26 jul 2016

Sobre sua avó, de mãe para filhos

por
Gabi Miranda

Destaque, Família

Sobre sua avó materna

 

Avó

Filhos,

Vocês não tem avó materna. Se servir como consolo, eu também não tive. O Benjamin ainda teve a sorte de conviver por 3 anos com minha mãe, a avó de vocês. Nós a perdemos muito cedo e apesar de continuar achando isso injusto, é como disse Benjamin outro dia pra mim “A vida é assim, às vezes a gente perde, às vezes a gente ganha”. E quando a perdemos, nós ganhamos você, Stella. A vida pode parecer injusta, mas Deus sabe mesmo o que faz.  Já sofri, já chorei e ainda faço os dois, sofro e choro. Lembro como se fosse hoje o dia em que a perdemos, no caminho até o cemitério, nas promessas que eu fazia… parece coisa de louco, mas quando a gente ama, pensamos até nas impossibilidades. Foram dias e noites em que acreditei que não teria forças para seguir. Mas chega uma hora em que aprendemos a conviver com a perda, a gente se acostuma com a falta da pessoa e para dar conta da morte a gente esquece. Não da pessoa, porque isso é impossível. Mas a gente esquece de várias coisas, de acontecimentos e quando perdemos a mãe, com o tempo, esquecemos até o que é ter mãe.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

4

comente!

21 jul 2016

O primeiro ano de vida

por
Gabi Miranda

Bebê, Destaque, Filhos

O primeiro ano de vida de um filho é um marco na vida da gente

 

o primeiro ano de vida

Stella, 28/07/15, 3,715Kg, 51cm

No próximo dia 28 Stella completará 1 ano. Há dias estou emotiva pensando nesse um ano que passou. O primeiro ano de vida, o primeiro aniversário tem um Q diferente, é especialmente importante, talvez porque seja o principal período para o desenvolvimento do bebê. Lembro-me, o primeiro aniversário do Benjamin foi igualmente emocionante. É como se o primeiro ano de vida fosse uma gestação extrauterina. Passamos os últimos doze meses tomando o máximo de cuidado com o bebê: consultas, atenção no peso, amamentação, vacinas, crescimento, alimentação,  e ao completar o primeiro ano de vida é como se tivéssemos completado a primeira prova mais importante da nossa vida. Ver o bebê se desenvolvendo bem, nutrido, explorando o mundo, tendo noção das suas capacidades é a prova de que tudo vem dando certo, de que damos conta e tudo continuará bem.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

3

comente!

12 jul 2016

A maternidade é um mito, mas…

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

A maternidade é um mito, mas a vida é mehor com filhos

Imagem por Danielle Guenther

Imagem por Danielle Guenther

Sinto que faço certa apologia à vida materna. Eu já falei que filho traz felicidade sim e sempre falo para as amigas que filho é a melhor coisa do mundo (pra mim é realmente!). Tenho uma amiga que não tem filho (ainda) e eu vivia lhe perguntando: quando você vai ter um bebê? Coisa mais chata essa, né?! A sociedade sempre verbalizando e achando que é um dever a mulher procriar. E se ter filhos não é desejo da minha amiga? Talvez isso nem esteja em seus planos, talvez ela nem me fale nada justamente porque vivo cultuando a (minha) maternidade.

Sim, eu cultuo a minha maternidade. E a maternidade é um mito!

O mito da maternidade começa desde a gravidez. A mulher não pode nem reclamar da gestação. Tenho uma prima que não achou divertido estar grávida, mas ama ser mãe e já que ter mais filhos. Eu posso dividir minhas duas gestações em duas fases: o início que não foi nada divertido e que eu vomitava a cada 7 minutos. O meio da gestação em diante, quando enfim adorei estar grávida e vi um pouco de graça (fala que não é bom usar as filas e assentos preferenciais, ter todo mundo te paparicando?!). Pós-parto, pergunto-me se preciso mesmo listar os mitos?! Mas não resisto, vou citar o que não é mito: 25h cheirando a leite, cabelo despenteado, noites mal dormidas, aquela bendita cinta apertando nossos órgãos corpo, restrições alimentares, peso acima do normal, corpo bagunçado, seca sexual, etc, etc, etc….
Clique e continue lendo!

compartilhe!

2

comente!

11 jul 2016

Se os dias são comuns, é porque temos tranquilidade

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

Já parou para pensar que se os dias são comuns, é porque temos tranquilidade?!

dias são comuns

Imagem do Freepik escolhida pelo Benjamin

Semana passada tivemos dias conturbados por aqui (tanto que o blog ficou abandonado). Stella foi tacada novamente por uma conjuntivite, juntou com um resfriado e dentes nascendo. Foi tudo junto e misturado. Por conta dos dentes, tivemos noites mal dormidas e muito chororô. Por conta de tudo misturado, principalmente pela conjuntivite, Stella foi afastada do berçário a semana toda, consequentemente a mãe também foi do trabalho. Eu estava na semana antes das minhas mini férias, algumas coisas ainda por resolver e, para ajudar (sqn), estouraram vários problemas no trabalho e fiquei tentando driblar os cuidados com a pequena, a resolução dos problemas na empresa, a falta de tato das pessoas. Foi uma semana daquelas.

