02 jul 2014

Mudanças a gente vê por aqui

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Eu adoro mudança em qualquer âmbito da vida, seja pessoal ou profissional. É claro que como todo ser humano normal, sinto receio, afinal todos nós somos resistentes a mudanças até nos acostumarmos ou até enxergarmos o lado positivo – e toda mudança tem! Até as mudanças inesperadas se tornam o estímulo necessário para darmos o salto mais importante de nossas vidas. E das mudanças tristes e desagradáveis, podemos tirar grandes lições.

Iniciei o ano 2013 com alguns objetivos, entre eles a mudança de casa e profissional. Eu tinha uma meta e precisava alcançar. De repente tudo começou a se movimentar no último trimestre do ano. Mudei de casa. Virou o ano e com ele várias mudanças, algumas inesperadas, tristes e desagradáveis.  A melhor, foi a mudança de função e cargo no trabalho – o que tem me dado grande satisfação profissional e pessoal. Eu nunca fui de fazer por muito tempo a mesma coisa e já estava com meu prazo de validade vencendo na mesma função. Sou o tipo de pessoa que precisa estar em movimento e aprendizado constante. Clique e continue lendo!

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24 jun 2014

O que me faz feliz #100DiasFelizesComAVida

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

O que me faz feliz

Ganhar algo significa perder algo. É uma lei natural da vida. Nunca acreditei que as pessoas pudessem ter tudo, que eu pudesse ter tudo e ser 100% feliz sem pagar alguma conta. Então, chegou Benjamin. Desde que vi aquela pessoinha, senti uma felicidade sem fim transbordar  no meu peito. Ali soube que perderia algo. Durante esses três anos, vivi com esse pressentimento que eu acreditava estar diretamente ligado a ele. Poucas pessoas souberam desse sentimento. Minha mãe era uma delas.

Ao mesmo tempo que eu sentia uma alegria imensa ao ver um sorriso dele, fustigava em mim uma dor, um medo imensurável de perdê-lo. Até que dia desses acordei como se tivessem soprado em meu ouvido: sua dívida está paga. Não sei se foi sonho, mas acordei com a certeza de que meu pressentimento era verdadeiro. Eu perderia algo. Não foi Benjamin. Longe de mim responsabilizar meu filho pela perda que tive. Muito pelo contrário, ele foi um presente, uma espécie de alicerce construído para me preparar para esse momento. Quando penso nos últimos anos, tenho ainda mais certeza disso. E ele me faz feliz.
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30 maio 2014

Pensamentos soltos

por
Gabi Miranda

Uncategorized

selo_2anos

Se o marido não está em casa as pessoas perguntam “você está sozinha?”. A resposta é sempre a mesma: não, estou com o Ben. Desde quando engravidei não fiquei mais sozinha. E acho que vai ser assim. Bom, pelo menos enquanto ele depender de mim, não ficarei mais só. Pensando nisso, outros devaneios preencheram essa tarde. Na verdade já faz alguns dias que ando me dando conta de como a minha vida mudou e o quanto ainda vai mudar. É impactante esse negócio de se tornar mãe. Agora eu sei que vivo para meu filho. Hoje senti saudades de mim. Algumas pessoas não gostam de sentir saudades. Eu gosto. Afinal, sentimos saudades de coisas boas. É nostálgico. Mas nostalgia, algumas vezes, faz bem pra alma. Diversas pessoas já me falaram para aproveitar muito esse período do Ben porque passa rápido. Acho mesmo que devemos aproveitar todos os momentos da vida, principalmente com os nossos filhos – porque após tê-los o tempo realmente passa mais rápido (e olha que o meu está com um pouco mais de um mês). Percebo que senti saudades de mim porque o meu futuro chegou rápido demais. O ano, por exemplo, mal começou e já está terminando… Clique e continue lendo!

