24 abr 2013

Sobre responsabilidades e expectativas – tudo junto, misturado e confuso

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Ando pensando muito na expectativa do amor, que na verdade está mais ou menos sobre concentrar toda minha alegria no meu filho. Acho que isso estava beirando a algo como depositar a responsabilidade da minha felicidade nele. E sinceramente, isso não é muito legal, principalmente, se pensarmos em dois aspectos:

1) assim como ele não pode ser responsável pela minha felicidade, eu também não sou responsável pela felicidade dele. Acredito ser responsável pela felicidade dele agora, nesse momento de infância. Acho que é meu papel oferecer um ambiente seguro, confortável, alegre.

2) na verdade a parte principal a ter responsabilidades sobre alguém sou eu sobre ele. Benjamin é de minha responsabilidade, mas o meu compromisso é oferecer subsídios para que ele cresça saudável, se torne uma pessoa do bem, cooperativa, sinta-se seguro. Eu preciso oferecer ferramentas para que ele cresça e se torne um adulto com liberdade para buscar a sua própria felicidade sem ter que depositá-la em alguém, a não ser em si próprio. Clique e continue lendo!

compartilhe!

2

comente!

12 abr 2013

Meu Ben

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Use seu tempo livre para fazer coisas boas. Ocupe a mente com pensamentos bons. Busque realizar trabalhos voluntários. Escute uma boa música. Arrume seu guarda-roupa. Brinque. Limpe a casa. Arrume sua cama. Faça uma oração. Assista seu programa de TV preferido. Seja obediente. Se faça de tolo quando for preciso. Estude. Curta simplicidade. Surpreenda. Leia um bom livro. Aproveite seus avós. Sorria. Chore. Cultive suas amizades. Cultive a família. Sonhe. Apaixone-se. Seja arteiro. Faça bastante arte. Veja fotos antigas. Relembre. Cozinhe. Dance. Escute música. Ouça 100 vezes sua música preferida. Cante. Curta o sol, mas use protetor. Pratique o desapego. Respeito o outro. Escolha. Ouse. Tolere. Faça as pazes. Não queira ter razão. Ame seu irmão ou irmã (que você ainda vai ter). Faça um curso de pintura, culinária, dança. Vá ao cinema. Ao teatro. Viaje. Arisque-se. Mergulhe. Leve o cachorro para passear. Admire a paisagem. Use seu tempo livre para doar-se. Ame. Ajude. Colabore. Compartilhe. Seja generoso. Comemore. Dê sentido à vida. Viva. Construa. Seja feliz. Clique e continue lendo!

compartilhe!

0

comente!

03 abr 2013

A poesia da infância

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Dia desses tive a oportunidade de assistir a uma palestra do educador Marcelo Cunha Bueno. Com o título “a poesia da infância”, Marcelo nos fez um convite para uma reflexão: será que estamos permitindo às crianças a experiência de viver a infância?

Segundo o educador, o adulto corrompe a infância. Ele falou sobre as relações temporais dessa época e as dividiu em três tempos:

Chrónos
É o tempo marcado, o tempo parado que resta, a criança que resta para acabar.

Kairós
O momento da oportunidade. O designo do destino. A junção entre o fato e a possibilidade. O que nos torna diferente pela experiências constituídas através de outros e de instituições.

Aión
O tempo da intensidade. O tempo sem duração. Um espaço entre. O instante. A experiência. O não mensurável, o não numeráveis da infância. O reino da criança.

É Aión o tempo que marca o que fica em nossa memória a vida inteira. Enquanto Marcelo falava, fui sequestrada pela minha memória. Me considero uma pessoa de poucas lembranças de infância, mas as que existem, são justamente as mais inesquecíveis e que definem muito bem pra mim o significado do tempo Aión. Clique e continue lendo!

compartilhe!

2

comente!

06 mar 2013

A maternidade é um mito (mas a vida é melhor com filhos)

por
Gabi Miranda

Comportamento, Desabafo, Maternidade

Por indicação de minha amiga Bruna, conheci o blog “Manhê… abaixa o som!” que reúne várias entrevistas bacanas. Li a entrevista com Marcia Tiburi, onde a primeira questão abordada é: a maternidade é um mito?

