03 maio 2016

As lições que as crianças ensinam

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Estava assistindo ele empenhado em fazer sua lição de casa. A atividade consistia em recortar algumas imagens. Enquanto isso, pensava como ele tinha desenvolvido tal habilidade de uma noite para o dia. Recortava as figuras com tamanha maestria para sua pouca idade. Mesmo assim sugeri um jeito para facilitar seu trabalho, quando recebi a resposta: “deixa eu fazer do meu jeito, mamãe!”. Não foi uma pergunta e sim um pedido em bom tom de um garotinho de 4 anos descobrindo suas habilidades no mundo.

Constantemente tenho escutado essa frase vinda dele em diversas situações. “Deixa eu fazer do meu jeito”. Porque sou a mãe e mãe é bicho tolo, cheia de intenção, com manias que só as mães tem, das quais os filhos um dia acabam tendo vergonha. De tanto querer proteger e desejar o melhor para os nossos filhos, nós, mães, muitas vezes sufocamos. Dessa forma, sem intenção. A gente acha que deve ensinar tudo, porque queremos apresentar outras formas, mas será que alguém nos ensinou todos os melhores jeitos de fazer as coisas ou aprendemos sozinhos?
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26 abr 2016

O poder de empatia das mães

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

“Ser mãe te traz habilidades de criar empatia com o mundo”
Foi assim que uma colega de trabalho me disse porque nós mães nos colocamos tanto no lugar do outro. É o poder de empatia que toda mãe tem.

empatia

Eu vinha pensando muito nisso nos últimos dias. Quando nos tornamos mães passamos a desejar um mundo melhor, tomamos alguns cuidados como o de separar o lixo, puxar assunto e falar com todas as pessoas sem se importar com a aparência delas, desejamos um mundo com mais paz e ficamos atento com nossos atos e atitudes que possam contribuir para isso. Mas por que isso acontece? Tem a ver com o pequeno ser que colocamos no mundo. É a partir dessa relação que começamos a nos colocar realmente no lugar do outro. É aí que conquistamos um poder incrível e que pode transformar o mundo, a empatia.

A partir do momento que sabemos estar gerando uma vida dentro de nós, começamos a nos preocupar com a nossa alimentação. Estamos pensando no bebê e mudamos hábitos por ele. Então ele nasce e através do olho no olho, nasce a empatia. Segundo Alain Berthoz, diretor do Laboratório de Fisiologia da Percepção e da Ação, do Collège de France, na troca do olhar encontramos três componentes da empatia: 1. eu te olho; 2. você me olha, mas eu devo compreender o que esse olhar, experimentado por nós e dirigido para mim, significa; 3. e nasce da troca do olhar um elo que não pertence nem mais a mim nem a você, mas ocorre entre nós. De repente um elo nos liga no mundo.
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19 abr 2016

10 Coisas que não se deve dizer à mãe que trabalha fora

por
Gabi Miranda

Desabafo, Destaque, Maternidade

Existem muitas coisas que não se deve dizer a uma mãe que trabalha fora e ao pensar em dizer, acho que vale o ditado: em boca fechada não entra mosca

mãe que trabalha fora

É comum muitas mulheres pararem de trabalhar após a maternidade e não sei se por isso, está ficando cada vez mais comum as pessoas estranharem quando encontram uma mãe que trabalha fora. Sim, ainda existem milhares de mães que não largam o emprego. Os motivos são diversos, entre eles a necessidade financeira ou realização pessoal. Afirmo, os dois fatores são meus motivos. Mas o segundo pesa mais. Eu amo meus filhos mais do que qualquer coisa nessa vida, no entanto não me vejo sem trabalhar. Eu preciso disso.

Nessa, vivo e sofro um conflito imenso na vida, pois assim como gosto de ser uma mãe que trabalha fora, gostaria de ter mais tempo com os meus filhos, óbvio. E como gostaria! Por isso, não descarto a ideia de um dia vir trabalhar meio período em casa. Mas essa ainda não é minha realidade. E fico triste porque as pessoas, em geral, não valorizam o esforço que muitas mães fazem ao optar por essa escolha. Somos julgadas por isso. Esse julgamento vem por diversas vezes explícito num comentário ou simplesmente estampado na cara de quem não vive a mesma realidade da mãe que trabalha fora.
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30 mar 2016

A volta ao trabalho: a importância do aleitamento

O aleitamento materno é muito importante. Não é coisa de quem ama mais ou menos o filho. Amamentar é uma escolha.

Aleitamento

Imagem Google

As dificuldades existem, mas estão aí para serem ultrapassadas. Amamentar tem seus obstáculos desde o nascimento do bebê. É o mais barato e fácil em termos financeiros e de praticidade quando se pensa em toda logística do que precisa ser carregado quando um bebê já não mama mais no seio. Não é coisa de quem ama mais ou menos o filho. Amamentar é uma escolha. Amamentar mesmo com o retorno ao trabalho é possível, mas exige mais informação, estímulo, dedicação e, principalmente, apoio.

