03 abr 2013

A poesia da infância

por
Gabi Miranda

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Dia desses tive a oportunidade de assistir a uma palestra do educador Marcelo Cunha Bueno. Com o título “a poesia da infância”, Marcelo nos fez um convite para uma reflexão: será que estamos permitindo às crianças a experiência de viver a infância?

Segundo o educador, o adulto corrompe a infância. Ele falou sobre as relações temporais dessa época e as dividiu em três tempos:

Chrónos
É o tempo marcado, o tempo parado que resta, a criança que resta para acabar.

Kairós
O momento da oportunidade. O designo do destino. A junção entre o fato e a possibilidade. O que nos torna diferente pela experiências constituídas através de outros e de instituições.

Aión
O tempo da intensidade. O tempo sem duração. Um espaço entre. O instante. A experiência. O não mensurável, o não numeráveis da infância. O reino da criança.

É Aión o tempo que marca o que fica em nossa memória a vida inteira. Enquanto Marcelo falava, fui sequestrada pela minha memória. Me considero uma pessoa de poucas lembranças de infância, mas as que existem, são justamente as mais inesquecíveis e que definem muito bem pra mim o significado do tempo Aión. Clique e continue lendo!

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12 mar 2013

Capitu – a irmã de quatro patas

por
Gabi Miranda

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Acho que nunca falei explicitamente da relação da Capitu e Benjamin. Ela chegou em casa bem antes dele. Foi só mais um capricho meu. Sempre tive cachorro até ir morar sozinha – quando comecei a sentir falta de chegar em casa e ser recebida por um cachorro pulando em mimalhas pernas (mas não sentia saudade e não lembrava da sujeira que todo cachorro faz). Ela chegou só depois que casei e nos mudamos para uma casa maior. A casa era muito grande para duas pessoas.

Capitu sempre teve um temperamento peculiar. Sempre muito medrosa, vivia debaixo da poltrona da sala ou da cama. Quando eu estava em casa, ficava debaixo das minhas pernas literalmente (feito gato). Visita nenhuma imaginava que tinha cão em casa. Porque ela sumia e não fazia barulho nenhum. Ela não latia. Sempre muito boazinha.

Benjamin chegou um ano e meio depois da Capitu. Durante a gravidez, passei a não dar muita atenção para a bichinha. Eu enjoava muito e evitava ficar com ela muito perto. Depois a barriga foi crescendo, crescendo, crescendo e eu não a enxergava, pois ela vivia debaixo de mim. Coitada! Dei vários chutes acidentais nela. Várias vezes quase caí tropeçando nela. Além da barriga, tinha o fato dos reflexos da grávida estarem alterados. Clique e continue lendo!

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22 fev 2013

Rotina Compartilhada

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

Aqui em casa não aderimos à cama compartilhada, mas recentemente adotamos a rotina compartilhada.

A rotina compartilhada consiste em dividir as rotinas do Ben entre os dois: pai e mãe.

Devo confessar que eu monopolizei duas das rotinas desde que Benjamin nasceu: banho e hora do sono. Sempre fui eu que dei banho e o fiz dormir. SEMPRE! Claro que algumas vezes deixei o marido fazer, mas era uma vez a cada 30 dias.

No início do ano propus ao marido:

– Vamos compartilhar algumas rotinas?

Ao que ele respondeu de bate–pronto, sem ao menos ouvir a proposta:

– Vamos!!! Você vai acordar mais cedo um dia sim outro não para cuidar dele?

(é SEMPRE o marido quem acorda mais cedo para arrumar o Benjamin antes de sairmos durante a semana)

Respondi: – Calma, não precisa radicalizar…

Bom, o que o marido não sabia era que a intenção da minha proposta era beneficiá-lo. Em segundo plano, juro, estava a minha intenção de ter uns breves momentos livres.
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15 fev 2013

O que era doce acabou…

por
Gabi Miranda

Maternidade, Viagem

E o ano começou! Não é o que diz o povo brasileiro? “O ano só começa depois do Carnaval”. Pois bem, então o ano começou cedo este ano. Carnaval acabou e ainda estamos na metade do mês de fevereiro, geralmente o carnaval acaba e pronto já adentramos em março

É tradição passar o Carnaval no Rio de Janeiro. Eu sempre passei. Primeiro com as amigas, depois com o namorado que posteriormente virou marido e agora com Benzoca. Ano passo ele ficou doente lá no Rio mesmo e não pude sair com ele de casa. Este ano já pudemos curtir o clima carnavalesco da cidade.

