05 nov 2014

Tem coisas que só a nossa mãe faz

por
Gabi Miranda

Família, Filhos, Maternidade

Outro dia, li a coluna “Travessuras de Mãe”, de Denise Fraga, na revista Crescer, onde ela comentava que um colega de trabalho, durante o inverno, era acordado pela mãe, com uma caneca de leite quente ainda na cama. Ele terminava o relato assim: esta memória é fundamental para minha existência. E aí Denise fala que na mesma hora sentiu como um golpe. A cupa de mãe. Pois nunca acordou seus filhos com caneca de leite ainda na cama. A diferença entre a mãe do colega e ela: a primeira não trabalhava fora e ela sim.

nossa mãe

Adoro a Denise, adoro todos os textos dela que leio, inclusive, adorei esse, que me fez lembrar da minha mãe e reafirmar a mãe que eu quero ser. Mas acho que não é desculpa o fator trabalhar fora, para esse tipo de ato (acordar o filho com canequinha de leite) ainda não ter acontecido. Minha mãe trabalhou fora desde que me conheço por gente, tinha dois empregos, afinal nunca foi fácil criar duas filhas sozinha. Saía cedo de casa e chegava com o dia acabando – sempre por volta das 23:30.
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21 out 2014

Conselhos e sentimentos

por
Gabi Miranda

Gravidez, Maternidade

selo_2anos

Tive vários conselhos e sentimentos durante a gravidez, mas os melhores foram:

🙂 Você vai ser a melhor mãe que o seu filho pode ter;
🙂 Você vai descobrir que é mais forte do que imagina.

Esse último, inclusive, me emocionou demais. Eu que era a pessoa mais cagona medrosa do mundo, descobri que sou mesmo mais forte do que imaginava. Hoje posso dizer que não tenho medo de nada, exceto de uma coisa: de morrer. Acho que antes eu nem pensava nisso, mas agora penso que não posso morrer de jeito nenhum pois tenho o meu filho para criar, educar, apresentar esse mundo, proteger, abraçar e encher de carinhos.

*

Dia desses recebi um conselho que sem dúvida foi o melhor dos últimos tempos, que é para eu ficar atenta aos meus instintos de mãe…e eu estou.

*

Quando temos um filho precisamos estar preparados para o inesperado. Nada mais é possível programar. Você vive em função dele.

*

“Filho” virou minha palavra favorita, adoro pronunciá-la e faço com gosto, com orgulho, cheia de bossa.
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06 out 2014

Saudades

por
Gabi Miranda

Uncategorized

selo_2anos

Meu pai outro dia disse que sonhou com Benjamin fazendo bagunça em cima da mesa (sozinho) lá na casa de Campo Belo. Pena que meu Ben nunca vai conhecer essa casa de um jeito que ela já foi um dia…

“São muitos e milhões de jardins, e todos os jardins se falam. Os pássaros dos ventos do céu – constantes trazem recados. Você ainda não sabe. Sempre à beira do mais belo. Este é o Jardim da Evanira. Pode haver, no mesmo agora, outro, um grande jardim com meninas. Onde uma Meninazinha, banguelinha, brinca de se fazer Fada… Um dia você terá saudades… Vocês, então, saberão…” Guimarães Rosa

É preciso ter saudades para saber…

*

Texto escrito em 30 de abril de 2011

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02 out 2014

Amor

por
Gabi Miranda

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selo_2anos

Agora dei pra me perguntar se você sente que é amado. Faço um carinho no seu rosto e você abre um enorme sorriso. Sim, você sabe que é bem amado.

*

Texto escrito em 01 de julho de 2011. Benjamin tinha 16 dias de vida.

 

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07 ago 2014

Encantamento

por
Gabi Miranda

Uncategorized

selo_2anos

Estar gestante é o melhor estado do mundo. Você se sente iluminada. As pessoas ao seu redor te enxergam assim. Isso acontece no trabalho, na rua, no metrô, em reuniões com pessoas que você nunca viu. Você se torna o ser mais especial do mundo. É todo mundo dizendo que você está linda, radiante, iluminada. E as pessoas não dizem para te agradar, de fato você se torna tudo isso e um pouco mais. É inexplicável dizer o que sinto. Mas eu tenho me sentido uma super herói, cheia de força e vitalidade. Toda vez me pego pensando: estou carregando um ser humano dentro de mim. Tem outro ser aqui dentro! Uma pessoinha!!! E como a Dani me disse bem no começo: “agora você tem que se cuidar, pois são dois corações batendo aí dentro”. Sim, são dois, um acelerado que parece bater mais rápido que o meu que agora vive apertado, mas batendo de tanta emoção. E isso dá tanta força. Eu já não penso mais em mim e sim nesse outro serzinho que cresce aqui. O jeito de ver a vida muda. Você passa a viver em estado de graça. E se dá conta de quanta coisa tem para apresentar a quem vai chegar, que pra você pode até ser tudo velho, mas que se tornará tudo novo, encanto, beleza, vida, luz, felicidade, sempre. Clique e continue lendo!

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03 jul 2014

Sobre parto

por
Gabi Miranda

Gravidez, Maternidade

parto

Embora eu faça parte do grupo de pessoas mais medrosas do mundo, gostaria muito de ter um parto natural. Por vários motivos. Por ser medrosa demais, eu prefiro sentir dor do que ser cortada de 10 a 15 centímetros sete camadas de tecido da minha barriga. E não me venha com o papo de que hoje a cesárea é a melhor coisa do mundo, não sente dor nenhuma, após o parto é tudo tranquilo, etc. Odeio quando alguém vem com esses papos pra cima de mim. Geralmente, são pessoas que fizeram cesarianas. Ou pessoas que não tem ideia nenhuma do que estão falando (essas me deixam mais puta da vida ainda).

