28 mar 2016

A volta ao trabalho e as dificuldades para amamentar

por
Gabi Miranda

Destaque, Gravidez, Maternidade, Trabalho

A volta ao trabalho após a licença maternidade costuma ser dolorosa e traz inúmeras angústias para milhares de mães brasileiras. Não é fácil ter que se separar do bebê para voltar à rotina profissional. Esse retorno envolve várias escolhas difíceis, como por exemplo, sob os cuidados de quem o bebê ficará na ausência da mãe ou como seguir amamentando.

Volta ao trabalho

Imagem do Google

Com a volta ao trabalho, surgem muitas dificuldades para continuar a amamentação. Começa pelo período de licença maternidade. O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. A realidade é que apenas 9% das mães seguem essa recomendação. Os motivos são inúmeros, entre eles estão:

  • obstetras que não falam de aleitamento materno;
  • maternidades que não apoiam e pediatras que não estimulam o aleitamento;
  • licença-maternidade de 4 meses (120 dias);
  • licença-paternidade de 5 dias;
  • falta de salas de apoio nas empresas para coleta e armazenamento do leite;
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12 jan 2016

Licença maternidade não é férias

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

licença maternidade

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Existe uma falsa ideia de que licença maternidade é um período de descanso, algo idêntico a férias, já que a pessoa fica um período afastada da empresa, sem praticar as atividades profissionais. Nós mesmas, quando grávidas, fazemos genuinamente planos para os meses que ficaremos em casa. Vou organizar os armários da cozinha, praticar um hobby, passear, aproveitar a piscina, encontrar as amigas, ler aqueles 10 livros empoeirados há um ano na cabeceira, assistir todos os filmes vencedores do Oscar 2011,  2012, 2013, 2014 e, lógico, 2015… e mais uma lista infindável de coisas que, sinto informá-la, não serão feitas na sua licença maternidade.

Quem já tem a experiência de um filho, tem uma expectativa menor sobre o que conseguirá fazer na licença maternidade (e pode até ser que consiga fazer 2 ou 3 itens da lista) e se incomoda demais com a falsa ideia das pessoas sobre o que significa a licença maternidade. Você passa o último trimestre da gestação sem poder reclamar que está cansada, por exemplo, do trabalho. Ouve-se o tempo todo as pessoas dizerem “ah, mas logo você ficará um bom tempo em casa descansando e eu que continuarei trabalhando”. Obviamente essas pessoas não tiveram filhos e não tem a menor ideia da vida após o nascimento de um bebê. Então, você respira fundo, pois compreende, se essa pessoa não tem filhos, ela não sabe o que está falando. Mas esses comentários se tornam frenquentes durante a gestação e, inclusive, na licença maternidade há quem pense que você não faz nada e pede favores acompanhados de frases assim “você podia ver isso já que está em casa e tem mais tempo”. Imagina uma puerpéria ouvir isso. Então, dá vontade de matar o ser humano.
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23 jun 2015

Como contar ao chefe que você está grávida

por
Gabi Miranda

Gravidez, Maternidade, Trabalho

No trabalho, uma pessoa é fundamental saber sobre sua gravidez: seu chefe! Como contar ao chefe?

Como contar ao chefe

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Não sou a favor de sair espalhando por aí logo que sabemos a notícia da gravidez. Eu prefiro um pouco de cuidado e sigilo. Mas algumas pessoas precisam saber o quanto antes: o marido, os futuros avós, tios e o…chefe. E como contar ao chefe sobre a gestação?

Soube da gravidez logo no início e uma semana após a descoberta eu já apresentava sinais claros de que passaria mal, como a famosa náusea matinal. Então, antes que ficasse mais tempo no banheiro do que na minha mesa de trabalho, resolvi contar logo ao meu chefe. Além disso, tinha outro fator decisivo, empresas grandes ou pequenas, sempre podem rolar fofocas. Embora não tivesse contado pra ninguém do meu estado interessante, um dos meus receios era a notícia da minha gravidez chegar aos ouvidos do meu chefe por meio de algum telefone sem fio. Queria que ele soubesse da notícia por mim.
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14 nov 2012

Trabalho x maternidade

por
Gabi Miranda

Na Mídia

Dia desses participei do brunch da campanha “Culpa, Não!” Confesso: havia pego certa bronca da campanha porque encontrava só depoimento negativo, de mães com uma carga de culpa bem grande.

Mas aí fiquei sabendo que nesse mês o tema era trabalho x maternidade. Na mesma hora fui conferir e enviei meu depoimento, nesse caso, assim como nos últimos temas, faço parte do lado das mães sem culpa. E esse assunto me interessava bastante.

No evento pude conferir que tinha formado uma opinião errada sobre a campanha. Tem mãe culpada e mãe sem culpa – que é o meu caso. Não digo sem culpa nenhuma. Mas com relação ao tema do mês: trabalho x maternidade, minha culpa é zero. Obviamente, no fim da licença maternidade sofri, senti culpa, mas as coisas se encaixaram e se resolveram.

Eu me incomodo um pouco com tantos depoimentos negativos, isso em geral na blogosfera, e não só o que via na campanha: mãe que dá papinha e sente culpa, mas não muda; mãe que não conseguiu amamentar e também sente culpa, comparação entre mães; mãe que julga a outra que fez parto cesárea (ou o contrário), mãe que quer ser perfeita, mãe que se sente mais mãe, o meio, etc… Não serei hipócrita, acredito sim que existam mais ou menos mães e pais, mas porque desempenham seus papéis com irresponsabilidade, não se entregam totalmente ou porque simplesmente não assumem as responsabilidades que exige a maternidade/paternidade. Clique e continue lendo!

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18 jul 2012

Carreira x maternidade

por
Gabi Miranda

Uncategorized

Muita gente acha que sou a mãe mais coruja do mundo. Eu também acho. Eu nunca pensei que fosse gostar tanto de ser mãe. Tive muito medo no começo, pois como todo território desconhecido não sabia se ia me dar bem.

Ainda prestes a sair de licença maternidade as pessoas me diziam “acho que você não volta a trabalhar”. Sei lá, acho que elas já enxergavam em mim o que eu não enxergava: a aptidão para vida adulta e maternal. Sinceramente, no quadro em que as coisas estavam no trabalho, não sentia a mínima vontade de retornar. Mas se em uma semana as coisas podem mudar, imagina em cinco meses.

As coisas mudaram por lá e nesse período eu descobri que não tinha muita aptidão para ficar em casa, para me dedicar apenas e exclusivamente às responsabilidades que acompanhavam a minha nova condição, a minha nova vida. Explico: amo ser mãe (principalmente, do Benjamin), amo meu menino, a maternidade despertou em mim um desejo absurdo de ser mãe em tempo integral, mas no sentido de trabalhar com algo relacionado a ela, ajudar outras mães, famílias, crianças, algo que me proporcione mais tempo também para passar com meu filho, horários flexíveis. Clique e continue lendo!

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