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Esse período de Carnaval já é curto, com criança fica menor ainda. Antes, íamos na sexta à noite, encarávamos a estrada de madrugada. Mas com a chegada do Benjamin isso ficou inviável. Não tenho mais coragem de pegar a estrada de madrugada. Acho que nem é uma questão de coragem, mas sim de bom senso. Pode acontecer um monte de coisa desagradável que com bebê pode ficar pior ainda. Clique e continue lendo!

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04 fev 2013

Patrimônio para os filhos: gentileza, generosidade, educação

por
Gabi Miranda

Comportamento, Educação, Filhos

Seu filho fala “obrigado”? Tem atitudes de carinho inesperado? Divide comida ou o brinquedo com outras crianças? Ele é generoso? Usa de gentileza?

Um estudo da Universidade da Califórnia, realizado com 400 crianças, confirmou que criança habituada com comportamentos de gentileza, como ser carinhosa e dividir, se sente mais feliz.

Ou seja, gentileza gera gentileza e felicidade! É só pensar: quando praticamos a gentileza não somos tomados por um estado de plenitude, bem estar?! Isso também é felicidade e não só o estado de euforia e conquista.

Nunca me esqueço de uma matéria, de Eugênio Mussak, que li já faz um bom tempo, na revista Vida Simples, sobre generosidade. O autor usava duas expressões muito dignas para diferenciar as pessoas: “mundo do mais” e “mundo do menos”. O mundo do mais é o mundo que tem uma propriedade que dignifica o ser humano, e esse é, exatamente, a marca da generosidade, do compartilhamento, da disponibilidade. O mundo do menos é mesquinho, isolador, egoísta.
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24 jan 2013

Vende-se essa casa

por
Gabi Miranda

Terapia do lar

(Esse post vai ser grande, pode ser lido em doses homeopáticas)

Era uma vez…

Sempre morei de aluguel, não por essa ser a minha maior aspiração. Em minha existência de 30 anos, morei em 5 casas. Foram períodos bem longos em duas delas, sendo que nas três primeiras foi com minha mãe e minha irmã. Uma das maiores lembranças da minha vida é o dia em que chegamos (eu e minha mãe) na primeira casa. Antes, pelo que entendo das lembranças, morávamos de favor na casa de parentes de 2º grau da minha mãe. Minha irmã, bem pequena, ficou nessa casa enquanto eu e minha mãe passamos a primeira noite na casa nova, só nossa, da minha mãe.

Era a maior conquista dela…

Conseguir alugar uma casa para morar com suas filhas, construir sua vida. A casa até era espaçosa: dois quartos, sala, cozinha, banheiro (que ficava na parte externa) e um quintal. Não tínhamos nada, nenhum móvel, eletrodoméstico, utensílio, NA-DA! Acompanhou-nos apenas um colchão de casal – onde dormimos a primeira noite e o eco das nossas vozes e dos nossos passos. Compreendi o motivo da Luana, minha irmã, tão pequena, não estar ali com a gente.
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16 jan 2013

Amor que emociona

por
Gabi Miranda

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Viajamos de férias e deixamos a Capitu na colônia de férias – leia-se na casa da minha irmã Luana, onde ela se diverte muito com outra cachorra. Até para praia ela foi! Foram 15 dias sem a Capitulina por perto.

No dia em fomos no Zoológico, na loja de lembranças do parque, Benzoca pegou uma preguiça de pelúcia e abraçava dizendo que era a “pitu”. Tão pequeno e meu filho já sabe o que é sentir saudades…

Domingo passado foi o reencontro deles. Benzoca abraçou a Capitu milhares de vezes. Quando chegamos em casa com ela, ele começou a atormentá-la: subir em cima dela, bater nela com as palhetas da bateria, puxar o rabo, não podia ver a cachorra quieta. Impressionante como ela adora, mesmo quando já não aguenta mais aquele ser mirim que já tinha sido do tamanho dela, inclusive andado como ela (em quatro patas) e que agora monta nela como se ela fosse um cavalinho. Clique e continue lendo!