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15 maio 2014

Presente de aniversário

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Benjamin,
Ainda bem, filho, que nós temos essa outra metade da melhor parte de mim. Meu pai. Seu avô.

De: Papai
Para: Gabi
Data: 25 de abril de 2014 03:56

Minha filhota Gabiroba,

Desculpe tantas palavras, mas não podia deixar de me derramar nesta data feliz. Ainda mais eu que ando tão conciso e silencioso. Mas agora não! Leia quando tiver tempo, parabenizando por seu aniversário. Sinta-se abraçada. Você é outono, mas também carnaval. Agasalho e alcinha de blusa, ombros ao vento. Roupa cinza e fantasia colorida. Doce feito a troca romântica de um casal à beira do Sena no por do sol. Ou à beira de um ataque de nervos no engarrafamento de São Paulo.

Filhona adolescente e mãezona toda leoa. Frágil e dramática, ainda bem, feito lágrima de crocodilo, mas forte como a musculatura da asa. Seja mais vento do que árvore. Asa e pés no chão. Não comprei presente neste seu aniversário, mas objetos comprados não importam. Humildemente te dou essas palavras como abraço, emoção e um não sei que de mistério dessa vida tão complexa quanto simples. Essa caminhada que nunca está pronta, que se estende somente a cada passo nosso. Nossa estrada só é feita por nossos passos. Clique e continue lendo!

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06 maio 2014

Arte de ser feliz

por
Gabi Miranda

Livros

Arte de ser feliz

Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louca azul. Nesse ovo costumava ousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não a podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu que participava do auditório imaginava os assuntos e suas peripécias – e me sentia completamente feliz.
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30 abr 2014

Como lidar com a perda

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

como lidar com a perda

Já fazia alguns dias que Benjamin percebia nosso humor e sentimentos. Ele andava perguntando “está blavo?” se percebesse algo diferente em nosso tom de voz ou feição. Parece que perto dos três anos, a criança passa a perceber essas variações. Um dos sentimentos que abateu nosso lar, foi a minha tristeza com a morte da minha mãe e toda vez que Benjamin me vê chorar, vem perguntar o que aconteceu, porque estou chorando, porque estou triste. Não escondi em nenhum momento o que aconteceu, contei para ele a verdade. Lembro de estar indo resolver algum processo burocrático na manhã do dia 11 de março e falar para o marido “algumas pessoas vão me julgar, mas quero que Benjamin participe do velório da minha mãe e se despeça dela”.

Nunca gostei de cemitério, velórios, nenhuma dessas cerimônias que “celebrassem” a morte. Ok, ninguém gosta. Mas eu sempre tive verdadeira repulsa. Sempre fugi disso e compareci apenas em ocasiões das quais as pessoas fizeram diferença na minha vida, meus avós, um primo, um tio querido, um amigo. Foram pouquíssimas vezes, contadas numa mão. Das poucas vezes que pensei no assunto, decidi que meu filho também seria poupado. Mas como poupá-lo de se despedir da avó? Como dizer que a vovó foi para outro lugar assim sem mais nem menos? Na noite anterior ele viu e brincou com a avó, depois me deixou no hospital que ela estava e foi embora de lá dizendo que não queria ir sem ver a vovó. Como explicar para ele?
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16 abr 2014

Quando deixei de ser filha para ser mãe

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Na última semana da minhas férias estava completamente impaciente com Benjamin. Eu nem estava passando com ele os dias completos, já que decorrente os últimos acontecimentos ele tinha ido pouco para a escola no mês de março e já estava estava sentindo falta de crianças. Então, decidimos que na volta da viagem, ele retornaria à escola normalmente. Seria também uma forma da mãe tentar descansar.

Acontece que eu estava muito intolerante a ponto de gritar com ele e, por pensamento, dar uns bons cascudos no moleque – eu que nunca apanhei dos meus pais e sou deliberadamente contra esse recurso. Também não gosto de gritar com meu filho. Fere o meu coração. Acredito que instigo um lado provocador de Benjamin que nem combina com sua doçura e que, inevitavelmente, ele me entende menos ainda quando grito.

