que a casa tinha dois banheiros, sendo que um dele tinha o vaso quadrado. Sim quadrado ou retangular, sei lá que pocilga era aquele formato. Eu comentava com os outros e me diziam que vaso sanitário quadrado era chique. Não sei desde quando isso. Pra mim isso tem outro nome: antigo.

Um dia indo para o trabalho, passei em duas lojas de construção para comprar uma tela de proteção  (que até hoje não sei pra que usei) e ver se tinha um assento apropriado para o tal vaso quadrado. Lembro até hoje do episódio. Entrei na primeira loja completamente sonolenta e foi como acordar com porrada quando o vendedor falou o preço da tampa:

– R$66,00.
– SESSENTA E SEIS REAIS??? Como assim? A tampa de privada custa R$66,00??? Tem certeza, moço?
– Tenho sim.
– Ok. Vou levar só a tela de proteção.
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08 out 2013

Consumismo – existe meio termo?

por
Gabi Miranda

Dinheiro, Maternidade

Dia das crianças chegando (Natal logo mais), lojas de brinquedos lotadas e mais uma vez veio à tona a questão do consumismo.

Ano passado, aproximadamente nessa mesma época, escrevi um post onde falei um pouco sobre o  assunto. Na época, levei essa pauta para ser discutida (de forma positiva) com o marido e com minha amiga Dani, mãe de dois, ambos publicitários. Os dois não concordavam muito comigo e nem eu com eles. Um ano depois, penso que minha opinião mudou um pouco e talvez aproxime-se do que eles tentavam dialogar comigo.

A minha opinião continua a mesma sobre as propagadas, os canais infantis, MAS penso também que na minha casa quem decide o que vamos “consumir” (leia-se: assistir)  somos eu e o marido e não uma criança de 2 anos. Eu não posso culpar a mídia, embora não concorde com algumas propagandas, por escolhas que devem vir de dentro da minha casa. Ou não? Posso estar errada…
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13 ago 2013

Promessa de mudança de hábito

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Sabe promessa de final de ano? Eu estou assim com relação ao apartamento. Ando falando que vou fazer tudo quando mudarmos.

“Quano mudarmos….vou fazer a transição do Benjamin do berço para caminha”

“Quando mudarmos…. vou colocar o Benjamin na natação.”

“Quando mudarmos….vamos voltar a fazer as refeições à mesa.”

A mais nova promessa é: vou colocar uma rotina para tomarmos café da manhã, mas só….quando mudarmos.

Calma, Benjamin toma café da manhã! Quem não toma são os pais. Durante a semana, não comemos e bebemos absolutamente nada. Estamos sempre com horário apertado e não temos esse costume.

No entanto, Benjamin está crescendo e está na hora de implementarmos algumas rotinas para que ele tenha o costume. É o tal do exemplo.

Aos 32 anos, vivo ouvindo sermão dos meus pais e de tias sobre a importância de tomar café da manhã, que é a refeição mais importante do dia, dá mais disposição e ainda aumenta nossa capacidade de concentração. Clique e continue lendo!

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01 ago 2013

Reunião de pais (participativos)

por
Gabi Miranda

Maternidade

Sábado passado teve reunião de pais na escolinha. Imagina meu sofrimento na semana anterior. Tinha marcado um curso de scrapbook, agendado há 2 semanas, e que acontece a cada 15 dias. Não tinha conseguido ir no anterior e não queria abrir mão de ir nesse sábado (fazer scrap me acalma e eu precisava muito disso).

Acontece que era a reunião semestral, os pais receberiam os trabalhos dos seus pequenos, no meu caso, saberia como anda o desenvolvimento do Benjamin na sua nova turma (há 3 meses meu bebezico mudou para o maternal). Não queria abrir mão de ir na reunião da escolinha também.

A vida é cheia de escolhas, mas vida de mãe é uma escolha só: filho!

Mas se o filho tem pai, e um pai participativo, porque não dar espaço para ele?

Conversei com o marido e ele não viu problemas em ir no compromisso escolar do nosso filho. Senti que ele até gostou da ideia – confirmação que tive ao encontrá-lo após a reunião.
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15 jul 2013

Culpa dos Terrible Twos ou do desenvolvimento emocional?

por
Gabi Miranda

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Benjamin está numa fase chata pra caramba. Eu já disse que sou uma pessoa sem paciência e agradeço todos os dias pela cria a mim concedida, afinal, em geral, Benjamin é muito bonzinho. Pensei que tinha aprendido a ter paciência, mas era apenas a primeira etapa do processo da maternidade. A segunda etapa consiste em testar os limites de paciência da mãe.

Meu Ben é todo lindo, sorridente, carismático. Um anjo. Obediente. Parece o bebê uma criança perfeita. Mas o que as as pessoas de fora não imaginam é que esse mini-humano é capaz de levar você a loucura, em um clique.

Vivemos uma fase em que tudo é meu, ou melhor, é dele! Escuto diariamente 588 vezes, aproximadamente, o: é meu o controle, o tênis, a Capitu, o iPhone e o iPad da mãe, a touca, a mochila, o Woody, o Buzz, o Mickey, o Pluto, o prato de comida, a colher, o shampoo, o sabonete, o copo e mais uns 89 itens ao alcance do Benjamin. Detalhe, ele faz cara de mau, faz bico, tenta tomar da nossa mão. Clique e continue lendo!

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