09 nov 2016

Das coisas sem explicação

por
Gabi Miranda

Família, Maternidade

Nem tudo nessa vida tem explicação. Mas tudo faz algum sentido.

 

explicação

Feriado de Finados. Acordei, tomei banho e sentei com a família na sala. Foi quando marido pediu ao Benjamin para falar pra mamãe aonde ele disse que queria ir. Benjamin disse mais cedo pro pai que queria ver a vovó Salete. O pai seguiu com a história que sempre alimentamos desde que ela se foi. Ela agora é uma estrela no céu. Para minha surpresa, Benjamin disse que queria ir vê-la naquele lugar com gramado e com a plaquinha com o nome dela. Pedido mais sem explicação.

Fiquei um pouco impressionada e emocionada com o pedido inesperado e sem explicação. Parece que um dia antes, Benjamin e os amigos da escola conversaram sobre isso. Fiquei surpresa com o pedido dele. Eu nem fazia ligação do feriado de finados. Aliás, minha mãe dizia que precisávamos agradecer os entes queridos e antepassados. Mas nunca a vi ir num cemitério levar flores.
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26 out 2016

Simplesmente mãe

Mãe de casal, mãe de meninas, mãe de meninos, não importa, simplesmente mãe

simplesmente mãe

Desde que Stella nasceu eu passei a expressar que era como ganhar na loteria ter um casal. Até que um dia externei isso, assim despretensiosamente, num grupo de amigas. Eu e essa minha mania de falar antes de pensar! Dizer isso me incomodou e desde então tenho pensado muito a respeito. Primeiro deixa eu explicar o que eu quero dizer com isso. Eu desejei muito ter uma menina, esse sempre foi um sonho. Stella chegou e quem nos acompanha aqui sabe que ela veio num momento da vida me trazendo muitos significados. A euforia e felicidade foram tão grandes que até hoje não encontrei palavras para definir meu sentimento, então passei a  usar essa referência, ter um casal é como ganhar na loteria. Que porcaria de definição!

Dia desses, minha prima, mãe já de um menino, deu à luz a uma menina e eu soltei outra das minhas pérolas. “Bem-vinda ao mundo cor de rosa”. E saí da maternidade com a frase ecoando na minha cabeça. O que eu quis dizer com aquilo? Obviamente, era algo como bem-vinda ao mundo dos flus flus. Não adianta fugir, existem algumas diferenças entre meninos e meninas. A minha menina eu encho de laços, enquanto meu menino é super básico com suas camisetas de super heróis. No entanto, ela já brinca com os carrinhos dele. Ele adorou quando a irmã ganhou uma boneca que já fez parte de suas brincadeiras com seus bonecos heróis.
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17 out 2016

Deixando os filhos com a babá pela primeira vez, e agora?

Pesquisa Bossa Mãe afirma: casais que saem sozinhos deixando os filhos com babá são ótimos pais

baba

Algo corriqueiro entre muitas famílias, por aqui nunca tinha saído deixando os filhos com a babá. Consequentemente eu e marido não saímos muito sozinhos. Antes eu contava com a ajuda da minha mãe. Mas como não tenho mais ela, acabou que não tinha pensado outras soluções. Essa é mais uma dificuldade dos pais de dois ou mais filhos. Um filho você ainda arruma um jeito, é possível encontrar uma pessoa familiar e de confiança para ficar com ele durante algumas horas. Lembro que uma tia minha já ficou com o Benjamin. Já dois filhos é mais difícil porque é necessário que o cuidador, seja ele familiar ou não, tenha disponibilidade e disposição. E quando tem um bebê envolvido, facilita quando ele fica em seu ambiente com tudo o que ele já conhece.

Mas nem sempre é fácil encontrar alguém disponível. Muito menos pra ir até sua casa. Cada individuo possui uma rotina de vida e mesmo que pareça ter tempo livre, precisamos estar preparados para receber não como resposta. Precisamos nos colocar no lugar da pessoa, principalmente quando ela não tem responsabilidades do tamanho de um filho. A princípio chateia um pouco receber negativas, ainda mais quando os nossos pedidos são raros. Sou a favor de usar a empatia, mesmo que não usem pensando o meu lado. É comum uma pessoa que não tem filhos não se colocar no lugar de quem os tem, não imagina a realidade em que vivemos, as necessidades que temos. Entre elas, a de que mães e pais precisam de ajuda.
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13 out 2016

Mãe não tira férias

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

E chegou a tão desejada férias da mãe que trabalha fora. Mas a minha conclusão é que mãe não tira férias, mesmo de férias!

