14 dez 2018

Tal Ben-Shahar – o que aprendi com o “Doutor da Felicidade”

por
Gabi Miranda

Coach de Vida, Colunas

 

Em setembro passado estive na palestra do Dr. Tal Ben-Shahar, professor de Psicologia Positiva na Harvard University, com mais de 1.000 alunos inscritos em 2017. Assisti a vários vídeos e publicações dele ao longo dos anos. Mas nada se compara a vê-lo, ao vivo, compartilhando os seus conceitos e interagindo com a platéia.

Uma das primeiras coisas que ele falou quando começou a explicar o que afeta a felicidade é a falta de compreensão das pessoas sobre sentimentos como tristeza, raiva, ansiedade e por elas quererem evitá-los. Estes sentimentos fazem parte da vida e só não sentem essas emoções pessoas mortas e psicopatas!

“Felicidade não significa estar sorrindo o tempo todo”, afirmou.

Lutar contra esses sentimentos buscando momentos de felicidade permanentes é uma batalha perdida.

Então, a partir do momento que aceitamos que somos humanos, passamos a viver melhor! E entender que vamos nos frustrar e sentir emoções que tentamos evitar por medo da experiência. Segundo Tal Ben-Shahar, isso não significa que estamos nos resignando. Mas sim que estamos no modo de aceitação ativa ou aceitando a nossa humanidade.

A problemática do medo é uma constante

No meu dia a dia, atendendo coachees de diferentes faixas etárias e com questionamentos diversos, tenho percebido que a problemática do medo é uma constante. Medo que gera ansiedade por não saber o que se quer da vida, por não entender como fazer uma mudança quando já se sabe para onde se quer ir, por não ter certeza se será a melhor decisão a ser tomada. Enfim, medos e ansiedades de todos os tamanhos e formas.

Autoconhecimento

Aí eu junto com o que ouvi do Dr. Tal Ben-Shahar e penso em como seria a vida se as pessoas pudessem ter a oportunidade de exercitar o autoconhecimento e a reflexão em cima das próprias descobertas para entender melhor as reações, os porquês ou como viver mais alinhados ao que cada um precisa ou quer. Que tal começarmos a pensar mais naquilo que ansiamos e naquilo que nos incomoda?

Acredito que por essas duas linhas, e considerando que temos a percepção das próprias limitações, conseguimos aceitar melhor a ideia de que somos humanos, como o Doutor da Felicidade disse. Humanos que sofremos, que vibramos, que temos altos e baixos, que temos dúvidas, que buscamos o amor, que priorizamos escolhas, e assim vai…

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