É em período assim que penso em largar tudo e me dedicar aos meus filhos. Sinto certa satisfação pessoal em trabalhar fora, mas me decepciona depositar esforço em algo no qual sinto não ser valorizada. Falta empatia no mercado de trabalho. A sensação que tenho, é quanto mais você faz nunca está bom e os resultados positivos é como se você não fizesse mais do que a sua obrigação. Enquanto que em casa, sinto que sou insubstituível, indispensável, necessária. Não é qualquer pessoa que pode desempenhar o meu trabalho. E sim, cuidar dos meus filhos é minha obrigação. Obrigação pela qual ganho muito mais. Tem sim os dias de confusão mental, stress, vontade de ficar em silêncio, dias em que não damos conta de nada. Contudo, os filhos estão sempre demonstrando de alguma forma, o quanto somos importantes, o quanto o papel que desempenhamos é fundamental na vida deles.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

2

comente!

28 jun 2016

11 meses da BabyBossinha Stella

por
Gabi Miranda

Bebê, Destaque, Filhos

11 meses-stella

Fiquei grávida, passei mal durante os 4 primeiros meses, ela nasceu transbordando uma surpresa radiante – afinal era uma menina!, contrariando alguns e afirmando nossas suspeitas e o que muitos disseram durante as 41 semanas, inclusive seu irmão. Ficamos 5 meses interruptos juntas. Período em que sofri novamente a falta da minha mãe e amadureci. Voltei a trabalhar e vejam só…do período em que ela nasceu até agora, já se passaram 11 meses. Isso significa que ela fará 1 ano no próximo mês. Um ano!

É clichê, mas foi num piscar de olhos. Até outro dia eu tinha um recém-nascido que só queria o colo da mamãe e acordava ao ser colocada em qualquer outro lugar que não fosse o meu colo. Hoje ela desbrava nosso apartamento inteiro, tem uma queda pelos cômodos dos quais mais tento deixá-la longe: banheiros e cozinha. Dia desses o irmão estava fazendo xixi, quando pego a BabyBossinha em pé do lado dele enfiando a mão na privada. Os dois levaram bronca, ele por continuar fazendo xixi com a menina ali enfiando a mão e ela por ser tão atrevidinha. Noutro dia, ela estava na cozinha comendo ração da Capitu. Pareceu não gostar muito, pois peguei ela tirando da boca e fazendo careta. Há que se colocar portão de segurança na cozinha e um bilhete na porta do banheiro: mantenha a porta fechada!
Clique e continue lendo!

compartilhe!

5

comente!

31 maio 2016

Escreva uma carta à mão para seu filho

por
Gabi Miranda

Destaque, Maternidade

Carta de amor é escrita não para dar notícias, não para contar nada, mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel.
Rubem Alves

carta-escrita-a-mão-bossa-mãe

Pinterest

Em tempos de tecnologia avançada, onde não usamos mais papel e caneta, e correspondência são só contas (e olhe lá, porque até isso chega por códigos de barra no celular), resolvi escrever cartas à mão para meus filhos. A ideia é produzir algumas coisas como causos engraçados, histórias de família, textos pequenos, lembranças e até reunir alguns textos do blog mais destinado a eles. O blog já tem centenas de textos e duvido que um dia meus filhos leiam tudo o que está aqui. No entanto, acredito que se encontrarem um caderno ou um envelope, assim com a letra da mãe, talvez isso tenha uma força maior e desperte a curiosidade deles.

Esse desejo surgiu ao mexer numas coisas guardadas da minha mãe. Faltavam alguns dias para meu aniversário de 35 anos, há um mês, e precisava sentir a presença dela de alguma forma. Fui lá fuçar e revi várias coisas escritas por ela. A letra da minha mãe. Não sei explicar, mas é bom ter a letra dela estampada ali. Pensar que ele pegou naquele papel, que tem as impressões digitais dela. Mesmo que isso me faça pensar nas impossibilidades…
Clique e continue lendo!

compartilhe!

21

comente!

30 maio 2016

A birra de todo dia

Não tem jeito, por mais que você ame, dê carinho e faça de tudo para evitar, a birra sempre aparece. Pode ser em menor ou maior intensidade, mas ela vem

birra

Os ataques de birra são comuns e fazem parte do desenvolvimento cerebral da criança. Dizem que tem hora para começar e terminar. Por aqui começou uma onda de birra(s) e às vezes é mega difícil manter o controle da situação. Benjamin, prestes a completar 5 anos, faz birra, pirraça, manha e algumas vezes chega a chorar – pra mim esse é o momento em que a situação perdeu mesmo o controle. Primeiro tento conversar, como quase nunca adianta naquele instante da birra que só aumenta, eu passo a ignorar e é quando ele não para de vir atrás de mim pedindo atenção. Faço um esforço enorme para ignorar, me dói pra caramba e quando vejo que ele realmente está disposto a dar fim ao show, paro, abraço, sento e converso com ele.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

7

comente!