Marcia Tiburi, como boa filósofa que é, descreve sua opinião a respeito e afirma: sim, podemos dizer que em alguns aspectos, a maternidade é um mito. Mas o é, sobretudo, por ser uma peculiar condição política.

Refleti dias a respeito de tudo que li nessa entrevista. Não porque eu precisava de mais argumentos ou porque era contra as informações que tinha lido. Mas para esclarecer algumas coisas dentro de mim. Para assumir meus próprios sentimentos com relação à maternidade.

Cheguei à conclusão que faço certa apologia à vida materna. Eu já falei que filho traz felicidade sim e sempre falo para as amigas que filho é a melhor coisa do mundo (pra mim é realmente!). Tenho uma amiga que não tem filho (ainda) e eu vivo lhe perguntando: quando você vai ter um bebê?
Clique e continue lendo!

compartilhe!

4

comente!

29 jan 2013

Da série lições de vida: as pessoas quebram

por
Gabi Miranda

Uncategorized

O primeiro machucado eles esquecem, nós talvez não

O primeiro machucado eles esquecem, nós talvez não

Uma das coisas que mais temo e que me entristece ao pensar e olhar meu Ben, é que um dia ele vai se quebrar e eu não poderei fazer nada para evitar isso. Assim como ele vai cair inúmeras vezes e se machucar. É inevitável. Vai doer em mim também. Apesar de sermos super heróis aos olhos de nossos pequenos, não passamos de seres frágeis. Dói mais ainda pensar que alguém pode quebrá-lo e eu na minha insignificância e impotência não poderei quebrar a cara desse alguém.

Mas durante esses meses de existência do meu maior Ben, aprendi uma coisa. Existe algo que posso fazer. Posso ensiná-lo princípios e valores – os recebidos de seus avós e os que a vida me presenteou. Posso lhe ensinar que tudo na vida tem um sentido, que a existência humana tem sentido. Que um gesto de gentileza, por menor que seja, tem sentido. Clique e continue lendo!

compartilhe!

2

comente!

17 jan 2013

Sobre mimo, limites e coerência

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Outro dia fiz uma pequena nota sobre manha, onde falei que os pais estragam os filhos. Uma amiga-mãe-leitora-super-mega-querida comentou e me pediu para aprofundar mais o assunto. Cá estou (vou tentar). 🙂

Sinceramente, acho que me expressei mal quando disse isso. É claro que pais não estragam os filhos, mas assim como os avós e tios, os pais mimam demais. Só que diferente de avós e tios (que “estragam” porque é a “função” deles), os pais fazem isso de maneira inconsciente. Por exemplo, não ficamos com Benjamin o dia todo e quando ficamos – finais de semana e férias – fazemos tudo para agradar: beijamos e abraçamos a todo instante, deixamos algumas rotinas de lado (que foi o caso agora nas férias), abrimos mão de dizer tantos “nãos”, ou damos atenção demais ou de menos – e aí queremos recuperar o que foi perdido e até por não falarmos mutuamente a mesma língua (pais x bebê) acabamos exagerando na atenção. Penso que é o que acontece aqui em casa. Clique e continue lendo!

compartilhe!

5

comente!

03 jan 2013

Feliz 2013

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Sempre passei a virada do ano em Copacabana. Adoro. Há dois anos isso não acontecia, um porque passamos em Paris (com meu Ben na barriga) e o outro porque Benzoca tinha apenas 6 meses e optamos por ficar em casa. Dessa vez emendamos férias e viemos para o Rio de Janeiro.

Quem conhece sabe que é impossível ir de carro à praia na noite do dia 31. O esquema é de metrô. Já estava tudo combinado: se não chovesse – como é de praxe no final do ano, íamos para a praia com o Benzoca. Eu só não lembrava o quanto era desagradável pegar o metrô: a fila para entrar é enorme, mas isso é o de menos. O pior mesmo é o que está por vir após a fila: vagão extremamente cheio de gente, uns moleques  gritando e degradando batendo no teto do trem e muito, muito calor.

