23 ago 2016

Você é produtiva ou ocupada?

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Você é produtiva ou Ocupada – Esse foi o título de uma das matérias de capa da revista Glamour, edição de agosto e que ficou martelando minha cabeça por dias

 

você é produtiva

 

Em julho, tirei duas semanas de férias e foram dias nada produtivos. Ficamos em casa eu e Benjamin, alternando alguns passeios dia sim outro não. Os dias em que ficamos em casa, pra mim, foram dias em que eu tinha a sensação de não conseguir fazer nada. Primeiro porque acordávamos lá pelas 10:00 e aí a manhã não rendia, o almoço ficava pronto lá pelas 14:30, o dia acabava rapidamente deixando a sensação de ter um monte de coisas por fazer. Tinha mesmo, mas também abri mão e me dei o prazer de curtir o dolce far niente.

Voltando das férias, a rotina voltou ao normal e vejo o quanto eu consigo produzir, o quanto a falta de rotina me faz mal. Agora outra sensação me acompanha. A de ter um monte de coisas por fazer e mais um monte que eu adoraria incluir na lista, mas que por falta de tempo não consigo. E aí me vejo naquela tarefa árdua de fazer escolhas. É ainda mais difícil fazer escolhas quando se tem filhos pequenos, pois não queremos abrir mão de ficar com eles para fazer qualquer outra coisa que gratifique nosso lado pessoal. Também não dá para enchermos nosso tempo com tudo o que desejamos fazer, afinal um dia a vida pede prestação de contas. É preciso ter calma.
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28 jul 2016

Feliz primeiro ano, Stella

por
Gabi Miranda

Bebê, Destaque, Filhos

Feliz primeiro ano, feliz aniversário, Stella!

primeiro ano-2

Filhota…!

É assim que seu avô me chama e como eu adoro chamá-la. Curioso quando comecei a chamar seu irmão de filho. Eu repetia essa palavra centenas de vezes por dia, tornou-se a minha palavra preferida. Filho. Filho. Filho. Então você chegou e a palavra filho ganhou essa outra pronúncia. Filhota. Filho e Filhota. Essas palavras parecem conter um feitiço. Tem uma pronuncia carregada de amor e o poder de tranquilizar. Amora é outro nome pelo qual a chamo. É o nome de batismo que seu irmão te deu. Ainda na maternidade, eu que sempre o chamei também de amor, me chamou a atenção ao me ouvir chamando você de amor: mãe, eu sou seu amor! Stella é sua amora, ela é menina!

Ainda é difícil acreditar que sou sua mãe. Foi difícil acreditar na época do seu irmão também, mas não levou tanto tempo para me acostumar. Você está completando um ano hoje e eu ainda me pego não acreditando que sou sua mãe e nem que sou mãe de uma menina. Você vai cansar de ouvir essa história ao longo da vida, mas eu não quis saber seu sexo durante a gestação e foi uma grande surpresa ao ouvir a médica anunciar “É uma menina!”. Isso pode não significar nada para muita gente, mas para mim significa muito. Você é uma misteriosa conjunção de sinais, significados e quereres. Eu desejei tanto você…e você saiu de mim cheia de vida com seu choro forte e movimentos bruscos.
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21 jul 2016

O primeiro ano de vida

por
Gabi Miranda

Bebê, Destaque, Filhos

O primeiro ano de vida de um filho é um marco na vida da gente

 

o primeiro ano de vida

Stella, 28/07/15, 3,715Kg, 51cm

No próximo dia 28 Stella completará 1 ano. Há dias estou emotiva pensando nesse um ano que passou. O primeiro ano de vida, o primeiro aniversário tem um Q diferente, é especialmente importante, talvez porque seja o principal período para o desenvolvimento do bebê. Lembro-me, o primeiro aniversário do Benjamin foi igualmente emocionante. É como se o primeiro ano de vida fosse uma gestação extrauterina. Passamos os últimos doze meses tomando o máximo de cuidado com o bebê: consultas, atenção no peso, amamentação, vacinas, crescimento, alimentação,  e ao completar o primeiro ano de vida é como se tivéssemos completado a primeira prova mais importante da nossa vida. Ver o bebê se desenvolvendo bem, nutrido, explorando o mundo, tendo noção das suas capacidades é a prova de que tudo vem dando certo, de que damos conta e tudo continuará bem.
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31 maio 2016

Escreva uma carta à mão para seu filho

por
Gabi Miranda

Destaque, Maternidade

Carta de amor é escrita não para dar notícias, não para contar nada, mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel.
Rubem Alves

carta-escrita-a-mão-bossa-mãe

Pinterest

Em tempos de tecnologia avançada, onde não usamos mais papel e caneta, e correspondência são só contas (e olhe lá, porque até isso chega por códigos de barra no celular), resolvi escrever cartas à mão para meus filhos. A ideia é produzir algumas coisas como causos engraçados, histórias de família, textos pequenos, lembranças e até reunir alguns textos do blog mais destinado a eles. O blog já tem centenas de textos e duvido que um dia meus filhos leiam tudo o que está aqui. No entanto, acredito que se encontrarem um caderno ou um envelope, assim com a letra da mãe, talvez isso tenha uma força maior e desperte a curiosidade deles.