23 maio 2016

A vida pós licença maternidade

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

A licença maternidade é um período sabático da vida profissional, é exaustiva, mas também é uma pausa maternal deliciosa

Vertical shot of a woman being deep in thought

Quando estamos grávidas idealizamos a licença maternidade e a esperamos como se fossem férias – mesmo achando ruim quando alguém se refere à licença maternidade como férias. Licença maternidade está longe disso. Trabalhamos igualmente, mas para uma causa maior. Ficamos longe do cotidiano profissional, porém somos envolvidas por outro tipo de rotina. É inexplicável tudo o que se passa conosco nesse período. Mas quero falar da vida pós licença maternidade. Após um período curto de 4 meses, precisamos nos adaptar à vida real. Nova, a vida já é desde quando o bebê nasceu, mas a realidade vai mudando a cada período. A mudança mais radical é quando a mãe tem que voltar ao trabalho. Começa aí uma adaptação para a vida funcionar. Eu lembro exatamente como foi essa moldagem com a chegada do Benjamin e agora vivo com a Stella.

Há 5 meses voltei ao trabalho, nos primeiras semanas é tudo maravilhoso. Você volta a se relacionar, ver as coisas acontecerem, se sente em movimento, volta a se sentir parte do mundo, a conversar de outros assuntos. Só que é um mundo diferente. Com o passar do tempo, você percebe que nem todo mundo vive a mesma realidade que a sua, as conversas, embora não sejam de filhos, fraldas e melhor pomada para assadura, nem sempre são tão interessantes, faltam coisas em comum. O assunto acaba sendo sempre o mesmo, na maioria das vezes: trabalho. A correria do dia-a-dia profissional passa a te consumir, cada vez temos menos tempo para pagar as contas com calma, marcar um médico, ler uma notícia, uma revista, estabelecer horários e por aí vai…
Clique e continue lendo!

compartilhe!

4

comente!

17 maio 2016

10 coisas que aprendemos com a maternidade

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Maternidade e muito mais no encontro com Cris Guerra no Seminário Pais & Filhos “Mãe Também é Gente”

Maternidade -Cris Guerra

Domingo aconteceu o Seminário Pais & Filhos “Mãe Também é gente”. O evento contou com a participação de palestrantes bem interessantes, conteúdo relevante e de qualidade. Todos merecem destaque, mas hoje vou falar da Cris Guerra, publicitária, mãe de Francisco, autora do blog Hoje Vou Assim e dos 4 livros: Para Francisco, Moda Intuitiva, Mãe, e, Que ninguém nos ouça – esse escrito com a jornalista Leila Ferreira.

Cris Guerra mesmo com toda a sua história de perdas, é uma pessoa leve e com senso de humor. Consegue transmitir leveza àqueles que estão por perto e a sensação de que a vida vale a pena sim apesar de tudo. E afirma:

A vida é feita de duas partes: uma que a gente não escolhe e outra que está em nossas mãos.

Em sua palestra “Mãe não é um bicho frágil”, ela compartilha um pouco da sua vida, fala sobre temas universais e nos alerta: a vida não tem controle, e quando aprendemos isso, aprendemos a entregar. Saí com algumas reflexões, uma delas sobre o quanto nós mães, às vezes, podemos ser egoístas com os nossos próprios filhos. Basta pensar no nosso desejo de não querer perder nenhuma primeira vez dos nossos pequenos. Queremos que eles andem, mas que sejam conosco os primeiros passos. Que andem de avião, mas que seja com a gente. Cris contou um episódio, no qual Francisco foi ver pela primeira vez o mar com os avós paternos. Sofreu, mas depois pensou: que bom que ele viu o mar! Depois verá outro dia comigo. E por falar em sogros… Cris faz uma ponte entre o filho e os avós paternos, inclusive únicos avós.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

6

comente!

05 maio 2016

Coração de mãe é gordo

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

coração de mãe

Estávamos lanchando antes de entrar no cinema. A bebê no sling e os meninos, eram 3, todos soltos. O mais novo da outra família, me observando com a bebê, comentou baixinho com a mãe dele:

“Mãe, quando a gente tem um bebê em casa, a mãe gosta mais do bebê?!”

Aquilo me preocupou. Será que o meu menino, o mais velho da nossa família, pensava isso também?!

Quando meu Ben nasceu eu achava esquisito não sentir aquele amor todo arrebatador que ouvia falarem por aí. Ainda hoje, confesso, estranho quando vejo as colegas nas redes sociais comentando o grande e infinito amor ao ver o bebê pela primeira vez após o nascimento. Mais ainda quando vejo foto do pai agarrado a barriga fazendo declarações de amor. Estranho, inclusive, não vê-las reclamando das noites mal dormidas ou de cansaço ou do marido. Na verdade, eu me acho a esquisita porque pra mim o meu bebê era um estranho.
Clique e continue lendo!

compartilhe!

5

comente!