O cenário perfeito seria a mãe conseguir 6 meses de licença maternidade para então amamentar durante esse período. Como vimos essa não é uma realidade para todas as mulheres, mas existem recursos que podem contribuir para o aleitamento exclusivo até os 6 meses de idade do bebê. O pediatra Dr. Moisés Chencinski, membro do departamento de aleitamento materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo e idealizador do movimento #euapoioleitematerno, é um defensor do aleitamento materno e indica a doação de leite como alternativa para as mães que voltam ao trabalho cedo. Segundo ele, o Brasil tem uma das mais reconhecidas Redes de Banco de Leite Humano do mundo, no entanto não existe leite em quantidade suficiente para suprir as necessidades. “Isso ocorre porque aqui, ainda não temos a cultura da doação de leite. Se as mães passar a “doar” o seu leite para o próprio filho, armazenando-o de acordo com as recomendações, poderia usá-lo quando fosse necessário (após a volta ao trabalho)”, explica o pediatra. Isso é possível porque o leite materno quando armazenado no congelador, pode ser consumido em 15 dias.
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29 mar 2016

A volta ao trabalho: amamentação e empresas no Brasil

por
Gabi Miranda

Destaque, Gravidez, Maternidade, Trabalho

Amamentação: entre as dificuldades para amamentar com a volta ao trabalho, é a ordenha. Nem todas as empresas possuem local adequado e quando tem, falta informação para a mãe que retorna

amamentação

O “apoio” da lei trabalhista

Não é fácil ser mulher-mãe no mercado de trabalho. A empregabilidade da mulher na idade perto de ter filhos é baixa. O mercado olha com péssimo jeito para a mulher que quer ter ou já tenha filhos. Elas são rotuladas, vistas como profissionais que podem faltar a qualquer momento, deixando a empresa na mão. Em geral, as empresas não estão preparadas nem para receber de volta a mãe que acabou de ter bebê, tanto que as empresas sequer possuem local apropriado e exclusivo para amamentação. Essa é a realidade da maior parte das empresas. “O que observamos é muito mais uma “adaptação” das mães a essa situação em locais absolutamente não indicados e em condições inadequadas”, afirma Dr. Moises Chencinski, pediatra, membro do departamento de aleitamento materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo e idealizador e facilitador do movimento Eu apoio leite materno – #euapoioleitematerno.
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28 mar 2016

A volta ao trabalho e as dificuldades para amamentar

por
Gabi Miranda

Destaque, Gravidez, Maternidade, Trabalho

A volta ao trabalho após a licença maternidade costuma ser dolorosa e traz inúmeras angústias para milhares de mães brasileiras. Não é fácil ter que se separar do bebê para voltar à rotina profissional. Esse retorno envolve várias escolhas difíceis, como por exemplo, sob os cuidados de quem o bebê ficará na ausência da mãe ou como seguir amamentando.

Volta ao trabalho

Imagem do Google

Com a volta ao trabalho, surgem muitas dificuldades para continuar a amamentação. Começa pelo período de licença maternidade. O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. A realidade é que apenas 9% das mães seguem essa recomendação. Os motivos são inúmeros, entre eles estão:

  • obstetras que não falam de aleitamento materno;
  • maternidades que não apoiam e pediatras que não estimulam o aleitamento;
  • licença-maternidade de 4 meses (120 dias);
  • licença-paternidade de 5 dias;
  • falta de salas de apoio nas empresas para coleta e armazenamento do leite;
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21 mar 2016

Brincar e uma experiência inexplicável

Brincar é uma oportunidade da criança se descobrir em vários sentidos.
Brincar é um grande convite para o mundo.

Brincar junto

Imagem do Google

Ontem participei de um bate papo, realizado pela Kinder Ovo, com a psicóloga infantil Daniella Freixo. Eu nunca tinha assistido nada presencialmente dela, mas seguia seu perfil @conversacomcrianca no Instagram. Daniella é simplesmente incrível! Não tem outra palavra para descrevê-la. O assunto principal da conversa foi a importância do brincar e começou com o seguinte questionamento da psicóloga:

Vocês sabem o que acontece quando a criança está brincando?

A criança tem a oportunidade de se descobrir em vários sentidos. Brincar cria condições físicas para o corpo, coordenação motora, desenvolve o emocional, amplifica os horizontes, traz regras de convivência. Brincar é um grande convite para o mundo. Desde bebê, quando começa a se arrastar, a se levantar, levar a mão à boca, são movimentações que se tornam parte do brincar.