Antes de continuar, vale fazer aqui uma ressalva: sou a favor da cesárea quando se é necessária. Mas atualmente virou convencional. A gestante negocia junto com seu médico a data e hora do parto do seu filho. Os bebês nascem em horários comerciais. E a maioria das mulheres marcam cesárea por comodidade e não necessidade. Elas não querem sentir dor nenhuma. O sexo denominado frágil, mas conhecido por aguentar mais que o homem simplesmente não quer sentir a dor do parto. Contraditório isso.
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30 maio 2014

Pensamentos soltos

por
Gabi Miranda

Uncategorized

selo_2anos

Se o marido não está em casa as pessoas perguntam “você está sozinha?”. A resposta é sempre a mesma: não, estou com o Ben. Desde quando engravidei não fiquei mais sozinha. E acho que vai ser assim. Bom, pelo menos enquanto ele depender de mim, não ficarei mais só. Pensando nisso, outros devaneios preencheram essa tarde. Na verdade já faz alguns dias que ando me dando conta de como a minha vida mudou e o quanto ainda vai mudar. É impactante esse negócio de se tornar mãe. Agora eu sei que vivo para meu filho. Hoje senti saudades de mim. Algumas pessoas não gostam de sentir saudades. Eu gosto. Afinal, sentimos saudades de coisas boas. É nostálgico. Mas nostalgia, algumas vezes, faz bem pra alma. Diversas pessoas já me falaram para aproveitar muito esse período do Ben porque passa rápido. Acho mesmo que devemos aproveitar todos os momentos da vida, principalmente com os nossos filhos – porque após tê-los o tempo realmente passa mais rápido (e olha que o meu está com um pouco mais de um mês). Percebo que senti saudades de mim porque o meu futuro chegou rápido demais. O ano, por exemplo, mal começou e já está terminando… Clique e continue lendo!

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22 mar 2014

A despedida das coisas e da casa

por
Gabi Miranda

Desabafo, Maternidade

Entramos no quintal da casa e Benjamin logo anuncia “a vovó está aqui sim”. Eu e minha irmã nos entreolhamos. Já havia explicado para ele que iríamos na casa da vovó guardar as coisas dela e que ela não estaria lá. Ao entrar na casa ele fala com aquele ar teatral de criança “ah, ela não está aqui não”.

A casa estava do jeito como ela deixou, tudo limpo e em seu lugar. Até o café de oito dias atrás estava no bule sob a mesa. Chegamos para imperar a desordem – aquela que da nossa vida já havia se apossado.

Dizem que essa é uma das partes mais difíceis: se desfazer das coisas da pessoa que se foi. Já havíamos decidido o que fazer com os móveis, roupas, utensílios de cozinha. Doaríamos para a casa de idosos que mamãe prestava serviço voluntário, todas as quartas, religiosamente.

Realmente, é muito estranho e doloroso encaixotar tudo, desfazer das coisas de uma vida. Você passa a ter nesse momento o entendimento exato de que a pessoa não existe mais, nunca mais vai entrar pela porta, pegar o telefone para te ligar, abrir a geladeira, escolher uma daquelas roupas para vestir. Vocês nunca mais sentarão àquela mesa para compartilhar um almoço de domingo, para elogiar um pudim que deu certo ou rir muito porque ele se despedaçou.
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27 fev 2014

Benjamin

por
Gabi Miranda

Uncategorized

selo_2anos

Data: Quarta-feira, 06 de abril de 2011, 0h51
De: Alvaro
Para: Gabi

“Gabi,

dá vontade de chorar, às vezes, quando penso que vou ter um neto…. Não caiu a ficha ainda, nem sei dizer, não sei palavras, razão, não sei dizer nada… absolutamente nada! As pessoas falam que é bom ter neto et cetera, mas não sei não, não sei o que elas querem dizer… não sei nada, só sei que é uma coisa boa, parece meio como se eu estivesse “grávido”, grávido do futuro, embora esse futuro não me pertença, embora eu seja o passado… e assim vou na madrugada de ficar no instante de um samba, da contemplação da lua mais perto, do horizonte de apertarmos olhos, de ficar assim miúdo como estou aqui agora, tão ínfimo, tentando palavras e o mais que possível de estender a vida…

Seu pai”

Eu entendo o que você quer dizer, mas também não sei explicar e sinto vontade de chorar. E tenho feito isso. Simplesmente choro…de um sentimento puro, de felicidade. Clique e continue lendo!

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10 fev 2014

Herança materna

por
Gabi Miranda

Família, Maternidade

Herança materna

Meu Ben, você vai ter um avô admirável… assim como eu tive.

Data: 13 de fevereiro de 2011
De: Alvaro
Para: Gabi

Gabi filhota,

O torvelinho da vida. Só assim as coisas acontecem. Se planejar muito, pode crer que dá zebra. Claro que temos que ter um mínimo de projeto, mas chamaria isso não de projeto, e sim de linha mestra. E esta é composta de muitos valores e desejos imprevisíveis, dependendo da formação de cada um. No nosso caso, da nossa família, origens, formação et cetera, diria que, entre esses valores, poderíamos destacar a simplicidade, a honestidade, o amor, a alegria da festa, o trabalho inevitável, o respeito aos outros e a solidariedade, aquilo de nunca querermos ficar bem dando rasteira nos outros. E muito mais… E depois precisamos viver esse instante, fazendo tudo… Se não der, corrigimos a rota. Mas o tempo é tão louco na sua velocidade, que, quando nos damos conta, já fizemos e concluimos tudo, tudo que achávamos que não conseguiríamos fazer…
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