Meu Ben estava estrategicamente em seu carrinho, confortável até que de repente começou a suar, ficar incomodado e quando vimos já estava berrando incontrolavelmente. Nem tirar do carrinho o fez acalmar. Aquilo cortou meu coração, me senti uma mãe irresponsável e sem um pingo de bom senso. Onde já se viu submeter o bebê de um ano e meio àquela situação. (ao engravidar todos achavam que eu seria cheia de frescura com o bebê, diziam que ele seria o “bebê da bolha”, eu também achei isso. Mas eu e todo mundo fomos surpreendidos, me tornei uma mãe cuidadosa, mas sem muita frescura. Só que às vezes eu acho que exagero no lance de ser desencanada). Clique e continue lendo!

compartilhe!

1

comente!

20 dez 2012

Fim de ano

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Entrei no meu momento Gabrielice de final de ano. Sabe quando você faz um balanço do ano que passou e começa a fazer as promessas para o ano que se aproxima?! Então…

Bom, mas o que pensei muito foi sobre o tempo e sobre a necessidade das pessoas em dizer o tempo inteiro como estão corridas. Percebi que também faço parte desse grupo que vive falando “como o tempo passou rápido” ou “estou trabalhando muito, está tudo muito corrido”. Sim, o tempo está passando e nossas vidas também.

Refleti: o que estou fazendo do meu tempo? Fiquei surpresa com as respostas que encontrei. Acho que estou aproveitando bem o meu. Após a chegada do meu Ben é que dei conta de como o tempo é valioso. Só uma criança mesmo para nos mostrar o essencial da vida e nos ensinar como aproveitar cada momento. Criança tem esse poder, né? De dar significado às coisas mais simples. Você vê aquele ser tão cheio de brilho (e curiosidade) nos olhos e sabe que aquela fase da infância vai passar tão rápido que você tem que sugar cada minutinho com ele. Clique e continue lendo!

compartilhe!

0

comente!

12 dez 2012

Precisa-se de babás (?!)

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Sábado passado levamos Benzoca para ver uma contação de história na Livraria da Vila, no Shopping Cidade Jardim. A livraria ficou cheia. Adultos e crianças por todos os lados. Moças vestidas de branco a cada m² – as inconfundíveis babás. Fiquei impressionada…Primeiro, porque eu pensei que aqui no Brasil essa era uma profissão em extinção. Segundo, porque só o Brasil mesmo para cultuar esse lance do uniforme branco (tipo, essa não é a mãe do meu filho!). Terceiro, porque eu pensava que babá era mais no caso de ausência dos pais, ou seja, quando os pais estão trabalhando.

Se você procurar na internet o significado de babá, o Wikipedia traz: empregadas contratadas para cuidar de crianças menores de idade em períodos de ausência dos pais ou responsáveis.

Encontrei na livraria vários grupos: filhos acompanhados só dos pais; filhos acompanhados dos pais e babás; filhos acompanhados só de babás. Esse último me entristeceu um pouco. Uma tristeza bateu mais forte quando uma moça jovem, aparentemente da minha idade, chegou acompanhada de uma amiga, filho e babá. Clique e continue lendo!

compartilhe!

7

comente!

07 nov 2012

Chupeta, o berçário, a mãe – lá vem história

por
Gabi Miranda

Bebê, Filhos

A chupeta e mais um monte de coisas que estão acontecendo por aqui

chupeta

Há quase dois meses, iniciei o processo de tirar a chupeta do Benjamin. Eu sempre falei que meu filho jamais usaria chupeta (aquela velha história de quando não se é mãe “comigo vai ser diferente”. Conhece?) e na primeira oportunidade empurrei aquele trambolho boca a dentro.

Benjamin não pegava e eu insistia. Até hoje me pergunto por quê (?). Até que um dia ele pegou. Depois de um tempo comecei achar que ele estava usando demais aquilo e vi que era o sinal vermelho. Em casa já limitávamos o uso só para as sonecas e hora de dormir. Não tinha dúvidas com relação ao uso lá no berçário, pra mim era claro que ele ficava com ela o dia inteiro na boca.

Dois sinais me fizeram ter essa conclusão: 1. nas fotos da festinha de seu aniversário no berçário, Benjamin aparece em todas as fotos com a chupeta na boca e apático (eu não reconheci meu filho). 2. Todo santo dia eu entregava ele sem chupeta e todo santo dia ele era devolvido com a chupeta na boca. Eu até falava como quem não quer nada “mas de chupeta, não é hora de dormir”, “ah, de chupeta não dá pro bebê sorrir”…
Clique e continue lendo!

compartilhe!

3

comente!