mãe não tira férias

Planejei milhões de coisas para fazer. Ler aquela pilha de livros da cabeceira. Organizar os armários (não só arrumar, mas limpar tudo por dentro). Passar a montanha de roupas. Colocar a casa minimamente em ordem. Assistir a alguns filmes da infinita lista marcada no bloco de notas do celular. Terminar a séria preferida na Netflix. Fazer um bolo da tarde. Talvez uns biscoitinhos. Uma receita mais elaborada (eu gosto de ir pra cozinha quando tenho tempo). Trabalhar em projetos pessoais. Viajar. Descansar. E… acabaram as férias. Foram tantos planos como se eu fosse sozinha na vida e não tivesse dois filhos. Aliás, o primeiro ano de férias como mãe de dois. Sendo um dos filhos, uma pitica no frescor de seu primeiro ano e dois meses, com moléculas de energia percorrendo o corpo todo. Ah, também não foram 365 dias de férias, foram apenas 20.
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30 set 2016

Hora de dormir

por
Gabi Miranda

Bebê, Destaque, Filhos

hora-de-dormir

Toda noite na hora de dormir, passo no quarto das crianças para dar uma espiada nelas. No Benjamin sempre dou um beijinho. Mentira. Dou uma cafungada no pescoço dele, cheiro e beijo muito. Na Stella só verifico se está coberta e se não estiver, a cubro com o maior cuidado do mundo – não ouso encostar nela, pois sei quanto me custa fazê-la chegar nos sonos dos Deuses. É diferente o hábito que tenho com cada um. A Stella ainda dou de mamar (ela toma mamadeira) e a faço dormir no colo. Esse é o nosso momento de paz, tranquilidade, quando antes de colocá-la no berço ainda dou um beijinho, fico bem pertinho dela para sentir aquele cheiro de bebê. Uma vez colocada no berço, me limito a chegar perto novamente.

O Benjamin chega em casa na maioria das vezes dormindo, marido que coloca pijama e o leva pra cama. Por isso, sempre dou uma passada pelo quarto na hora de dormir, para lhe dar um beijo e sentir aquele cheirinho, o melhor do mundo. Chego a deitar ao lado dele. Fico bem pertinho para sentir aquele cheiro delicioso, reparo naquela boquinha aberta transmitindo aquele hálito gostoso que só os nossos filhos tem. Gosto também de sentir o coração deles enquanto eles dormem. E lembrar que aquele mesmo coração já bateu dentro de mim.
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29 set 2016

Um dia de madame, toda mãe merece ter!

Um dia de madame, um dia de ryca, um dia leve… dê o nome que quiser, toda mãe merece ter!

 

madame

Férias é sempre bom. Nos proporciona momentos agradáveis e que normalmente não fazemos no dia a dia. Passei os primeiros dias no Rio de Janeiro, na casa do meu pai, como havíamos combinado. Confesso que só me lembrava que estava de férias porque estava em outra cidade. O trabalho com a Stella foi tão grande quanto ir trabalhar no escritório. Voltamos e estou dois dias em casa. Dos quais fui ao salão fazer as unhas, li um pouco meu livro, levei as crianças na escola, fui ao shopping comprar uma sunga para o filho mais velho, tirei um tempinho para almoçar com o marido, levei a Capitu ao banho, fiquei de pernas pro ar, atualizei o blog. Vida de madame.

Madame no seu significado mais puro: mulher rica, casada que não precisa trabalhar e vive apenas para seus mimos. Não é o meu caso. Apesar de ser casada, preciso trabalhar e muito para manter alguns dos meus caprichos. Obviamente, também não é o caso de muitas mulheres mães que não trabalham fora. Nem todo mãe que não trabalha, é madame. Mas toda mãe, merece ter um dia de madame, um dia de ryca, um dia leve.
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28 set 2016

Travessuras da Baby Stella

Hoje ela completa um ano e dois meses de muitas alegrias, travessuras e sapequices

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São inúmeras as conquistas dessa pequena que nem dá para fazer post listando as novidades. Sim, porque para isso eu precisaria passar os dias anotando cada coisinha nova que ela anda fazendo. Ela já se comunica muito bem – não, não forma frases, nem palavras concretas, mas se comunica com gestos e olhares, assim eu e ela já nos entendemos muito bem. Seu vocabulário ainda é pequeno, fala apenas: mama (mamãe), B (Ben), papa (pai), naná (seu paninho com a chupeta amarrada), bá (aguá), um (um aninho) e várias outras palavras que eu ainda não aprendi o dialeto, além de responder quando lhe perguntamos algo. Ela já da tchau, manda beijo, canta, dança, joga bola (com a mão e com o pé), usa copo, toma no canudinho, faz travessuras, sapequices, anda e corre (deixando disparado o coração dessa mãe).