A criança quando brinca descobre sobre si, sobre os objetos a sua volta, sobre o outro. O primeiro outro na vida das crianças é a mãe e o pai. E brincar junto tem um papel fundamental nesse processo de desenvolvimento das crianças. Portanto, é preciso sentar junto, se desligar de celular e do mundo exterior e se entregar para a criança de corpo e alma. Olhar olho no olho, brincar, imaginar, criar intimidade para que possamos conhecer nossos filhos e para que eles nos conheçam.
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16 mar 2016

O que a maternidade significa pra mim

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

O que a maternidade significa pra mim?

maternidade

Você já deve ter escutado falar ou sentido a mesma coisa, mas a verdade é que não me lembro mais a pessoa que fui antes de ser mãe. Lembro das coisas que fazia, das roupas que vestia, mas não tenho lembranças da minha essência, se é que eu tinha uma, antes da maternidade. O sentido da vida era outro e acho mesmo que nada fazia sentido algum. Planos, objetivos, valores de vida mudam radicalmente quando se tem filhos. E, por sua vez, a maternidade muda e nos transforma avassaladoramente.

A maternidade é mesmo uma metamorfose. Uma experiência transformadora. Muda nossa natureza, crenças, ponto de vista. Nos torna pessoas capazes de tudo. Não sinto saudades da pessoa que fui, até porque fui apenas uma menina até ser mãe – quando acredito ter me transformado em mulher e uma pessoa mais forte do que eu imaginei que fosse. Minha vida pode ser dividida literalmente antes e depois da maternidade. E eu prefiro a segunda fase.
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17 fev 2016

Política também faz parte do maternar

por
Gabi Miranda

Comportamento, Destaque, Maternidade

Política também envolve nossos dilemas maternos

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Já faz um tempo, revelei para o meu pai que não gostava de política. A verdade é que não estudo a respeito e não me sinto à vontade para entrar numa discussão sobre o assunto. As informações que tenho são baseadas em conversas com ele, outras que leio ou vejo na TV. Além de não ter tanto embasamento, não entro em rodas de conversas com esse tema porque não curto o tom e o lado para o qual as pessoas levam o assunto. Política gera mal entendidos, desrespeito (afinal, poucos respeitam e ouvem de coração aberto a opinião do outro), leva até a fim de relacionamentos. Refletindo esses dias sobre a maternidade e tudo o que ela acarreta, descobri que, de certa forma, gosto de política, afinal maternar também é fazer política.

Toda mulher exerce e acumula várias funções quando vive o papel de mãe, consequentemente também pratica política. Estamos a todo tempo fazendo escolhas: o que comprar para dentro de casa, como alimentar a criança, para qual escola ela vai (e como irá), se vai assistir TV, quanto tempo e que cultura vai consumir. A mãe é a grande responsável e idealizadora das mudanças na organização da vida familiar. Estamos preocupadas com a igualdade de gêneros, com o mercado de trabalho, o juros alto, com a educação, religião, com a segurança mundial, com a lancheira e obesidade infantil, com o Zika Virús, com consumismo consciente, com a separação do lixo, com o meio ambiente, com as relações, em como lidar com as frustrações de nossos filhos, em ajudar o próximo, em melhorar o mundo. Estamos preocupadas em participar de debates que contribuem para uma sociedade melhor e de passar mais tempo com os nossos filhos.
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04 fev 2016

Tempo: as reflexões de uma mãe

Tempo, tempo, tempo…

reflexão

Haverá um dia em que vocês não mais encontrarão os brinquedos pelo chão.

Essa frase foi dita pela professora, na formatura da Luna, filha da minha amiga Rose, do blog Vida de Mãejestade. Desde que li, em dezembro,  ela norteia meus pensamentos. Eu vinha refletindo muito sobre as coisas que vou demorar um pouquinho para fazer, agora com uma bebê tão novinha, das viagens que eu e marido não faremos tão cedo sozinhos, da casa sempre bagunçada com coisas de criança espalhadas por todos os lados, as noites mal dormidas, da dor nas costas, das manhas, das bolsas a preparar todas as noites, os choros, das 22985637 vezes que escutamos a palavra “mãe” diariamente, da falta de tempo para um banho longo, para uma leitura, para dormir mais um pouquinho, da preguicinha que dá em fazer algumas coisas com dois filhos.

Pensamentos que contradiziam com outros. Como a velocidade implacável do tempo. Tem todas essas coisas (e muito mais) citadas acima, mas tem também o fato de que é muito gostoso ter filhos e as crianças crescem rápido demais. Outro dia mesmo, Stella era uma RN e eu chorava porque estava achando que não daria conta de passar sozinha pela licença maternidade. Chorava porque ela só queria dormir comigo na cama (e eu com ela), porque queria colo 101% do tempo e eu tinha medo que isso fosse para sempre. Quanta ingenuidade (!), nem parecia mãe de segunda viagem. Não sei em qual momento, mas havia me esquecido que tudo aquilo passaria, era só uma fase. Pois logo Stella descobriu que era mais confortável dormir em seu espaço. E eu descobri que precisava aproveitar mais cada segundo com ela. Lembro de acordar uma madrugada para atendê-la. Levantei reclamando e ao aninhá-la em meus braços e colocá-la no seio para mamar, algo iluminou minha mente como uma mensagem que dizia “isso também vai passar”.
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