10 jul 2014

2014 – A Copa do Mundo não é nossa

por
Gabi Miranda

Entretenimento, Maternidade

Essa foi a primeira Copa do Mundo do Benjamin. E foi aqui na nossa casa, Brasil. O país ficou em festa, torceu, vibrou, encheu o mundo de emoção cantando o Hino à Capela. Benjamin até aprendeu a reverenciar e cantar trechos do Hino.

Mas na última terça-feira, dia 08 de julho, o Brasil perdeu de 7 x 1 para a Alemanha. Foi uma goleada histórica para a nação. O mundo inteiro noticiou e muitos brasileiros ficaram com vergonha. Eu não fiquei. Muito pelo contrário. O mundo não acaba com isso. Inclusive, achei muito feio o comportamento do brasileiro desde o começo da Copa. Na abertura, todos que estavam no estádio vaiaram a presidenta Dilma. No jogo contra o Chile, vaiaram o Hino alheio. Falta, literalmente, muita educação para o nosso país.

Aí quando o Brasil está perdendo de lavada cadê a torcida?

Está vaiando os jogadores brasileiros, está saindo do estádio. É igual vida pessoal, quando a gente mais precisa cadê os amigos?! Poucos ficam do lado. Senti vergonha disso, da falta de amor verdadeiro, da falta de consideração. Ficar decepcionado todo mundo fica, mas é nas horas difíceis que mais precisamos um do outro.
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11 jun 2014

Copa do mundo, herança e aprendizado

por
Gabi Miranda

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Não sou fanática por futebol. Para falar a verdade mal entendo do assunto. Sei pouca coisa: o que é um pênalti, um cartão vermelho, amarelo, uma falta, um impedimento, o nome do goleiro mais fofo do mundo (Júlio César) e de alguns outros jogadores também, para que serve o bandeirinha e o juiz. O meu conhecimento de futebol está como o pretinho para toda mulher: BÁSICO!

Mas assim como milhões de pessoas, adoro Copa. Adoro o clima que envolve as relações, os ambientes de trabalho, a vizinhança. Não, não estou falando desse clima #nãovaitercopa, manifestações e greves. Estou falando da euforia, de todo mundo empolgado torcendo por um só time (ou não, mas sem rivalidades), de alegria e bandeirinhas verdes e amarelas espalhadas por todo canto.

Tenho boas lembranças de Copa. Minha mãe amava e vibrava a cada jogo do Brasil. Quando crianças, eu e minha irmã Luana, nos juntávamos com outras crianças da vizinhança para fechar a rua e pintar o chão de bandeiras, estrelas, bolas, pendurar bandeirinhas. Passávamos madrugadas inteiras decorando nossa rua. Coisa que Benjamin talvez nem faça. Na adolescência nos juntávamos na casa de amigos para fazer um churrasco. Já na época do trabalho, íamos para a casa do colega que morava mais próximo ou nos juntávamos na redação ou num bar de esquina. Clique e continue lendo!

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15 maio 2014

Presente de aniversário

por
Gabi Miranda

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Benjamin,
Ainda bem, filho, que nós temos essa outra metade da melhor parte de mim. Meu pai. Seu avô.

De: Papai
Para: Gabi
Data: 25 de abril de 2014 03:56

Minha filhota Gabiroba,

Desculpe tantas palavras, mas não podia deixar de me derramar nesta data feliz. Ainda mais eu que ando tão conciso e silencioso. Mas agora não! Leia quando tiver tempo, parabenizando por seu aniversário. Sinta-se abraçada. Você é outono, mas também carnaval. Agasalho e alcinha de blusa, ombros ao vento. Roupa cinza e fantasia colorida. Doce feito a troca romântica de um casal à beira do Sena no por do sol. Ou à beira de um ataque de nervos no engarrafamento de São Paulo.

Filhona adolescente e mãezona toda leoa. Frágil e dramática, ainda bem, feito lágrima de crocodilo, mas forte como a musculatura da asa. Seja mais vento do que árvore. Asa e pés no chão. Não comprei presente neste seu aniversário, mas objetos comprados não importam. Humildemente te dou essas palavras como abraço, emoção e um não sei que de mistério dessa vida tão complexa quanto simples. Essa caminhada que nunca está pronta, que se estende somente a cada passo nosso. Nossa estrada só é feita por nossos passos. Clique e continue lendo!

