11 jun 2012

Um ano de paternidade: coadjuvância premiada (por Roberto Piffer – o marido)

por
Gabi Miranda

Comportamento, Maternidade

Um ano de paternidade merece ser comemorado

Nessa semana não só o pequeno Ben completa seu 1º aniversário. “Coincidentemente” também completo um ano, mas como pai. Engraçado que a Gabi já é mãe desde que ouviu o coraçãozinho do Benjamin palpitando dentro da barriga. Ou seja, ela é mãe há um pouco mais de tempo que eu.

Mas voltando ao tema, a paternidade é algo muito diferente, engraçado, complexo. Demanda, acima de tudo, muita responsabilidade, mas também muita disposição, energia e amor. Certa vez ouvi dizer que só se tornando pai, para um homem (finalmente) se tornar um homem de verdade.

E não é que dei toda razão a esta frase! Confesso que, se não fosse pai, duvidaria por completo dessa afirmação e sei bem porque. Mas na condição de pai, com o “enorme” peso de criar uma nova pessoa e conduzir uma família, entendi perfeitamente essa história.

Além disso, descobri também uma nova coisa neste um ano que se passou (e não se assuste com o que vou dizer). O pai não passa de coadjuvante dessa vida em família. É, e alguns pontos nos fazem entender melhor esta visão. O pai surge depois da mãe. A mãe já tem o contato com o bebê desde o interior da barriga e já se sente mãe bem antes do pai (como eu disse antes). O pai só vai ser pai mesmo do parto pra frente.

A mãe tem mais contato inicial com o bebê, logo cria vínculos mais fortes. Além do contato antecipado com o bebê (como dito aqui em cima), a mãe tem o contato íntimo da amamentação. Sendo assim, mesmo após o parto, o contato principal é da mãe… Você, pai,vai ter seu contato mais íntimo quando ele arrotar ou na hora de trocar uma fraldinha.

(e um adendo: quando dei a 1ª mamadeira pro Ben, logo pensei: agora vou ser o melhor amigo, mentor, tutor, a grande inspiração dele… mas não foi bem assim. O vínculo mãe-bebê é forte, bem mais forte que uma simples mamadeira.)

Um intruso na relação mãe-bebê: depois desse grude todo relatado acima e vínculos fortalecidos desde antes da vida em si, o pai – insistente – vai apertar, abraçar e beijar o bebezinho. Mas não percebe que pode estar invadindo a relação criada. Tem que chegar de mansinho, pelas beiradas, pra pertencer e ser aceito neste grupo.

A escolha dos móveis/decoração/apetrechos/motivos/roupinhas: o pai acaba tendo papel secundário nessa escolha. Saiba que os desejos de grávida também incluem a escolha de tudo o que se possa imaginar a respeito da vida do bebê. Numa ou outra escolha, você poderá participar. Por exemplo: o tipo da maçaneta do guarda-roupa que a mãe já escolheu (só o tipo, a cor não!)

E acha que acabou por aí? Nada disso, as opiniões serão secundárias por boa parte da vida… escolher o tema do aniversário?

Escolher a roupinha que ele vai dormir? Escolher o time que ele vai torcer? (é, até nisso suas decisões serão abaladas!)

Em resumo, o prêmio de melhor coadjuvante vai para: o Pai! Mas cuidado, esse posto é cobiçado (e pode ser facilmente roubado) pela mãe/sogra, ou alguém que cuide do bebê mais do que você.

A parte boa

Mas antes que esse post se torne algo pessimista, desanimador ou desesperador, é claro que tem a parte boa (senão não teria o “premiada” no título). Seu filho, apesar de todo o exagero descrito acima, vai gostar de você e vai retribuir (e muito) todo o carinho e cuidado que você dispensar a ele.

E tudo isso num pequeno e singelo gesto: um sorriso. Ah, quando este sorriso brilhar para você, tudo o que poderia parecer ruim ou cansativo se desfaz imediatamente.

Neste ano que se passou, já ganhei vários desses. Estão todos guardados na minha estante de prêmios especiais. E espero continuar ganhando mais e mais a cada dia que se passa.

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