Pior era ter a noção exata sobre os motivos que me faziam gritar com ele. Bobeiras que eu sempre tentei contornar numa boa antes. Ou porque ele não guardava os brinquedos após brincar. Ou porque na hora do banho ele fazia gracinha de sair correndo, não querer tirar a roupa. Ou porque ele jogava algo no chão quando estava bravo. Ou por não ir pra cama na hora de dormir. Essas coisas rotineiras. Tudo o que ele já fazia anteriormente e que por três semanas parou inacreditavelmente, retomando com intensidade profunda no final da viagem. Clique e continue lendo!

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02 abr 2014

Um lugar na janela

por
Gabi Miranda

Livros

Nenhuma viagem é igual; nenhum viajante, idem…Muitas pessoas consideram viajar uma fuga. Pra mim, é encontro”. (Martha Medeiros, em Um Lugar na Janela)

Sempre fui uma pessoa de fazer planos. Minha vida sempre foi muito planejada: conseguir um emprego, juntar dinheiro, casar, ter um filho aos 30, nas férias fazer uma viagem e assim por diante. Acho que nunca estive aberta para imprevistos e, hoje sem dúvida nenhuma, sei que é preciso estar.

Em janeiro marquei minhas férias. Março. Um mês antes de sair de féria fechamos o destino. Cartagena, Colômbia. Duas semanas antes da viagem O imprevisto aconteceu  em nossas vidas. A morte da minha mãe. Pensamos em cancelar a viagem, mas diante de tantos “vai ser bom para você viajar”, viajei ou… fugi.

Nenhuma viagem é igual, mas essa foi uma fuga, uma tentativa de esquecer a realidade. Não esqueci. É algo impossível. Todos os dias e todas as noites revivi mentalmente tudo o que aconteceu do dia 10 ao dia 12 de março.
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21 fev 2014

Para Gabriela: Primavera e Benjamin

por
Gabi Miranda

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selo_2anos

Felicidade é pouco pra descrever meu sentimento. Então ter filhos é isso?! Se emocionar porque seu filho sorri pra você, vontade de ficar abraçado a vida toda, ficar entregue a um ser tão pequeno, zelar seu sono, sentir que você mudaria o mundo por ele… É isso ser feliz?! Ou é amor?! Uma mistura de tudo isso e mais um pouco?! Eu sei que todos os dias tenho acordado com o peito cheio de amor (além de muito leite). Meu Ben está me tornando uma pessoa melhor. Ser mãe é edificante.

*
Texto escrito em 26 de setembro de 2011, Benjamin estava com 3 meses de vida.

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13 fev 2014

De olho no futuro: investimento financeiro de pais para filho

Investimento financeiro para filhos

Eu já disse que fui criada só pela minha mãe. Eu e minha irmã. Eita mulher porreta essa dona Salete. Nunca nos deixou faltar nada. Sempre tivemos tudo o que precisamos. Houve um tempo, já na minha vida universitária, que passamos por algumas dificuldades. Considero esse, o período que recebi minhas primeiras bordoadas da vida. Porque a dona Salete, vixi, essa já estava calejada, só era mai uma porrada, mais uma lição que a vida queria lhe dar.

Nessa época tive que financiar a faculdade, em anos infinitos (nunca vou me esquecer quando acabei de pagar: abril de 2010. Já havia terminado a faculdade há seis anos). Pagava todo mês R$600 reais. Já tinha o meu pequeno salário e meu pai ajudava como podia.

Não viajei para Disney, como todos os jovens da minha época. Não ganhei carro ao completar 18 anos (minha mãe também não tinha. E lembro da gente indo buscar a cesta básica – 02 caixas de alimentos – de condução). Vivi vendo minha mãe pagar aluguel.
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