Esse desejo surgiu ao mexer numas coisas guardadas da minha mãe. Faltavam alguns dias para meu aniversário de 35 anos, há um mês, e precisava sentir a presença dela de alguma forma. Fui lá fuçar e revi várias coisas escritas por ela. A letra da minha mãe. Não sei explicar, mas é bom ter a letra dela estampada ali. Pensar que ele pegou naquele papel, que tem as impressões digitais dela. Mesmo que isso me faça pensar nas impossibilidades…
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23 maio 2016

A vida pós licença maternidade

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

A licença maternidade é um período sabático da vida profissional, é exaustiva, mas também é uma pausa maternal deliciosa

Vertical shot of a woman being deep in thought

Quando estamos grávidas idealizamos a licença maternidade e a esperamos como se fossem férias – mesmo achando ruim quando alguém se refere à licença maternidade como férias. Licença maternidade está longe disso. Trabalhamos igualmente, mas para uma causa maior. Ficamos longe do cotidiano profissional, porém somos envolvidas por outro tipo de rotina. É inexplicável tudo o que se passa conosco nesse período. Mas quero falar da vida pós licença maternidade. Após um período curto de 4 meses, precisamos nos adaptar à vida real. Nova, a vida já é desde quando o bebê nasceu, mas a realidade vai mudando a cada período. A mudança mais radical é quando a mãe tem que voltar ao trabalho. Começa aí uma adaptação para a vida funcionar. Eu lembro exatamente como foi essa moldagem com a chegada do Benjamin e agora vivo com a Stella.

Há 5 meses voltei ao trabalho, nos primeiras semanas é tudo maravilhoso. Você volta a se relacionar, ver as coisas acontecerem, se sente em movimento, volta a se sentir parte do mundo, a conversar de outros assuntos. Só que é um mundo diferente. Com o passar do tempo, você percebe que nem todo mundo vive a mesma realidade que a sua, as conversas, embora não sejam de filhos, fraldas e melhor pomada para assadura, nem sempre são tão interessantes, faltam coisas em comum. O assunto acaba sendo sempre o mesmo, na maioria das vezes: trabalho. A correria do dia-a-dia profissional passa a te consumir, cada vez temos menos tempo para pagar as contas com calma, marcar um médico, ler uma notícia, uma revista, estabelecer horários e por aí vai…
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25 abr 2016

A arte de sentir gratidão

gratidão

Minha vida, até aqui, pode ser dividida em três partes: antes e depois do Benjamin, depois da morte da minha mãe. Antes do nascimento dele eu era uma pessoa e me tornei outra completamente diferente. Quem me conhece sabe. A mudança é notável não só para quem está de fora, mas pra mim também. Benjamin encheu minha vida de sentidos e das coisas mais maravilhosas que podem existir no mundo. Ele me trouxe a fé, a esperança, a crença em um Deus.

A morte da minha mãe me causou a dor mais profunda até hoje, me afastou de Deus, abalou minha fé, mas me ensinou outras tantas coisas que, atualmente, apesar da saudade, consigo enxergar o valor que essa perda agregou na minha vida. Aprendi muitas coisas com a morte dela. Passado o luto, consigo enxergar isso. Foi no meio do luto da minha mãe que engravidei novamente, e, entre um processo de reabilitação, entre tristeza e alegria, passei a dar valor às possibilidades e oportunidades que a vida nos proporciona.
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21 mar 2016

Brincar e uma experiência inexplicável

Brincar é uma oportunidade da criança se descobrir em vários sentidos.
Brincar é um grande convite para o mundo.

Brincar junto

Imagem do Google

Ontem participei de um bate papo, realizado pela Kinder Ovo, com a psicóloga infantil Daniella Freixo. Eu nunca tinha assistido nada presencialmente dela, mas seguia seu perfil @conversacomcrianca no Instagram. Daniella é simplesmente incrível! Não tem outra palavra para descrevê-la. O assunto principal da conversa foi a importância do brincar e começou com o seguinte questionamento da psicóloga:

Vocês sabem o que acontece quando a criança está brincando?

A criança tem a oportunidade de se descobrir em vários sentidos. Brincar cria condições físicas para o corpo, coordenação motora, desenvolve o emocional, amplifica os horizontes, traz regras de convivência. Brincar é um grande convite para o mundo. Desde bebê, quando começa a se arrastar, a se levantar, levar a mão à boca, são movimentações que se tornam parte do brincar.