Passamos uma semana inteirinha juntas, só eu e ela, da hora de acordar até a hora de dormir. E acreditem, todos os dias ela faz uma coisa nova. Fiquei impressionada ao reconhecer nela uma bebê totalmente comunicativa, simpática e palhacita. Eu conhecia o lado desconfiado da Stella – herança da mãe – mas me surpreendeu a desenvoltura dela para chamar a atenção de desconhecidos na rua, no metrô, em todos os lugares públicos. Conversar, brincar, mexer com a pessoa ao lado são atividades que completam as travessuras da Pitica. É incrível o poder de aprender dos bebês e a possibilidade de acompanhar esse desenvolvimento assim tão de pertinho. Eles fazem nosso coração derreter ao mesmo tempo em que nos mantem alertas.

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14 set 2016

Entre amor e… paciência!

 

Tenho vivido entre amor e ódio com meu filho mais velho, quando na verdade preciso viver entre amor e paciência

 

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Imagem Google

Passei 4 anos mãe de um filho só. Algumas vezes achei que era difícil, como também achei que tirei de letra. É aquela coisa, as fases vão passando, nós ganhamos experiência, aprendemos a lidar com as situações e comportamentos da criança e de alguma forma vai ficando mais fácil mesmo. Fica tão fácil que a gente decide ter outro filho, porque não tem como complicar mais. Ou tem? Só um pouquinho.

Quando temos dois (ou mais) filhos, vivemos aquela situação de ter que dar atenção simultaneamente para ambos. Sim, porque se isso não acontecer, vai chegar uma hora que um dos filhos vai se sentir abandonado e estou com a impressão que acontece com o filho mais velho. Porque ele depende pouco menos dos pais, tem mais autonomia e a gente acha que ele está indo bem. Amor não falta. Mas paciência… Amor e paciência não andam juntos, obrigatoriamente, o tempo todo.
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29 ago 2016

Não sinto falta da minha vida antes da maternidade

É um tal de “filho cansa, não consigo ser a mãe que quero, estou exausta, sinto falta da vida sem filhos” e por aí vai… Não discordo de nada disso, mas não sinto falta da minha vida antes da maternidade

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Confesso, tenho meus momentos de baixo astral, mas prefiro sempre ver o lado bom da vida, seja ela materna ou não. Não sinto falta da minha vida antes da maternidade. Acho que tudo vivido antes dos filhos foi demais e aproveitei na intensidade necessária para deixar lembranças agradáveis, tanto que só tenho boas lembranças. Eu não trocaria nada nessa vida para voltar no tempo, não sinto saudade a ponto de me lamentar.

O contraditório disso tudo é que nunca me imaginei casada e com filhos. Sempre achei que essa tal de maternidade não era pra mim. Eu sonhava em desbravar o mundo. Mas a vida é muito louca e toma rumos inexplicáveis. E hoje eu não imagino a minha vida sem filhos. Casei com um cara que conheci num desses encontros às escuras. Quase isso. Eu trabalhava numa assessoria de imprensa que atendia a empresa para qual ele trabalha. Então nos falávamos todos os dias por telefone e e-mail, até que um dia ele começou a me chamar para sair. A história é longa… resumidamente, ao vê-lo, por nenhum segundo passou pela minha cabeça que viveríamos tudo o que já vivemos juntos. Nosso encontro virou uma paixão, que se transformou em amor e quando vimos não tínhamos mais para onde fugir, não adiantava resistir. O amor foi crescendo, crescendo, crescendo e… transbordou. Transbordou em forma de filhos. Estamos indo para um casamento de 8 anos. E quando olho para trás não consigo sentir falta da minha vida antes dele e de nossos filhos.
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16 ago 2016

Filhos: um é pouco, dois é bom, três…

Um filho é pouco, dois é bom, três… ensinam muito mais!

 

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Imagem Google

Já faz algum tempo, conheci uma mamãe de muitos. Ela tem 7 filhos e esbanja um sorrisão de orelha a orelha. Pensei: para essa aí um é pouco, dois é bom, sete é melhor ainda! Conheço algumas mães de três. Além das amigas blogueiras Diiirce e Marina, no trabalho tenho uma colega mãe de três e, recentemente, minha melhor amiga, minha irmã de coração, madrinha da Stella, anunciou sua terceira gravidez – muito desejada já há algum tempo.

Aqui em casa, tínhamos um combinado: se a segunda gestação viesse um menino, teríamos o terceiro só para ver se vinha uma menina. Marido tremia na base até que nasceu Stella e ele deu por encerrado esse assunto. Mas a mamãe aqui, para assombro do papai, começou a dizer que precisava vir um desempate, que um terceiro filho fecharia o ciclo familiar. É comum tremular após o primeiro, quem dirá após o segundo filho. É claro, depois que passamos todo aquele perrengue de enjoos nos 4 primeiros meses de gestação, noites mal dormidas, fraldas, choro, dentes nascendo, os primeiros 6 meses de vacinas intermináveis, aquela ansiedade toda… quem quer enfrentar o terceiro filho?!
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