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12 maio 2014

Por que brigamos em família

por
Gabi Miranda

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Repare. Toda vez que brigamos com alguém próximo da família, tipo primeira linhagem de proximidade: mãe, pai, irmãos, marido e filhos (e até amigos íntimos), sempre falamos coisas ruins. Ou melhor, deixamos aparente o nosso pior lado.  

Costumo dizer que intimidade é uma merda. Geralmente, temos intimidade com quem compartilhamos cumplicidade, consequentemente, também é com quem tiramos a máscara.

Nos despimos na frente dos mais íntimos, principalmente familiares, porque esses nos amarão eternamente do jeito que somos – exceto, marido e esposa – como dizem, não são parentes, o amor pode acabar. As pessoas íntimas conhecem o cerne de cada partícula nossa.

Mas será que as vezes não somos duros demais nas palavras, na forma de nos expressar, no tom?

Dizem que quando gritamos com alguém que amamos é porque os corações estão afastados.  

E porque nos mostramos sempre tão simpáticos, generosos com os colegas, com os desconhecidos…?

Penso que devemos ser generosos, bondosos, sorridentes com todos, principalmente com quem amamos, com aqueles que convivem com a gente, com quem temos laços afetivos fortes. Clique e continue lendo!

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15 abr 2014

Cartagena, encantada! Parte 2 – Fim

por
Gabi Miranda

Maternidade, Viagem

Corremos para deixar as coisas no quarto e sair pra conhecer a cidade de Gabo, ela nos convidava: Sejam bem vindos à cidade de O Amor nos Tempos do Cólera. Cartagena. Fomos conferir se ela era igual ao que vimos nos sites. Para nosso deleite, era muito mais do que as fotos mostravam. A cidade é simplesmente encantadora, desde as casinhas e construções antigas, do cheiro, à ventania que deixa o calor ainda mais agradável e até às pessoas calorosas, educadas e bem humoradas. Os colombianos, e em especial os cartageneiros, são pessoas felizes e o cumprimento ao passar por alguém, parece lei, porém espontâneo.

Nesse dia fizemos o passeio de charrete, muito comum na cidade. E não, não  é um mico! Ir até Cartagena e não fazer esse passeio no centro antigo, é a mesma coisa que ir à Veneza e não andar de barco!

Cartagena

No segundo dia foi a vez de conhecer as famosas Ilhas do Rosário e Barú. Os barcos grandes saem do porto até às 9:00h e fomos informados que era até às 9:45h. Chegamos às 9:15h e adivinhem… não tinha mais saídas dos barcos grandes. Tivemos que pegar um meio de transporte marítimo que me recuso a chamar de barco e que mais parecia uma lancha, mas também não era. Definitivamente uma experiência que não viveria novamente se não soubesse o que encontraria onde ele nos levou.
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22 mar 2014

A despedida das coisas e da casa

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

Entramos no quintal da casa e Benjamin logo anuncia “a vovó está aqui sim”. Eu e minha irmã nos entreolhamos. Já havia explicado para ele que iríamos na casa da vovó guardar as coisas dela e que ela não estaria lá. Ao entrar na casa ele fala com aquele ar teatral de criança “ah, ela não está aqui não”.

A casa estava do jeito como ela deixou, tudo limpo e em seu lugar. Até o café de oito dias atrás estava no bule sob a mesa. Chegamos para imperar a desordem – aquela que da nossa vida já havia se apossado.

Dizem que essa é uma das partes mais difíceis: se desfazer das coisas da pessoa que se foi. Já havíamos decidido o que fazer com os móveis, roupas, utensílios de cozinha. Doaríamos para a casa de idosos que mamãe prestava serviço voluntário, todas as quartas, religiosamente.

Realmente, é muito estranho e doloroso encaixotar tudo, desfazer das coisas de uma vida. Você passa a ter nesse momento o entendimento exato de que a pessoa não existe mais, nunca mais vai entrar pela porta, pegar o telefone para te ligar, abrir a geladeira, escolher uma daquelas roupas para vestir. Vocês nunca mais sentarão àquela mesa para compartilhar um almoço de domingo, para elogiar um pudim que deu certo ou rir muito porque ele se despedaçou.
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27 fev 2014

Benjamin

por
Gabi Miranda

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selo_2anos

Data: Quarta-feira, 06 de abril de 2011, 0h51
De: Alvaro
Para: Gabi

“Gabi,

dá vontade de chorar, às vezes, quando penso que vou ter um neto…. Não caiu a ficha ainda, nem sei dizer, não sei palavras, razão, não sei dizer nada… absolutamente nada! As pessoas falam que é bom ter neto et cetera, mas não sei não, não sei o que elas querem dizer… não sei nada, só sei que é uma coisa boa, parece meio como se eu estivesse “grávido”, grávido do futuro, embora esse futuro não me pertença, embora eu seja o passado… e assim vou na madrugada de ficar no instante de um samba, da contemplação da lua mais perto, do horizonte de apertarmos olhos, de ficar assim miúdo como estou aqui agora, tão ínfimo, tentando palavras e o mais que possível de estender a vida…

Seu pai”

Eu entendo o que você quer dizer, mas também não sei explicar e sinto vontade de chorar. E tenho feito isso. Simplesmente choro…de um sentimento puro, de felicidade. Clique e continue lendo!