A criança quando brinca descobre sobre si, sobre os objetos a sua volta, sobre o outro. O primeiro outro na vida das crianças é a mãe e o pai. E brincar junto tem um papel fundamental nesse processo de desenvolvimento das crianças. Portanto, é preciso sentar junto, se desligar de celular e do mundo exterior e se entregar para a criança de corpo e alma. Olhar olho no olho, brincar, imaginar, criar intimidade para que possamos conhecer nossos filhos e para que eles nos conheçam.
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11 mar 2016

As lembranças da minha mãe me fazem mais feliz

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

mãe

Eu aos dois meses com a minha mãe

Hoje faz dois anos que perdi a melhor parte de mim. Minha mãe. Parece que foi ontem. Nas duas últimas semanas, tem sido difícil controlar os pensamentos e não me conectar com aquele dia. Toda aquela dor que senti invade cada partícula do meu corpo, apunhala minha alma e meu coração. Eu consigo sentir aquela agonia, a falta de ar e o buraco se abrindo novamente aos meus pés. Escrever esse texto é uma tentativa de estacar essa dor que me atinge mais uma vez e manter meus pés firme nesse chão.

Coincidência ou não, nesses últimos dias tenho recebido muitas mensagens de leitores que chegam até o blog através de uma pesquisa no Google, após perderem sua mãe também. Essas palavras chegam cheias de dores, mas também de compaixão e alívio. Quando perdemos alguém que amamos nos sentimos injustiçados, como se aquilo tivesse acontecido só com a gente. Ao descobrirmos outras pessoas na mesma situação, nos sentimos amparados e nos encontramos na dor do outro. Só quem perdeu a mãe conhece essa dor, que imagino seja diferente a de perder um filho e só quem perdeu um sabe como é. Existem perdas que são irreparáveis e ponto. E nós temos que aprender de um jeito ou de outro a lidar com a dor.
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22 fev 2016

Batismo: por que batizar o bebê e como escolher padrinhos

por
Gabi Miranda

Bebê, Comportamento, Destaque, Filhos

Batismo é um rito de passagem, de purificação e consagração praticado em vários grupos, religiosos ou não, onde se destacam os cristãos.

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Batismo. Na prática não tenho nenhuma religião. Marido também não e antes do batismo da Stella, ele ficava me perguntando “então por que batizar?“. Respondia brincando “batizei o Benjamin, não vou deixar o outro filho sem batizar“. A verdade é porque eu acredito que não depende de religião. Depende do que cada um leva ao coração. O que eu acho importante é ensinar aos meus filhos que eles tenham fé.

É preciso ter fé para enfrentar a vida, os desafios, os nossos medos, as dores, para não desistir e seguir adiante. Fé é força, é combustível, é fonte de energia. É importante ter fé na vida, fé no ser humano, em si mesmo, fé em Deus independente de qual nome ele carrega. Deus, Allah, Buda, Jeová…Importa ensinar a respeitar e ter tolerância com as diferenças e/ou escolhas dos outros.
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18 jan 2016

Segunda-feira, recomeço e oportunidades

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Pode parecer impossível, mas que quero viver um caso de amor com a segunda-feira. Afinal, por que não amá-la como se fosse sexta-feira?

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Tudo começou quando conheci o pefil no instagram Mulheres.com.dinheiro, no qual a Fabina Ramos fala sobre finanças para mulheres e idolatra a segunda-feira de forma inspiradora.  Aí chegou o Natal quando recebi por mensagem instantânea aquele texto que dizem ser do Carlos Drummond de Andrade, no qual fala que a ideia de cortar o tempo em fatias se deu o nome de ano, entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que vai ser diferente…

Refletindo sobre essa coisa toda de ano novo, recomeço, oportunidades, pensei na segunda-feira. Todo mundo deseja a sexta-feira como se fosse o amor da vida, como se ela fosse a solução para todos os nossos problemas, cansaços e o começo da diversão.  No domingo todos já estão de bode, porque lá está a segunda-feira batendo a porta. A segunda-feira é sempre rejeitada e vista com maus olhos. Eu também tinha (ou tenho) certa repugnância por ela, mas passei a querer desejá-la bem, pois assim como o primeiro dia do ano, o primeiro dia do mês, a segunda-feira é o primeiro dia, o início de uma nova semana. Assim como o ano novo, a segunda-feira é o recomeço, também é renovação. Não deixa de ser uma oportunidade para fazermos algo novo, finalizar um projeto, planejar a semana, colocar sonhos em prática, de mudar o que nos incomoda, de fazer algo diferente no trabalho, em nossa vida… olhar além do horizonte.
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