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09 jan 2013

Zoológico do Rio de Janeiro

por
Gabi Miranda

Maternidade, Viagem

Embora meu pai more no Rio de Janeiro, desde que me entendo por gente, eu nunca tinha ido ao Zoológico da cidade. Fomos ontem eu, Marido, Benzoca e minha irmã Sofia – que até então achava que encontraríamos um parque decadente, quase sem bichos.

Na minha infância, o zoológico parecia bem maior. Para nossa alegria, encontramos todos os bichos! Só não vimos os jacarés, por opção mesmo. O cansaço já tomava conta do nosso corpo – menos do Benjamin (não sei de onde criança tira tanta energia). A sensação térmica do Rio de Janeiro era de 50º!!! Sério.

O que mais me surpreendeu (e bem lembrado pelo marido) é a proximidade dos animais. No zoológico de São Paulo, os animais podem ser avistados de bem longe, as grades são bem mais afastadas do público. Aqui no Rio de Janeiro você sente o bafo do leão caso ele dê uma rosnada. Toma um banho do tigre com aquela chacoalhada que só os animais fazem após sair da água. A girafa vem comer folha em nossa mão. Clique e continue lendo!

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03 jan 2013

Feliz 2013

por
Gabi Miranda

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Sempre passei a virada do ano em Copacabana. Adoro. Há dois anos isso não acontecia, um porque passamos em Paris (com meu Ben na barriga) e o outro porque Benzoca tinha apenas 6 meses e optamos por ficar em casa. Dessa vez emendamos férias e viemos para o Rio de Janeiro.

Quem conhece sabe que é impossível ir de carro à praia na noite do dia 31. O esquema é de metrô. Já estava tudo combinado: se não chovesse – como é de praxe no final do ano, íamos para a praia com o Benzoca. Eu só não lembrava o quanto era desagradável pegar o metrô: a fila para entrar é enorme, mas isso é o de menos. O pior mesmo é o que está por vir após a fila: vagão extremamente cheio de gente, uns moleques  gritando e degradando batendo no teto do trem e muito, muito calor.

Meu Ben estava estrategicamente em seu carrinho, confortável até que de repente começou a suar, ficar incomodado e quando vimos já estava berrando incontrolavelmente. Nem tirar do carrinho o fez acalmar. Aquilo cortou meu coração, me senti uma mãe irresponsável e sem um pingo de bom senso. Onde já se viu submeter o bebê de um ano e meio àquela situação. (ao engravidar todos achavam que eu seria cheia de frescura com o bebê, diziam que ele seria o “bebê da bolha”, eu também achei isso. Mas eu e todo mundo fomos surpreendidos, me tornei uma mãe cuidadosa, mas sem muita frescura. Só que às vezes eu acho que exagero no lance de ser desencanada). Clique e continue lendo!

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12 dez 2012

Precisa-se de babás (?!)

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Gabi Miranda

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Sábado passado levamos Benzoca para ver uma contação de história na Livraria da Vila, no Shopping Cidade Jardim. A livraria ficou cheia. Adultos e crianças por todos os lados. Moças vestidas de branco a cada m² – as inconfundíveis babás. Fiquei impressionada…Primeiro, porque eu pensei que aqui no Brasil essa era uma profissão em extinção. Segundo, porque só o Brasil mesmo para cultuar esse lance do uniforme branco (tipo, essa não é a mãe do meu filho!). Terceiro, porque eu pensava que babá era mais no caso de ausência dos pais, ou seja, quando os pais estão trabalhando.

Se você procurar na internet o significado de babá, o Wikipedia traz: empregadas contratadas para cuidar de crianças menores de idade em períodos de ausência dos pais ou responsáveis.

Encontrei na livraria vários grupos: filhos acompanhados só dos pais; filhos acompanhados dos pais e babás; filhos acompanhados só de babás. Esse último me entristeceu um pouco. Uma tristeza bateu mais forte quando uma moça jovem, aparentemente da minha idade, chegou acompanhada de uma amiga, filho e babá. Clique e continue lendo!

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