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10 jan 2014

Minhas férias com o Ben – por Roberto Piffer

por
Gabi Miranda

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Nesta virada de ano, as férias da família foram do Ben com o papai. A mamãe teve apenas uma semana de folga, no ano-novo, mas depois voltou a trabalhar. E o que fizemos nesses dias em casa? Veja abaixo na redação das “minhas férias”:

A primeira semana de férias foi a do Natal, então pouca coisa pode ser feita. Preparativos para as festas, junto com véspera e dia do Natal, visita ilustre em casa (o vovô veio diretamente do Rio para passar a semana). Basicamente só encontros familiares e comilança nessa semana.

Natal

Na semana seguinte, a do réveillon, nós é que fomos pro Rio. Aproveitamos a semana de folga da mamãe e passamos uma semana de muito calor por lá, com idas à praia, mergulhos no mar, passeios e muito ventilador ligado. Contamos com a companhia da Capitu, nossa cachorrinha, e tudo ocorreu muito bem. Muito suco pra hidratar.

praia

 

paineiras-patinete

Na terceira e última semana das férias, foi a vez do papai e do Ben aproveitarem a casa nova. Entre um reparo e outro dentro da casa, e arrumação do saldo da bagunça da mudança, fizemos alguns passeios nos arredores do prédio, conhecendo o que o bairro oferece de bom, fomos à pediatra e brincamos bastante. Também não deixamos de ir um dia sequer à piscina. Com direito à boia nova do Woody e enfiar a cabeça debaixo d’água sem chorar. Clique e continue lendo!

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07 jan 2014

Sempre alerta: crianças e animais de estimação

por
Gabi Miranda

Comportamento, Filhos

A pediatra do Benjamin sempre reforçou a importância de tomar cuidado com cachorro perto de bebê/criança. Uma das primeiras perguntas que ela fez na primeira consulta que tivemos foi: tem animal de estimação, qual? E o alerta: o cachorro não pode ficar perto do bebê, nunca se deve confiar no cachorro. Imagina, saí da consulta pensando, ela não conhece a Capitu.

Capitu é a cachorra mais dócil, quieta e mansa que já tive na vida toda. Antes do Benjamin nascer quem chegava em casa não imaginava que ali tinha cachorro, ela se escondia embaixo de algum lugar e só reaparecia quando a visita já tivesse ido embora. Com a chegada do Benjamin, o comportamento dela mudou da água pro vinho, quem chegava era abusivamente recebido com latidos impertinentes que demoravam para cessar. Até hoje, se chegam perto do Benjamin então, sai de perto. Ela virou defensora incansável do novo membro da família. E nunca sentiu ciúmes de mim ou do marido com o Benzoca.
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18 dez 2013

O arquiteto da mudança e uma despedida

por
Gabi Miranda

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Há meses tenho tentado organizar nossa vida para mudança. Fiquei planejando, tentando destralhar a casa tudo para que na última hora as coisas fossem tranquilas. Mas você pensa que foi tudo como planejei?! Nada!

Na véspera da mudança ainda tinha muita tralha coisa para encaixotar. Ficamos eu e marido até tarde encaixotando e ainda assim não terminamos. Além de tudo, é muito complicado fazer uma mudança com uma criança de dois anos mexendo em tudo, correndo pra lá e pra cá, solicitando os pais a todo instante.

Nossa, como esse período foi cansativo! Eu ainda estou mega cansada, indisposta e com muito sono. Encosto e sou capaz de dormir em segundos.

Surpreendente foi o marido. Antes da mudança ele estava lá todo tranquilo e sossegado, como de fato ele é. Mas no dia da mudança foi ele quem cuidou de tudo so-zi-nho. Terminou de encaixotar as coisas, instruiu lá a empresa de mudança e acreditem: organizou todo o apartamento na medida do possível. Clique e continue lendo!

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